A decisão mais recente do tribunal de 15 de maio mostra o quão complexa continua a ser a regulamentação de criptomoedas nos EUA. A juíza Analisa Torres rejeitou o pedido conjunto da SEC e Ripple, justificando sua decisão com o fato de que o procedimento “não é procedimentalmente admissível”. Assim, permanece em andamento uma das disputas judiciais mais importantes da indústria de criptomoedas.
O acordo falha em tribunal
Apenas onze dias após a Securities and Exchange Commission e a empresa de criptomoedas Ripple apresentarem um acordo de conciliação, o tribunal o rejeitou. Ambas as partes esperavam resolver a disputa de anos sobre a regulamentação do XRP e interromper as ações de execução.
A juíza Torres criticou duramente a argumentação dos requerentes. Ela argumentou que as partes apresentaram seu entendimento apenas como uma “aprovação de conciliação”, sem considerar o obstáculo jurídico que precisariam superar para cancelar a ordem provisória e reduzir significativamente as sanções civis. A juíza destacou que o procedimento processual por si só não é suficiente – questões jurídicas substanciais precisam ser esclarecidas.
Novo rumo da SEC sob a administração Trump
O fracasso do acordo ocorre em uma fase de mudanças fundamentais na agência reguladora. O atual governo dos EUA, sob o presidente Donald Trump, trabalha com uma abordagem completamente diferente para ativos digitais. Paul Atkins, o novo presidente da SEC, substituiu seu antecessor Gary Gensler, conhecido por sua postura rígida de aplicação da lei contra a indústria de criptomoedas.
Atkins já sinalizou, em uma conferência da SEC em 12 de maio, prioridades bastante diferentes: anunciou que uma das principais metas de seu mandato será a criação de um quadro regulatório bem pensado para os mercados de ativos de criptografia. Este deverá estabelecer padrões claros para emissão, custódia e negociação, além de monitorar atores de mercado desleais.
Impactos para o setor
A rejeição da juíza Torres marca um ponto de inflexão: enquanto a SEC, sob nova liderança, sinaliza que deseja seguir uma direção construtiva, a decisão judicial mostra que o judiciário também não está disposto a encerrar a questão facilmente. Isso pode, eventualmente, levar a uma decisão esclarecedora do tribunal superior, caso ambas as partes apresentem recurso – um cenário que ambas as partes já consideraram.
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Juíza Torres bloqueia comparação no caso SEC-Ripple e agrava a crise regulatória
A decisão mais recente do tribunal de 15 de maio mostra o quão complexa continua a ser a regulamentação de criptomoedas nos EUA. A juíza Analisa Torres rejeitou o pedido conjunto da SEC e Ripple, justificando sua decisão com o fato de que o procedimento “não é procedimentalmente admissível”. Assim, permanece em andamento uma das disputas judiciais mais importantes da indústria de criptomoedas.
O acordo falha em tribunal
Apenas onze dias após a Securities and Exchange Commission e a empresa de criptomoedas Ripple apresentarem um acordo de conciliação, o tribunal o rejeitou. Ambas as partes esperavam resolver a disputa de anos sobre a regulamentação do XRP e interromper as ações de execução.
A juíza Torres criticou duramente a argumentação dos requerentes. Ela argumentou que as partes apresentaram seu entendimento apenas como uma “aprovação de conciliação”, sem considerar o obstáculo jurídico que precisariam superar para cancelar a ordem provisória e reduzir significativamente as sanções civis. A juíza destacou que o procedimento processual por si só não é suficiente – questões jurídicas substanciais precisam ser esclarecidas.
Novo rumo da SEC sob a administração Trump
O fracasso do acordo ocorre em uma fase de mudanças fundamentais na agência reguladora. O atual governo dos EUA, sob o presidente Donald Trump, trabalha com uma abordagem completamente diferente para ativos digitais. Paul Atkins, o novo presidente da SEC, substituiu seu antecessor Gary Gensler, conhecido por sua postura rígida de aplicação da lei contra a indústria de criptomoedas.
Atkins já sinalizou, em uma conferência da SEC em 12 de maio, prioridades bastante diferentes: anunciou que uma das principais metas de seu mandato será a criação de um quadro regulatório bem pensado para os mercados de ativos de criptografia. Este deverá estabelecer padrões claros para emissão, custódia e negociação, além de monitorar atores de mercado desleais.
Impactos para o setor
A rejeição da juíza Torres marca um ponto de inflexão: enquanto a SEC, sob nova liderança, sinaliza que deseja seguir uma direção construtiva, a decisão judicial mostra que o judiciário também não está disposto a encerrar a questão facilmente. Isso pode, eventualmente, levar a uma decisão esclarecedora do tribunal superior, caso ambas as partes apresentem recurso – um cenário que ambas as partes já consideraram.