## A outra face da aventura cripto: por que não devemos desistir facilmente
**Quando o cansaço se torna um sintoma coletivo**
Recentemente, a indústria de criptomoedas tem sido marcada por uma estranha sensação de coletividade — um sentimento de perda. Desde vigiar airdrops intermináveis, acompanhar o lançamento de projetos, perseguir narrativas de alta e venda, até trabalhos comunitários não remunerados, muitos participantes começaram a questionar: o que exatamente estamos fazendo? Essa fadiga não é fraqueza individual, mas uma questão estrutural do ecossistema.
As contradições internas da indústria cripto são difíceis de ignorar: o ciclo de vida das narrativas costuma ser mais curto que o próprio produto; o hype supera a pesquisa fundamental; a velocidade da especulação supera o progresso do desenvolvimento; a adoração de heróis e a dúvida coletiva se entrelaçam; muitos projetos não fracassam, simplesmente desaparecem silenciosamente. Isso não é um problema pessoal, mas um sintoma da indústria.
**Acreditar no quê, mais do que em quem**
Mas ao desvelar as aparências, surge uma questão mais profunda: “Em que realmente acreditamos?”
Não acreditamos que os projetos serão eternamente leais; não confiamos nas promessas de qualquer celebridade ou KOL; e ainda menos nas narrativas cíclicas. No entanto, é justamente essa dúvida sobre o ilusório que nos guia de volta à crença mais pura — o significado da transformação do sistema financeiro pela criptomoeda.
Quando o ruído da indústria diminui e a bolha se desfaz, aqueles que permanecem acreditam em um outro mundo: um sistema de ativos que não depende de instituições centrais, de violência de poder ou de entidades únicas.
**De 2008 até hoje: o poder da intenção original**
Ao abrir o white paper do Bitcoin, a primeira frase ainda é impactante: “Um sistema de dinheiro eletrônico ponto a ponto puro.”
Era 2008, as cinzas da crise financeira ainda fumegavam. Bancos falindo, políticos e financistas fazendo o mundo pagar por sua ganância. O Bitcoin não foi criado para gerar riqueza, mas para responder a uma questão antiga: será que a humanidade pode criar um sistema monetário que não dependa de qualquer poder centralizado?
Dezessete anos depois, ninguém consegue desligar o Bitcoin, mudá-lo ou destruí-lo. Essa característica, hoje, é mais valiosa do que nunca.
A inflação global tornou-se uma nova normalidade, a dívida soberana está em níveis altos, a escassez de ativos se intensifica, e a opressão financeira está por toda parte — esses problemas reais demonstram que a visão da indústria cripto nunca ficou ultrapassada, pelo contrário, tornou-se ainda mais urgente.
**Prova na prática: a cripto já está mudando o mundo**
Não ouça apenas declarações, observe o que realmente acontece:
Em países com alta inflação, as criptomoedas tornaram-se ferramentas financeiras do dia a dia. Na Argentina, o volume de negociações com stablecoins chega a 61,8%; na Venezuela e Turquia, as pessoas usam Bitcoin para combater a desvalorização da moeda; milhões de pessoas sem acesso ao sistema bancário estão, pela primeira vez, participando de ativos globais. Para freelancers, nômades digitais e comerciantes internacionais, USDT é a sua “dólar digital” realmente utilizável.
As instituições financeiras tradicionais já mudaram de postura. Quase todos os 20 maiores fundos globais criaram departamentos de Web3; BlackRock, Fidelity, CME e outros players institucionais estão entrando; o fluxo de capital em ETFs de ativos digitais nos EUA atingiu recordes. Bancos centrais de países começaram a estudar modelos de Bitcoin para criar suas próprias moedas digitais. Em apenas 15 anos, o Bitcoin já está entre os dez maiores ativos financeiros globais.
Estas não são palavras vazias, são mudanças que já estão acontecendo.
**Por que não é em vão: a internet nos deu a resposta**
Alguém pergunta: se em 15 anos todas as blockchains desaparecerem, projetos sumirem, protocolos forem substituídos, nosso esforço será em vão?
