Usbequistão lança o Vale de Mineração Besqala com isenção fiscal de 10 anos para mineiros de criptomoedas

  • O Usbequistão estabelecerá uma zona especial de mineração de criptomoedas chamada Besqala Mining Valley em toda a Caracalpaquistão.
  • O projeto inclui uma isenção fiscal de 10 anos e foi concebido para atrair investimento, criar empregos e expandir a mineração alimentada por energia renovável.

O Usbequistão está a criar um espaço dedicado à mineração de criptomoedas, e está a fazê-lo com uma proposta industrial bastante clara, em vez de uma simbólica. Sob um decreto assinado pelo Presidente Shavkat Mirziyoyev, o país estabelecerá o Besqala Mining Valley, uma zona de mineração especial que abrangerá o território do Caracalpaquistão, a república autónoma no noroeste do Usbequistão. O projeto vem com uma isenção fiscal de 10 anos, um incentivo suficientemente forte para deixar claro que o governo quer que isto seja levado a sério pelos investidores. Uma zona de mineração construída em torno de políticas energéticas e industriais O governo afirma que o principal objetivo da iniciativa é atrair capital, criar novos empregos e incentivar o uso de energia renovável na mineração de criptomoedas. Este último ponto está a desempenhar um papel importante aqui. A política de mineração tem vindo a transformar-se cada vez mais em política energética por outro nome. Países que desejam atividade de mineração tendem a enquadrá-la não apenas como uma questão de ativos digitais, mas como uma forma de monetizar a capacidade de energia disponível, especialmente quando a geração renovável faz parte do argumento. O Usbequistão parece estar a seguir essa lógica de forma bastante direta. De acordo com o decreto, as operações de mineração dentro do Besqala Mining Valley poderão usar eletricidade gerada a partir de todas as fontes renováveis. Isso confere à zona uma base energética mais ampla do que um modelo restrito apenas a solar ou hidroelétrica poderia permitir. Os mineiros podem vender livremente, mas os lucros devem regressar ao país As regras também deixam espaço para flexibilidade comercial. Os residentes da zona poderão vender as criptomoedas mineradas em bolsas locais ou estrangeiras, quer por dinheiro, quer por outros tokens. Mas há também um elemento de controlo estatal incorporado no quadro. O decreto afirma que os lucros dessas vendas devem ser transferidos para bancos no Usbequistão. Essa condição é importante porque mostra que o governo não está apenas a tentar atrair mineiros. Também quer que os fluxos financeiros gerados por essas operações permaneçam visíveis dentro do sistema bancário doméstico. O quadro mais amplo é suficientemente claro. O Usbequistão não está apenas a tolerar a mineração. Está a tentar industrializá-la, vinculá-la à energia renovável e manter os benefícios económicos, pelo menos em parte, dentro da própria arquitetura financeira do país.

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