Encontrar o Saldo Ideal na Sua Conta Corrente: O que os Especialistas Financeiros Realmente Recomendam

A sua conta à ordem está no centro da sua vida financeira nos Estados Unidos. De acordo com dados de uma pesquisa recente envolvendo mais de 1.000 americanos, mais de 98% têm uma conta à ordem — o tipo de conta mais comum de longe. No entanto, aqui está o enigma: 38% dessas mesmas pessoas mantêm quase nenhum dinheiro lá. Isso levanta uma questão importante com que muitos de nós lutamos: exatamente quanto deve-se manter numa conta à ordem?

Por que Tantas Pessoas Estão a Operar no Vermelho

As estatísticas pintam um quadro interessante dos hábitos bancários modernos nos Estados Unidos. Mais de um em cada três americanos mantém um saldo de conta à ordem de apenas 100 dólares ou menos. Outros 22% mantêm entre 101 e 500 dólares, enquanto apenas 14% ficam na faixa de 501 a 1.000 dólares. Ainda menos — apenas 9% — mantêm entre 1.001 e 1.500 dólares. Apenas 5% mantêm saldos entre 1.501 e 2.000 dólares, e só 12% têm mais de 2.000 dólares disponíveis.

True Tamplin, fundador da Finance Strategists, explica que esses saldos baixos não são necessariamente surpreendentes. Muitas pessoas usam a conta à ordem principalmente para transações diárias e deliberadamente mantêm quantias mínimas para evitar gastos excessivos. Outras vivem literalmente de salário em salário, sem margem para dinheiro extra. Algumas priorizam a construção de fundos de emergência em contas separadas, em vez de acumular na conta à ordem. Muitas famílias estrategicamente deixam o dinheiro em outros locais — como contas de poupança de alto rendimento ou veículos de gestão de dinheiro — e transferem apenas o necessário para despesas imediatas.

A Recomendação Profissional: Quanto é que os Especialistas Realmente Sugerem?

A resposta à pergunta “quanto deve manter-se” varia dependendo de quem se pergunta, principalmente porque a situação financeira de cada um é única. No entanto, os profissionais financeiros tendem a seguir algumas orientações gerais.

Eric Johns, CFP e MBA da Equilibrium Financial Planning LLC na Louisiana, recomenda manter pelo menos um mês completo de despesas na conta à ordem. Alternativamente, sugere manter o suficiente para cobrir custos inesperados que possam exigir pagamento imediato — pense em reparações de emergência na casa, como canalização, HVAC, mão de obra de empreiteiros ou substituição de eletrodomésticos.

Eric Croak, CFP e presidente da Croak Capital em Ohio, propõe uma abordagem um pouco mais generosa. Recomenda manter de um a dois meses de despesas na conta à ordem, mais uma margem adicional de 30%. Essa almofada extra protege-o caso um mês específico acabe por ser mais caro do que o planeado.

A conclusão: a maioria dos profissionais sugere que o saldo na conta à ordem deve refletir de um a dois meses de gastos típicos, embora o valor exato dependa da estabilidade do seu rendimento, das contas recorrentes, das necessidades de dinheiro em espécie e do seu nível de conforto pessoal.

A Vantagem de Manter Fundos Mínimos

Existem vantagens legítimas em manter uma conta à ordem enxuta. Johns aponta que assim não está a dar ao seu banco um uso gratuito do seu dinheiro — essencialmente, empréstimos sem juros à instituição. Como as taxas de juros das poupanças bancárias rondam o zero, manter fundos excedentes na conta à ordem desperdiça um custo de oportunidade.

Croak acrescenta uma dimensão de segurança: um saldo mais baixo significa menor exposição se a sua conta for hackeada ou se o seu cartão de débito for roubado. Os criminosos não podem esvaziar o que lá não está. Para quem se preocupa com vulnerabilidade a fraudes, isto é uma vantagem real.

O Lado Negativo: Taxas e Descobertos

No entanto, manter 100 dólares ou menos cria os seus próprios problemas, especialmente em relação às taxas. Muitos bancos impõem encargos mensais de serviço, a menos que mantenha um saldo mínimo. A conta Everyday Checking do Wells Fargo, por exemplo, exige um mínimo diário de 500 dólares ou 500 dólares em depósitos diretos mensais para evitar uma taxa mensal de 10 dólares. Para contas com saldos mínimos, isto torna-se difícil.

