Há algo interessante a acontecer no ecossistema Tether. Não se trata apenas de stablecoin novamente—esta empresa está construindo uma infraestrutura de economia digital maior.



Então, a Tether acaba de investir $200 milhões na Whop, um marketplace digital com 18,4 milhões de utilizadores e que processa trilhões de dólares em transações anuais. Este investimento não é brincadeira, considerando que a avaliação da Whop atinge 1,6 mil milhões de dólares. Mas o mais importante é o que eles estão a fazer: integrar o Wallet Development Kit da Tether na plataforma Whop.

Em termos simples, os criadores na Whop agora podem receber pagamentos em USDT e USAT diretamente nas suas próprias carteiras. Sem bancos tradicionais, sem taxas elevadas, sem terceiros a tirar uma comissão. Para nómadas digitais e criadores internacionais, isto é uma mudança de jogo. Eles podem gerir as suas finanças enquanto continuam a receber pagamentos globais.

O volume de transações mensal da Whop cresce 25%, e com esta integração de stablecoin, as barreiras para utilizadores em países com moedas locais instáveis serão significativamente reduzidas. Especialmente na América Latina e Ásia-Pacífico, onde o acesso a serviços de pagamento globais como Stripe ou PayPal muitas vezes é limitado.

Mas há mais. O CEO Paolo Ardoino recentemente partilhou um vídeo teaser que mostra um ícone de aplicação metálico muito semelhante a um cartão bancário premium. As especulações surgiram imediatamente: a Tether vai lançar um cartão de débito cripto.

Isto é interessante porque resolve um dos maiores problemas dos utilizadores de cripto: como converter ativos digitais em dinheiro que possa ser gasto no mundo real. O termo técnico é off-ramp, ou seja, a forma de sair do ecossistema cripto para fiat de forma prática. Atualmente, o processo é complicado e caro. Com o cartão Tether, os utilizadores podem armazenar valor em USDT e fazer compras em milhões de comerciantes sem precisar de converter várias vezes.

Com uma liquidez de $180 miliardos, a Tether tem uma posição única para oferecer condições muito mais competitivas do que as fintechs existentes. Eles podem tornar este serviço de cartão acessível a milhões de pessoas que ainda não têm acesso bancário.

O mais interessante é que isto mostra uma grande mudança na narrativa cripto. Antes, tudo era sobre trading especulativo e busca de lucros rápidos. Agora, a utilidade prática começa a ser o foco. Um criador no Brasil recebe USDT na Whop para vender scripts, ou um turista na Europa usa o cartão Tether para comprar um café. Isto é muito mais realista do que apenas segurar e observar gráficos.

A Tether já não é apenas uma fornecedora de stablecoin. Eles estão a construir um ecossistema—desde pagamentos na economia criativa até cartões de débito, de mercados emergentes até infraestrutura global. Estes passos mostram uma visão maior de como o dólar digital pode integrar-se na vida diária, tanto no mundo digital quanto no físico.

Vai ser interessante acompanhar como isto evolui no próximo trimestre.
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