A Fórum de Davos deste ano deixou de ser apenas um encontro de redes de profissionais do setor, tornando-se um evento que simboliza um ponto de viragem na ordem global. Entre os grandes nomes da indústria de criptomoedas presentes, como Brian Armstrong, Jeremy Allaire, CZ e Larry Fink, as discussões mais importantes ocorreram durante uma série de discursos em que o secretário de Comércio dos EUA, Howard, afirmou que “a globalização deixou de funcionar”, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark, respondeu que “a ordem internacional baseada em regras está passando por uma ruptura”. Essa troca sugere uma mudança fundamental na política mundial, levando a uma visão de uma nova ordem trazida por protocolos descentralizados como o Ethereum.
Limites do sistema de cooperação global e a influência insignificante da ONU
Desde a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional tem se sustentado sobre uma ilusão comum: a “ordem internacional baseada em regras”. A ONU, embora com poder limitado, era respeitada na tomada de decisões dos países e desempenhava um papel de coordenação. No entanto, essa ordem só funcionou porque todos os Estados acreditavam nela.
A ascensão do governo de Trump foi uma declaração de ruptura dessa ilusão. A estratégia de “America First” de Trump baseava-se na ideia de que os EUA são a potência que sustenta essa ordem, e que sem seu apoio, o sistema não tem sentido. Até 2026, os EUA anunciaram que se retirariam praticamente da construção de uma estrutura de organização superior, e que os países passariam a buscar a autossuficiência. Essa mudança evidencia o quão insignificante é a função de coordenação internacional da ONU, que dependia totalmente da vontade da maior potência.
Países como Rússia e Irã aproveitaram habilmente as brechas dessa ordem internacional frágil. Seguindo a lei do poder, escaparam às obrigações de cumprir regras, cometeram violações de direitos humanos e, diante da limitada capacidade de punição da ONU, continuaram suas ações sem se importar. Essa realidade revelou, pelo menos, os limites e a farsa da cooperação internacional.
A evolução das organizações segundo Nick Carter
Nick Carter faz uma observação perspicaz. A estrutura organizacional criada pela humanidade evoluiu em etapas: do feudalismo e tribalismo para os Estados-nação, e destes para organizações supranacionais como a ONU. Em cada fase, buscamos uma camada de coordenação mais elevada. Contudo, essa última tentativa está à beira do fracasso. Sistemas que dependem da cooperação voluntária dos países estão perdendo seu sentido.
A possibilidade de uma nova ordem criada por protocolos descentralizados
Protocolos criptográficos descentralizados, como Bitcoin e Ethereum, não substituem exatamente os Estados-nação. Mas, em um mundo onde conflitos e divisões entre países se aceleram, eles podem atuar como uma nova camada de coordenação. Esses protocolos não oferecem funções de proteção típicas de um Estado nem impõem leis, mas, paradoxalmente, podem estabelecer uma nova ordem em locais onde a “ordem internacional baseada em regras” falhou.
A conversa entre Brian Armstrong e o governador do Banco Central da França exemplifica essa potencialidade. Enquanto os dirigentes bancários ainda subestimam o Bitcoin, Armstrong afirmou: “O Bitcoin não tem emissor. É um protocolo descentralizado.” Ele também explicou o verdadeiro papel do Bitcoin na era do colapso da ordem unificada: “O Bitcoin é o mecanismo de responsabilização mais eficaz contra gastos deficitários.” Isso vai além do valor financeiro, sugerindo um novo significado para a manutenção da ordem.
Smart contracts e Ethereum abrem possibilidades
O Bitcoin funciona com uma lógica de “se-então”, ou seja, “se isso acontecer, então aquilo”. Essa estrutura é, na essência, a mesma lógica de uma “ordem baseada em regras”. O Ethereum expandiu esse princípio para contratos inteligentes Turing-completos. Mas qual é o significado dessa expansão? Ela possibilita a construção de sistemas de regras mais universais e automáticos, algo que os acordos tradicionais entre países não conseguiam realizar.
Apesar do pessimismo e das emoções negativas que permeiam a indústria de criptomoedas atualmente, o potencial dos contratos inteligentes ainda não foi totalmente explorado. Seus significados e possibilidades só se tornarão mais claros com o tempo.
A ONU falhou em oferecer uma “ordem internacional baseada em regras”. Mas, se uma nova ordem for reconstituída, a probabilidade de ela surgir a partir de protocolos descentralizados como o Ethereum é alta. A mudança de paradigma sugerida pelo Fórum de Davos indica que uma nova ordem mundial já está germinando em uma dimensão diferente do sistema estatal tradicional.
