A resistência de Austin Russell à divulgação de dados complica os esforços de recuperação da Luminar após a falência

A Luminar Technologies tomou medidas legais contra Austin Russell, seu fundador e ex-CEO, alegando incumprimento de pedidos de informação durante o processo de falência sob o Capítulo 11. A disputa centra-se na recusa de Russell em fornecer acesso a dispositivos da empresa e registos digitais que a Luminar afirma serem essenciais para investigar possíveis reivindicações legais.

O Impasse na Recuperação de Dados

Desde a saída de Russell em maio de 2024, a Luminar tentou recuperar propriedade da empresa, tendo conseguido recuperar seis computadores. No entanto, a empresa continua sem conseguir obter o telemóvel fornecido pela empresa a Russell e uma cópia digital do seu telefone pessoal—itens que podem conter informações relevantes para o caso de falência.

A situação agravou-se quando a Luminar apresentou um pedido de emergência solicitando autorização judicial para servir documentos legais a Russell por meios alternativos. As tentativas tradicionais de notificação foram infrutíferas, pois o pessoal de segurança de Russell impediu repetidamente que os agentes de notificação completassem a entrega. De acordo com os documentos do tribunal, também houve alegações de informações inconsistentes fornecidas sobre a disponibilidade de Russell durante períodos de férias.

Preocupações com a Privacidade vs. Acesso Corporativo

Os representantes legais de Russell, liderados pelo advogado Leonard Shulman, posicionaram o seu cliente como cooperante, mas cauteloso em relação à privacidade dos dados. Russell solicitou repetidamente garantias por escrito de que as informações pessoais nos seus dispositivos permaneceriam confidenciais antes de entregar os equipamentos. A sua correspondência, documentada nos processos judiciais, enfatiza a sua disposição em cumprir com salvaguardas legais adequadas.

“Como a empresa não forneceu essas garantias, iremos confiar nos procedimentos estabelecidos pelo tribunal para proteção de dados”, afirmou Shulman. Russell escreveu ainda na correspondência: “Ofereci cooperação direta e ação rápida, mesmo durante as férias. Mas, se essa proteção básica não puder ser garantida, aconselho que discussões adicionais não serão produtivas.”

Uma tentativa de realizar uma análise forense na residência de Russell na Flórida, a 1 de janeiro, não teve sucesso, pois a equipa de segurança dele negou a entrada ao técnico. Russell explicou posteriormente que a visita foi não anunciada e ocorreu enquanto ele estava indisponível, reiterando as preocupações com a privacidade.

Contexto de Falência e Vendas de Ativos

Este conflito legal desenrola-se enquanto a Luminar prossegue um processo de falência estruturado, envolvendo a venda das suas principais divisões de negócio. A empresa estabeleceu o dia 9 de janeiro como prazo para receber propostas pela sua unidade de tecnologia lidar (lidar). Russell, atualmente a operar a Russell AI Labs, já manifestou interesse em adquirir ativos da Luminar e sinalizou a intenção de participar no processo de licitação.

A investigação sobre o mandato de Russell foi iniciada após uma revisão do comité de auditoria, que levantou questões sobre conduta empresarial e ética. Em resposta, o conselho da Luminar criou um Comité de Investigação Especial e contratou assessoria jurídica para examinar ações da liderança atual e antiga. As primeiras investigações sobre possíveis reivindicações relacionadas com práticas comerciais e empréstimos pessoais concedidos por Russell precederam a apresentação formal de falência.

Desafios de Serviço e Conformidade

A equipa jurídica da Luminar descreve a situação como cada vez mais adversarial, com comunicações que sugerem um padrão de evasão. Em correspondência interna revelada através de documentos do tribunal, um advogado da Luminar expressou frustração com a estratégia aparente de Russell de impedir o serviço legal, descrevendo casos em que o pessoal de segurança supostamente forneceu informações incorretas sobre a presença de Russell na sua residência.

A empresa agora busca intervenção judicial para resolver o impasse, solicitando permissão para entregar intimações e outros documentos legais por correio ou meios eletrónicos, dada a repetida falha dos métodos tradicionais de notificação. O pedido representa uma escalada significativa nos esforços para obrigar a divulgação de informações consideradas necessárias para a administração da falência e potencial estratégia de litígio.

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