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A Coreia do Sul está prestes a lançar a sua própria stablecoin atrelada ao KRW em breve?
A Coreia do Sul pode estar mais perto do que o esperado de lançar o seu próprio stablecoin! Com murmúrios em torno de um token apoiado por KRW a ganhar força, o país está a tornar-se num dos mercados mais observados de perto.
Eis porquê.
Coreia do Sul – Um dos maiores mercados de retalho do mundo
Com mais de 18 milhões de cidadãos já a participar, o trading de cripto na Coreia do Sul está em ritmo acelerado e centrado no retalho. Em vários momentos, a sua atividade chegou a rivalizar com os mercados acionistas tradicionais!
Fonte: DWF Ventures
No entanto, essa procura nem sempre foi eficiente. O “Kimchi Premium”, em que os ativos são negociados a preços mais altos nas bolsas locais, evidencia a diferença entre os mercados doméstico e global. Há procura local e também pouca flexibilidade no fluxo de capital.
É aqui que um stablecoin com suporte em KRW começa a fazer sentido. Uma alternativa local poderia reduzir a dependência de stablecoins baseados em USD e melhorar a liquidez nos pares de negociação em KRW. Ao mesmo tempo, também ajuda a alcançar liquidações mais rápidas.
Fonte: Cryptoquant
E, é aqui que fica interessante; não é apenas o mercado de retalho. Grandes intervenientes nas bolsas coreanas têm vindo a absorver pressão de venda há anos, criando uma boa barreira de suporte que mantém a liquidez intacta.
A regulamentação é um obstáculo
O Banco da Coreia tem sido cauteloso, defendendo um modelo liderado por bancos para manter o controlo sobre a emissão.
É aqui que o debate se torna importante: se os stablecoins devem ser emitidos apenas através de bancos ou se os intervenientes privados também o podem fazer. Embora empresas de tecnologia e empresas de cripto estejam prontas para avançar, os reguladores ainda não estão bem lá.
A próxima Lei-Base de Ativos Digitais (DABA) deverá ser o principal gatilho.
O que acontece se as leis entrarem em vigor?
Fonte: Cryptoquant
Assim que a regulamentação ficar desbloqueada, as rodas vão girar rapidamente. Aliás, de acordo com dados da CryptoQuant, a Coreia do Sul contribui de forma considerável para os volumes globais à vista.
Fonte: Cryptoquant
Ao mesmo tempo, a negociação também está fortemente concentrada em CEXs. Por isso, é claro que os utilizadores preferem plataformas simples e familiares.
Um stablecoin com suporte em KRW poderia ser integrado em super apps como Naver ou Kakao; tornaria a cripto tão natural como qualquer outro método de pagamento. As transações transfronteiriças não têm de depender de infraestruturas em USD, reduzindo custos e atrasos. E, com mais atividade a acontecer on-chain, os reguladores conseguiriam supervisionar melhor.
Resumo final