Ex-CEO da Mt. Gox propõe uma hard fork do Bitcoin para recuperar 5,2 bilhões de dólares

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Mt. Gox前執行長提議比特幣硬分叉

O antigo CEO da Mt. Gox, Mark Karpelès, apresentou uma proposta solicitando um hard fork do Bitcoin para recuperar aproximadamente 79.956 Bitcoins (mais de 52 mil milhões de dólares ao preço atual de mercado) de endereços inativos de longa data relacionados com o ataque à Mt. Gox em junho de 2011; este lote de bitcoins não foi movimentado há mais de 15 anos e não faz parte dos ativos atualmente distribuídos aos credores.

Conteúdo da proposta: Mecanismo de recuperação de endereços específicos na camada do protocolo

協議層特定地址追回機制 (Fonte: Mempool.Space)

A proposta visa o endereço 1Feex… sb6uF, que recebeu quase 80.000 Bitcoins após o sistema Mt. Gox ter sido comprometido em junho de 2011. Karpelès observou que esses fundos não foram movidos há 15 anos, sugerindo que os atacantes podem ter perdido as suas chaves privadas ou optado por não transferir os ativos. De acordo com as regras atuais do Bitcoin, esses fundos só podem ser utilizados mediante a posse da chave privada correspondente.

A proposta sugere adicionar uma regra de consenso ao protocolo Bitcoin que permita o uso de assinaturas do endereço de recuperação da Mt. Gox para gastar os fundos não gastos bloqueados em endereços roubados, e posteriormente devolver os fundos aos credores verificados da Mt. Gox através de procedimentos de recuperação supervisionados pelo tribunal existentes.

Karpelès destacou que essa alteração é tecnicamente restrita ao âmbito e aplica-se apenas a esse endereço específico, sendo caracterizada como uma “exceção única codificada para casos específicos com características únicas”, e não como um mecanismo genérico para reverter transações ou recuperar fundos roubados. Ele afirmou que o objetivo principal do rascunho é “iniciar uma discussão sobre se a comunidade Bitcoin considera que este caso particular merece atenção.”

Argumentos a favor e contra: um teste fundamental à imutabilidade

Karpelès citou três razões principais a favor da proposta: o roubo é “indiscutível”; os fundos permaneceram inativos por mais de 15 anos sem sinais de retorno; e o tribunal estabeleceu um quadro de supervisão bem estruturado para os processos de recuperação.

No entanto, a própria proposta admite que existem objeções fundamentais. A preocupação central é: modificar as regras de propriedade para endereços específicos criará um precedente que compromete a imutabilidade do Bitcoin. “Algumas pessoas pensam que, se pode fazer uma vez, então pode fazer-se na segunda,” admite o rascunho. Além disso, quem está qualificado para julgar quais casos merecem intervenção da camada do protocolo? Se esta proposta for aprovada, outras vítimas de grandes ataques cibernéticos poderão solicitar pedidos semelhantes.

Do ponto de vista técnico, coordenar um hard fork apresenta inerentemente o risco de uma divisão na cadeia: se alguns participantes da rede se recusarem a atualizar, isso pode levar a uma bifurcação na rede Bitcoin, formando duas cadeias paralelas.

Comparação dos argumentos centrais da proposta

A favor: Roubo indiscutível, fundos inativos há mais de 15 anos, quadro de supervisão judicial bem estabelecido, escopo técnico restrito e uma exceção única.

Contra: Precedente que ameaça a imutabilidade, mecanismo de avaliação de elegibilidade dos casos incerto, possibilidade de outras vítimas de hackers solicitarem pedidos semelhantes, risco de divisão da cadeia na coordenação do hard fork.

Fundos envolvidos: Aproximadamente 79.956 BTC, totalmente independentes dos 20 milhões de BTC atualmente distribuídos aos credores, permanecendo no endereço original roubado.

Perguntas frequentes

Este Bitcoin envolvido nesta proposta é o mesmo lote de fundos atualmente a ser reembolsado pela Mt. Gox?
Não, são completamente diferentes. Os cerca de 20 Bitcoins atualmente sendo distribuídos aos credores foram recuperados após o colapso da Mt. Gox em 2014, geridos por Nobuaki Kobayashi, nomeado pelo tribunal japonês, com início do processo de reembolso em meados de 2024 e prazo estendido até outubro de 2026. Os aproximadamente 80.000 Bitcoins envolvidos nesta proposta derivam de um ataque de 2011 e permanecem no endereço original roubado, sem controle do administrador.

Por que o hard fork do Bitcoin é controverso, tanto tecnicamente como filosoficamente?
Tecnicamente, um hard fork é uma atualização não compatível com versões anteriores do protocolo Bitcoin, exigindo que todos os nós na rede atualizem suas versões. Participantes que se recusarem a atualizar criarão uma bifurcação na cadeia principal, formando uma cadeia paralela. Filosoficamente, um dos valores centrais do Bitcoin é que “ninguém pode alterar o estado dos fundos de terceiros”, e estabelecer regras de exceção para endereços específicos desafia esse princípio fundamental, gerando uma profunda controvérsia sobre “como definir o âmbito das exceções”.

Qual é o estado atual desta proposta e qual a probabilidade de sua adoção?
Karpelès deixou claro que o objetivo principal desta proposta é gerar discussão, não uma implementação imediata. Modificações no protocolo do Bitcoin geralmente requerem um consenso extremamente elevado da comunidade. Dado o forte valor atribuído à imutabilidade e às preocupações sobre estabelecer precedentes que possam comprometer esse princípio, a proposta atualmente enfrenta forte resistência.

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