Olhe para a história inicial da internet. Em 2000, o NASDAQ caiu 78%, milhares de empresas online faliram; em 1995, a Amazon era ridicularizada como “um site de venda de livros”; em 1998, o Google era considerado inferior ao Yahoo; em 2006, as redes sociais eram vistas como “rebeldia juvenil”.
Os primeiros BBS, portais, internet discada, provedores de email pagos — tudo isso desapareceu. 90% dos produtos da primeira geração de internet móvel não sobreviveram. Mas nada disso foi em vão.
As infraestruturas que criaram — navegadores, TCP/IP, arquitetura de servidores, compiladores — possibilitaram tudo o que veio depois: Facebook, Google, Apple, computação em nuvem, IA. A história do desenvolvimento das redes sociais é de fragmentação e recomposição contínuas; TikTok é construído sobre a base de inúmeros produtos que já sumiram.
Cada geração de tecnologia é substituída pela seguinte, mas nenhuma é inútil. Todas as indústrias de tecnologia fundamental passaram por caos, bolhas, tentativas e erros, antes de mudarem o mundo.
**Não é o fim, é a base**
A evolução tecnológica na criptoindústria nunca é uma tarefa que uma geração possa completar sozinha.
Mesmo que no futuro o Ethereum seja substituído por outras blockchains, Layer 2 seja reescrito por novas arquiteturas, ou DEXs atuais desapareçam, esses esforços não serão em vão. Porque estamos construindo o solo, os exemplos de tentativa e erro, os parâmetros do sistema, os experimentos sociais, as dependências históricas — e um banco de experiências para o futuro.
Não estamos buscando um ponto final.
E você nunca está sozinho. Milhões de desenvolvedores, pesquisadores, gestores de fundos, operadores de nós, construtores e traders estão avançando lentamente, mas com firmeza. Uma fusão de tecnologia e finanças está mudando silenciosamente a estrutura financeira global.
Este é um momento que exige aventureiros que não confiem na humanidade, mas confiem em sistemas e tecnologias. Se você ainda está na jornada, saiba que nós também estamos.
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## A outra face da aventura cripto: por que não devemos desistir facilmente
**Quando o cansaço se torna um sintoma coletivo**
Recentemente, a indústria de criptomoedas tem sido marcada por uma estranha sensação de coletividade — um sentimento de perda. Desde vigiar airdrops intermináveis, acompanhar o lançamento de projetos, perseguir narrativas de alta e venda, até trabalhos comunitários não remunerados, muitos participantes começaram a questionar: o que exatamente estamos fazendo? Essa fadiga não é fraqueza individual, mas uma questão estrutural do ecossistema.
As contradições internas da indústria cripto são difíceis de ignorar: o ciclo de vida das narrativas costuma ser mais curto que o próprio produto; o hype supera a pesquisa fundamental; a velocidade da especulação supera o progresso do desenvolvimento; a adoração de heróis e a dúvida coletiva se entrelaçam; muitos projetos não fracassam, simplesmente desaparecem silenciosamente. Isso não é um problema pessoal, mas um sintoma da indústria.
**Acreditar no quê, mais do que em quem**
Mas ao desvelar as aparências, surge uma questão mais profunda: “Em que realmente acreditamos?”
Não acreditamos que os projetos serão eternamente leais; não confiamos nas promessas de qualquer celebridade ou KOL; e ainda menos nas narrativas cíclicas. No entanto, é justamente essa dúvida sobre o ilusório que nos guia de volta à crença mais pura — o significado da transformação do sistema financeiro pela criptomoeda.
Quando o ruído da indústria diminui e a bolha se desfaz, aqueles que permanecem acreditam em um outro mundo: um sistema de ativos que não depende de instituições centrais, de violência de poder ou de entidades únicas.
**De 2008 até hoje: o poder da intenção original**
Ao abrir o white paper do Bitcoin, a primeira frase ainda é impactante: “Um sistema de dinheiro eletrônico ponto a ponto puro.”
