O presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Paul Atkins, forneceu recentemente uma perspetiva renovada sobre como o regulador entende as ofertas iniciais de moedas. Na sua intervenção na Cimeira Anual de Políticas da Blockchain Association, Atkins explicou que a SEC distingue entre diferentes tipos de ICO de acordo com a natureza dos ativos digitais que representam.
A Taxonomia de Tokens: Quatro Categorias Definidas
A proposta regulatória assenta numa classificação inovadora apresentada recentemente pela SEC. Esta taxonomia divide o universo cripto em quatro segmentos distintos. Três dessas categorias—os tokens de infraestrutura de rede, os ativos colecionáveis digitais e as utilidades digitais—não deveriam estar sujeitos à supervisão da SEC segundo a abordagem regulatória que Atkins defende. Estes tipos de ICO, segundo a sua interpretação, carecem das características que definem os valores mobiliários no sentido tradicional.
O que Sim Regula a SEC no Mundo das ICO?
A entidade reguladora centra a sua atenção exclusivamente numa categoria específica: os valores mobiliários tokenizados. Trata-se de representações digitais de títulos valores já regulados convencionalmente pela SEC e que cotizam em redes blockchain. Esta delimitação é crucial para entender que tipos de projetos podem transformar-se em ICO sem enfrentarem automaticamente a supervisão de Wall Street.
Atkins esclareceu que as ICO abrangem quatro áreas temáticas de supervisão potencial. No entanto, três dessas áreas foram delegadas à Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) dos Estados Unidos. A SEC renunciará ao exercício de jurisdição sobre esses domínios, permitindo que a CFTC lidere a regulamentação nessas matérias. Assim, a SEC concentra-se exclusivamente em fiscalizar aqueles projetos que envolvam tokenização de valores mobiliários, evitando uma duplicação regulatória.
Implicações para o Ecossistema Cripto
Esta clarificação representa um passo em direção à definição de limites regulatórios mais precisos. Ao estabelecer que muitas ICO não caem sob a sua jurisdição, a SEC abre um espaço onde projetos com tokens de utilidade ou infraestrutura podem desenvolver-se com maior segurança jurídica. A colaboração implícita entre a SEC e a CFTC sugere uma abordagem coordenada para evitar sobreposições normativas que possam dificultar a inovação.
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Novas Diretrizes da SEC: O que Significa a Reclassificação de ICO para o Mercado Cripto
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Paul Atkins, forneceu recentemente uma perspetiva renovada sobre como o regulador entende as ofertas iniciais de moedas. Na sua intervenção na Cimeira Anual de Políticas da Blockchain Association, Atkins explicou que a SEC distingue entre diferentes tipos de ICO de acordo com a natureza dos ativos digitais que representam.
A Taxonomia de Tokens: Quatro Categorias Definidas
A proposta regulatória assenta numa classificação inovadora apresentada recentemente pela SEC. Esta taxonomia divide o universo cripto em quatro segmentos distintos. Três dessas categorias—os tokens de infraestrutura de rede, os ativos colecionáveis digitais e as utilidades digitais—não deveriam estar sujeitos à supervisão da SEC segundo a abordagem regulatória que Atkins defende. Estes tipos de ICO, segundo a sua interpretação, carecem das características que definem os valores mobiliários no sentido tradicional.
O que Sim Regula a SEC no Mundo das ICO?
A entidade reguladora centra a sua atenção exclusivamente numa categoria específica: os valores mobiliários tokenizados. Trata-se de representações digitais de títulos valores já regulados convencionalmente pela SEC e que cotizam em redes blockchain. Esta delimitação é crucial para entender que tipos de projetos podem transformar-se em ICO sem enfrentarem automaticamente a supervisão de Wall Street.
Atkins esclareceu que as ICO abrangem quatro áreas temáticas de supervisão potencial. No entanto, três dessas áreas foram delegadas à Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) dos Estados Unidos. A SEC renunciará ao exercício de jurisdição sobre esses domínios, permitindo que a CFTC lidere a regulamentação nessas matérias. Assim, a SEC concentra-se exclusivamente em fiscalizar aqueles projetos que envolvam tokenização de valores mobiliários, evitando uma duplicação regulatória.
Implicações para o Ecossistema Cripto
Esta clarificação representa um passo em direção à definição de limites regulatórios mais precisos. Ao estabelecer que muitas ICO não caem sob a sua jurisdição, a SEC abre um espaço onde projetos com tokens de utilidade ou infraestrutura podem desenvolver-se com maior segurança jurídica. A colaboração implícita entre a SEC e a CFTC sugere uma abordagem coordenada para evitar sobreposições normativas que possam dificultar a inovação.