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O significado profundo do Ethereum na nova ordem mundial
A Fórum de Davos deste ano deixou de ser apenas um encontro de redes de profissionais do setor, tornando-se um evento que simboliza um ponto de viragem na ordem global. Entre os grandes nomes da indústria de criptomoedas presentes, como Brian Armstrong, Jeremy Allaire, CZ e Larry Fink, as discussões mais importantes ocorreram durante uma série de discursos em que o secretário de Comércio dos EUA, Howard, afirmou que “a globalização deixou de funcionar”, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark, respondeu que “a ordem internacional baseada em regras está passando por uma ruptura”. Essa troca sugere uma mudança fundamental na política mundial, levando a uma visão de uma nova ordem trazida por protocolos descentralizados como o Ethereum.
Limites do sistema de cooperação global e a influência insignificante da ONU
Desde a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional tem se sustentado sobre uma ilusão comum: a “ordem internacional baseada em regras”. A ONU, embora com poder limitado, era respeitada na tomada de decisões dos países e desempenhava um papel de coordenação. No entanto, essa ordem só funcionou porque todos os Estados acreditavam nela.
A ascensão do governo de Trump foi uma declaração de ruptura dessa ilusão. A estratégia de “America First” de Trump baseava-se na ideia de que os EUA são a potência que sustenta essa ordem, e que sem seu apoio, o sistema não tem sentido. Até 2026, os EUA anunciaram que se retirariam praticamente da construção de uma estrutura de organização superior, e que os países passariam a buscar a autossuficiência. Essa mudança evidencia o quão insignificante é a função de coordenação internacional da ONU, que dependia totalmente da vontade da maior potência.
Países como Rússia e Irã aproveitaram habilmente as brechas dessa ordem internacional frágil. Seguindo a lei do poder, escaparam às obrigações de cumprir regras, cometeram violações de direitos humanos e, diante da limitada capacidade de punição da ONU, continuaram suas ações sem se importar. Essa realidade revelou, pelo menos, os limites e a farsa da cooperação internacional.
A evolução das organizações segundo Nick Carter
Nick Carter faz uma observação perspicaz. A estrutura organizacional criada pela humanidade evoluiu em etapas: do feudalismo e tribalismo para os Estados-nação, e destes para organizações supranacionais como a ONU. Em cada fase, buscamos uma camada de coordenação mais elevada. Contudo, essa última tentativa está à beira do fracasso. Sistemas que dependem da cooperação voluntária dos países estão perdendo seu sentido.
A possibilidade de uma nova ordem criada por protocolos descentralizados
Protocolos criptográficos descentralizados, como Bitcoin e Ethereum, não substituem exatamente os Estados-nação. Mas, em um mundo onde conflitos e divisões entre países se aceleram, eles podem atuar como uma nova camada de coordenação. Esses protocolos não oferecem funções de proteção típicas de um Estado nem impõem leis, mas, paradoxalmente, podem estabelecer uma nova ordem em locais onde a “ordem internacional baseada em regras” falhou.
A conversa entre Brian Armstrong e o governador do Banco Central da França exemplifica essa potencialidade. Enquanto os dirigentes bancários ainda subestimam o Bitcoin, Armstrong afirmou: “O Bitcoin não tem emissor. É um protocolo descentralizado.” Ele também explicou o verdadeiro papel do Bitcoin na era do colapso da ordem unificada: “O Bitcoin é o mecanismo de responsabilização mais eficaz contra gastos deficitários.” Isso vai além do valor financeiro, sugerindo um novo significado para a manutenção da ordem.
Smart contracts e Ethereum abrem possibilidades
O Bitcoin funciona com uma lógica de “se-então”, ou seja, “se isso acontecer, então aquilo”. Essa estrutura é, na essência, a mesma lógica de uma “ordem baseada em regras”. O Ethereum expandiu esse princípio para contratos inteligentes Turing-completos. Mas qual é o significado dessa expansão? Ela possibilita a construção de sistemas de regras mais universais e automáticos, algo que os acordos tradicionais entre países não conseguiam realizar.
Apesar do pessimismo e das emoções negativas que permeiam a indústria de criptomoedas atualmente, o potencial dos contratos inteligentes ainda não foi totalmente explorado. Seus significados e possibilidades só se tornarão mais claros com o tempo.
A ONU falhou em oferecer uma “ordem internacional baseada em regras”. Mas, se uma nova ordem for reconstituída, a probabilidade de ela surgir a partir de protocolos descentralizados como o Ethereum é alta. A mudança de paradigma sugerida pelo Fórum de Davos indica que uma nova ordem mundial já está germinando em uma dimensão diferente do sistema estatal tradicional.