Era 2008, as cinzas da crise financeira ainda fumegavam. Bancos falindo, políticos e financistas fazendo o mundo pagar por sua ganância. O Bitcoin não foi criado para gerar riqueza, mas para responder a uma questão antiga: será que a humanidade pode criar um sistema monetário que não dependa de qualquer poder centralizado?
Dezessete anos depois, ninguém consegue desligar o Bitcoin, mudá-lo ou destruí-lo. Essa característica, hoje, é mais valiosa do que nunca.
A inflação global tornou-se uma nova normalidade, a dívida soberana está em níveis altos, a escassez de ativos se intensifica, e a opressão financeira está por toda parte — esses problemas reais demonstram que a visão da indústria cripto nunca ficou ultrapassada, pelo contrário, tornou-se ainda mais urgente.
**Prova na prática: a cripto já está mudando o mundo**
Não ouça apenas declarações, observe o que realmente acontece:
Em países com alta inflação, as criptomoedas tornaram-se ferramentas financeiras do dia a dia. Na Argentina, o volume de negociações com stablecoins chega a 61,8%; na Venezuela e Turquia, as pessoas usam Bitcoin para combater a desvalorização da moeda; milhões de pessoas sem acesso ao sistema bancário estão, pela primeira vez, participando de ativos globais. Para freelancers, nômades digitais e comerciantes internacionais, USDT é a sua “dólar digital” realmente utilizável.
As instituições financeiras tradicionais já mudaram de postura. Quase todos os 20 maiores fundos globais criaram departamentos de Web3; BlackRock, Fidelity, CME e outros players institucionais estão entrando; o fluxo de capital em ETFs de ativos digitais nos EUA atingiu recordes. Bancos centrais de países começaram a estudar modelos de Bitcoin para criar suas próprias moedas digitais. Em apenas 15 anos, o Bitcoin já está entre os dez maiores ativos financeiros globais.
Estas não são palavras vazias, são mudanças que já estão acontecendo.
**Por que não é em vão: a internet nos deu a resposta**
Alguém pergunta: se em 15 anos todas as blockchains desaparecerem, projetos sumirem, protocolos forem substituídos, nosso esforço será em vão?
Olhe para a história inicial da internet. Em 2000, o NASDAQ caiu 78%, milhares de empresas online faliram; em 1995, a Amazon era ridicularizada como “um site de venda de livros”; em 1998, o Google era considerado inferior ao Yahoo; em 2006, as redes sociais eram vistas como “rebeldia juvenil”.
Os primeiros BBS, portais, internet discada, provedores de email pagos — tudo isso desapareceu. 90% dos produtos da primeira geração de internet móvel não sobreviveram. Mas nada disso foi em vão.
As infraestruturas que criaram — navegadores, TCP/IP, arquitetura de servidores, compiladores — possibilitaram tudo o que veio depois: Facebook, Google, Apple, computação em nuvem, IA. A história do desenvolvimento das redes sociais é de fragmentação e recomposição contínuas; TikTok é construído sobre a base de inúmeros produtos que já sumiram.
Cada geração de tecnologia é substituída pela seguinte, mas nenhuma é inútil. Todas as indústrias de tecnologia fundamental passaram por caos, bolhas, tentativas e erros, antes de mudarem o mundo.
**Não é o fim, é a base**
A evolução tecnológica na criptoindústria nunca é uma tarefa que uma geração possa completar sozinha.
Mesmo que no futuro o Ethereum seja substituído por outras blockchains, Layer 2 seja reescrito por novas arquiteturas, ou DEXs atuais desapareçam, esses esforços não serão em vão. Porque estamos construindo o solo, os exemplos de tentativa e erro, os parâmetros do sistema, os experimentos sociais, as dependências históricas — e um banco de experiências para o futuro.
Não estamos buscando um ponto final.
E você nunca está sozinho. Milhões de desenvolvedores, pesquisadores, gestores de fundos, operadores de nós, construtores e traders estão avançando lentamente, mas com firmeza. Uma fusão de tecnologia e finanças está mudando silenciosamente a estrutura financeira global.
Este é um momento que exige aventureiros que não confiem na humanidade, mas confiem em sistemas e tecnologias. Se você ainda está na jornada, saiba que nós também estamos.