A Meta finalmente começou a mover-se? Com planos de integrar pagamentos com stablecoins em toda a sua grande plataforma, incluindo WhatsApp, Instagram e Facebook, até ao segundo semestre de 2026, surgem sinais de avanço. Após alguns anos do fracasso do Libra/Diem, a Meta está novamente a dedicar-se seriamente aos ativos digitais.



O que chama a atenção inicialmente é a mudança de posição da Meta de "emissor" para "gateway". Durante a era do Libra, a Meta tentou criar a sua própria moeda, enfrentando forte resistência das autoridades reguladoras de vários países. Desta vez, é diferente. Utilizando parceiros externos como a Bridge, subsidiária da Stripe, a Meta pretende incorporar stablecoins atreladas ao dólar já regulamentadas na sua plataforma. A Meta evita assumir riscos legais como emissora financeira, funcionando apenas como uma "interface de pagamento".

A parceria com a Stripe torna-se crucial neste momento. Em 2025, o CEO da Stripe participará do conselho da Meta, após investir 1,1 mil milhões de dólares na aquisição da Bridge. Isto significa que a infraestrutura para processar grandes volumes de transações com stablecoins já está a ser preparada. Para os utilizadores, isso traz a segurança de poder usar um ativo digital estável, gerido por uma grande empresa familiarizada, o que transmite confiança.

Ao imaginar usos práticos, surgem duas grandes possibilidades. Uma é remessas internacionais para criadores no Instagram. Atualmente, ao receberem recompensas do estrangeiro, os criadores enfrentam taxas de 3 a 7% e o pagamento pode demorar de 1 a 3 dias úteis via banco. Com pagamentos em stablecoins, as taxas podem ser inferiores a 1% e o processamento quase instantâneo. Para criadores em mercados emergentes, isto é revolucionário. A outra é a transferência global de baixo custo no WhatsApp. Mesmo em regiões sem contas bancárias, é possível enviar dólares usando apenas um smartphone e o aplicativo. A rede de 3 bilhões de utilizadores da Meta apoia esta funcionalidade.

As estratégias regulatórias também merecem atenção. O momento do segundo semestre de 2026 coincide com a maturação de quadros regulatórios para stablecoins, como a proposta do projeto de lei GENIUS. A Meta pretende operar através de bancos trust ou entidades de pagamento regulamentadas, mantendo uma posição de interface de serviços financeiros regulamentados, e não de "shadow banking". Este novo método de pagamento é mais realista do que tentativas anteriores, com forte foco na conformidade legal.

Obstáculos tecnológicos também existem. A confiabilidade das stablecoins depende do respaldo dos ativos que as suportam. Se a Meta fizer parcerias, as opções mais prováveis serão tokens regulamentados como o USDC, ou infraestruturas como a Bridge da Stripe. Os utilizadores não precisarão instalar carteiras separadas, pois uma funcionalidade de carteira custodial será integrada nos aplicativos existentes da Meta. A gestão de chaves privadas será tratada por terceiros.

No setor, isto pode marcar uma viragem, levando as criptomoedas de um mercado de "especulação" para uso cotidiano. Se bem-sucedido, bilhões de pessoas que atualmente não usam exchanges de criptomoedas poderão experimentar pagamentos com stablecoins. Como método de pagamento do futuro, as redes sociais podem preencher a lacuna entre finanças e vida diária.

Embora ainda esteja em fase de planeamento, à medida que o segundo semestre de 2026 se aproxima, o mercado estará atento para ver se a Meta realmente consegue concretizar este projeto.
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