Segundo a análise da UBS, a reunião do FOMC de dezembro enfrenta um dilema delicado: a data originalmente marcada para 10 de dezembro precede a publicação de dois relatórios fundamentais sobre o emprego, os dados mais críticos para avaliar a oportunidade de novos cortes nas taxas de juros. Esta situação cria uma incerteza significativa sobre a qualidade das decisões de política monetária.
O mercado já especula sobre um cenário alternativo: um possível adiamento da reunião do FOMC de uma semana permitiria à Federal Reserve acessar os dados de emprego antes de deliberar. Embora esta opção possa parecer incomum, a história mostra que não é sem precedentes: nos anos 70, precisamente em 1971 e 1974, o banco central americano já alterou os calendários de suas reuniões em resposta a condições excepcionais.
Do ponto de vista regulatório, o Federal Reserve Act não impõe restrições rígidas sobre o timing das reuniões do órgão decisório, exigindo apenas um mínimo de quatro encontros anuais. Essa flexibilidade normativa representa a base jurídica que poderia apoiar um eventual adiamento da reunião programada.
O que torna esta situação ainda mais crítica? A UBS destaca que, historicamente, até mesmo um único relatório mensal de emprego foi suficiente para modificar radicalmente a orientação da política monetária. Nesta circunstância, a Federal Reserve enfrentaria o risco de basear decisões cruciais em informações incompletas, perdendo o acesso a duas divulgações consecutivas do mercado de trabalho.
Se a reunião do FOMC fosse realmente adiada, os efeitos seriam ambivalentes: por um lado, aumentaria a incerteza de curto prazo nos mercados e nas expectativas das empresas; por outro, poderia elevar significativamente a solidez e a confiabilidade das decisões de política monetária, baseadas em uma base informativa mais completa e atualizada.
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A Federal Reserve corre o risco de decidir sem os dados cruciais: possível adiamento da reunião do FOMC para dezembro?
Segundo a análise da UBS, a reunião do FOMC de dezembro enfrenta um dilema delicado: a data originalmente marcada para 10 de dezembro precede a publicação de dois relatórios fundamentais sobre o emprego, os dados mais críticos para avaliar a oportunidade de novos cortes nas taxas de juros. Esta situação cria uma incerteza significativa sobre a qualidade das decisões de política monetária.
O mercado já especula sobre um cenário alternativo: um possível adiamento da reunião do FOMC de uma semana permitiria à Federal Reserve acessar os dados de emprego antes de deliberar. Embora esta opção possa parecer incomum, a história mostra que não é sem precedentes: nos anos 70, precisamente em 1971 e 1974, o banco central americano já alterou os calendários de suas reuniões em resposta a condições excepcionais.
Do ponto de vista regulatório, o Federal Reserve Act não impõe restrições rígidas sobre o timing das reuniões do órgão decisório, exigindo apenas um mínimo de quatro encontros anuais. Essa flexibilidade normativa representa a base jurídica que poderia apoiar um eventual adiamento da reunião programada.
O que torna esta situação ainda mais crítica? A UBS destaca que, historicamente, até mesmo um único relatório mensal de emprego foi suficiente para modificar radicalmente a orientação da política monetária. Nesta circunstância, a Federal Reserve enfrentaria o risco de basear decisões cruciais em informações incompletas, perdendo o acesso a duas divulgações consecutivas do mercado de trabalho.
Se a reunião do FOMC fosse realmente adiada, os efeitos seriam ambivalentes: por um lado, aumentaria a incerteza de curto prazo nos mercados e nas expectativas das empresas; por outro, poderia elevar significativamente a solidez e a confiabilidade das decisões de política monetária, baseadas em uma base informativa mais completa e atualizada.