Quando um adulto não é independente, falta-lhe sentido de responsabilidade, hábitos de apoio e até mesmo vive a depender dos pais a longo prazo, a explicação mais comum é “mimo excessivo”. Mas essa explicação não se sustenta. Se o amor realmente fizesse as pessoas perderem força, então as pessoas que foram verdadeiramente amadas deveriam ser mais frágeis, mais evasivas; e a realidade é exatamente o oposto: quem foi realmente amado costuma ter mais capacidade de enfrentar a realidade e assumir responsabilidades. O problema não está no amor em si, mas sim em termos confundido muitas coisas que não são amor com amor.
Do ponto de vista profissional, “falta de responsabilidade” não é uma questão moral, mas sim uma falha na construção do sistema de responsabilidade. O senso de responsabilidade não se forma por meio de pregações, mas sim a partir de uma cadeia de aprendizagem clara: fazer escolhas, assumir as consequências, e ajustar-se com base nelas. Quando uma pessoa está acostumada a esperar que alguém a proteja, isso indica que essa cadeia foi repetidamente interrompida durante seu crescimento. O problema não é apenas a interrupção, mas quem e por que motivo interrompeu essa cadeia.
Em muitas famílias, a proteção excessiva e a intervenção não surgem realmente do amor pelos filhos, mas da baixa tolerância dos adultos à incerteza. Quando surge um problema, o adulto primeiro experimenta ansiedade e sensação de perda de controle, e rapidamente intervém, assume o controle e suporta as consequências em nome da criança. A velocidade dessa intervenção muitas vezes não tem relação com a verdadeira capacidade da criança, mas está altamente relacionada ao nível de ansiedade do adulto.
O resultado é que, antes mesmo de tentar, o problema já é resolvido; antes que as consequências se concretizem, elas já são digeridas antecipadamente. Parece cuidado, mas na verdade é uma externalização da regulação emocional. Com o tempo, essa prática ensina a criança a adotar uma estratégia de adaptação: mesmo sem assumir responsabilidades, ela ainda se sente segura. Isso não é mimo excessivo, mas sim uma forma de sobrevivência treinada.
Portanto, a causa central do “bebê gigante” e do “depender dos pais” não é o amor excessivo, mas sim a eliminação prolongada das consequências e a destruição da cadeia de responsabilidade. O verdadeiro amor confere às pessoas a força para enfrentar a realidade, enquanto o que faz as pessoas perderem a capacidade de assumir responsabilidades costuma ser a ansiedade e o controle erroneamente atribuídos ao amor.
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Quando um adulto não é independente, falta-lhe sentido de responsabilidade, hábitos de apoio e até mesmo vive a depender dos pais a longo prazo, a explicação mais comum é “mimo excessivo”. Mas essa explicação não se sustenta. Se o amor realmente fizesse as pessoas perderem força, então as pessoas que foram verdadeiramente amadas deveriam ser mais frágeis, mais evasivas; e a realidade é exatamente o oposto: quem foi realmente amado costuma ter mais capacidade de enfrentar a realidade e assumir responsabilidades. O problema não está no amor em si, mas sim em termos confundido muitas coisas que não são amor com amor.
Do ponto de vista profissional, “falta de responsabilidade” não é uma questão moral, mas sim uma falha na construção do sistema de responsabilidade. O senso de responsabilidade não se forma por meio de pregações, mas sim a partir de uma cadeia de aprendizagem clara: fazer escolhas, assumir as consequências, e ajustar-se com base nelas. Quando uma pessoa está acostumada a esperar que alguém a proteja, isso indica que essa cadeia foi repetidamente interrompida durante seu crescimento. O problema não é apenas a interrupção, mas quem e por que motivo interrompeu essa cadeia.
Em muitas famílias, a proteção excessiva e a intervenção não surgem realmente do amor pelos filhos, mas da baixa tolerância dos adultos à incerteza. Quando surge um problema, o adulto primeiro experimenta ansiedade e sensação de perda de controle, e rapidamente intervém, assume o controle e suporta as consequências em nome da criança. A velocidade dessa intervenção muitas vezes não tem relação com a verdadeira capacidade da criança, mas está altamente relacionada ao nível de ansiedade do adulto.
O resultado é que, antes mesmo de tentar, o problema já é resolvido; antes que as consequências se concretizem, elas já são digeridas antecipadamente. Parece cuidado, mas na verdade é uma externalização da regulação emocional. Com o tempo, essa prática ensina a criança a adotar uma estratégia de adaptação: mesmo sem assumir responsabilidades, ela ainda se sente segura. Isso não é mimo excessivo, mas sim uma forma de sobrevivência treinada.
Portanto, a causa central do “bebê gigante” e do “depender dos pais” não é o amor excessivo, mas sim a eliminação prolongada das consequências e a destruição da cadeia de responsabilidade. O verdadeiro amor confere às pessoas a força para enfrentar a realidade, enquanto o que faz as pessoas perderem a capacidade de assumir responsabilidades costuma ser a ansiedade e o controle erroneamente atribuídos ao amor.