Para além das taxas mensais, há outro risco: encargos por descoberto. Se as suas transações excederem o saldo, enfrentará penalizações por descoberto — e Croak nota que alguns bancos cobram múltiplas taxas por descoberto por dia, transformando um erro pequeno numa despesa séria. Quanto menor for o seu saldo, maior será este risco.

Aqui Está a Verdadeira Questão: Não Existe um Valor “Certo” Universal

Laura Adams, MBA e especialista em finanças pessoais na Finder, explica que o valor adequado depende de vários fatores: o seu rendimento, as despesas mensais previstas, as contas recorrentes, os levantamentos de dinheiro em espécie regulares e os seus hábitos financeiros pessoais. Como as contas à ordem funcionam como depósitos temporários — o dinheiro entra com os salários e sai para pagar contas, transferências para poupança, fundos de investimento e hipotecas — o “valor certo” é profundamente pessoal.

Uma corrente de pensamento defende que deve manter apenas o que precisa para cobrir despesas reais, nada mais. Esse dinheiro extra pertence a outro lugar, rendendo retornos reais. Como as taxas de poupança bancária normalmente rendem menos de 1% ao ano, manter grandes somas na conta à ordem representa uma oportunidade desperdiçada. Transferir fundos excedentes para contas de poupança de maior rendimento ou mesmo fundos indexados faz sentido matemático.

Usar a Sua Conta de Poupança como Rede de Segurança — Com Cuidado

A razão pela qual tantos americanos se sentem confortáveis a manter saldos mínimos na conta à ordem hoje é que os bancos facilitaram a transferência rápida de dinheiro. A maioria das instituições financeiras permite transferências instantâneas entre poupança e conta à ordem, mesmo fora do horário de expediente. Muitas também oferecem proteção contra descobertos, transferindo automaticamente fundos da poupança para a conta à ordem quando necessário.

Esta conveniência pareceria milagrosa às gerações anteriores, mas tem um inconveniente: a Regulação D do Federal Reserve impõe limites à atividade das contas de poupança. Está limitado a seis levantamentos por mês de uma conta de poupança. Se abusar das transferências de poupança para sustentar o saldo da conta à ordem, começará a enfrentar penalizações. A conta de poupança não foi feita para ser uma rede de segurança perpétua — destina-se a dinheiro que fica parado.

Como a Tecnologia Está a Remodelar as Escolhas Bancárias

Os hábitos bancários estão a mudar fundamentalmente à medida que a tecnologia evolui. A divisão geracional é marcante: enquanto 46% dos americanos não fizeram um cheque físico no último ano, as gerações mais velhas ainda preferem manter uma quantia substancial de dinheiro “à mão” na conta à ordem. Os mais jovens veem cada vez mais todo o seu dinheiro como acessível instantaneamente através de aplicações e plataformas digitais.

Com acesso 24/7 ao PayPal, sistemas de pagamento peer-to-peer como Venmo, opções de comprar-agora-pagar-depois, e transferências quase instantâneas de contas de investimento para bancos, por que se preocupar com os saldos das contas à ordem? James Dunavant, MBA, observa que os consumidores estão a tornar-se cada vez mais sofisticados em relação às ferramentas financeiras. Em vez de recorrer às contas tradicionais, as pessoas pesquisam alternativas — neobancos, aplicações de pagamento e plataformas financeiras integradas — que oferecem maior conveniência, processamento mais rápido, melhores recompensas ou estruturas de taxas transparentes. A próxima geração, em particular, compreende bem a variedade de ferramentas financeiras disponíveis e demonstra disposição para explorar serviços que atendam às suas necessidades específicas.

A Conclusão

A verdadeira resposta à pergunta “quanto deve manter na sua conta à ordem?” é esta: o suficiente para cobrir confortavelmente um a dois meses de despesas, mais uma margem razoável, enquanto respeita os requisitos mínimos do seu banco para evitar taxas. O seu número específico depende da sua estabilidade, das suas despesas, do seu nível de conforto com o risco financeiro e se dispõe de poupanças acessíveis que pode usar se necessário.

A maior lição? Não complicar demasiado. Seja você minimalista ou prefira mais almofada, o mais importante é ter um sistema que funcione para si — seja uma abordagem de saldo baixo complementada por contas de poupança acessíveis, ou um saldo mais generoso na conta à ordem que funcione como o seu centro financeiro. O panorama financeiro está em constante mudança, e a sua estratégia de conta à ordem deve refletir tanto as ferramentas disponíveis quanto as suas circunstâncias pessoais.

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