A declaração da Fidelity desta vez não foi uma conversa fiada. Esta gigante, com uma gestão de ativos de 5 trilhões de dólares, afirmou abertamente que o Bitcoin pode já ter entrado numa “superciclo”, refletindo uma mudança fundamental na narrativa do Bitcoin em toda a Wall Street. E o que é ainda mais interessante é que esta avaliação coincide precisamente com um momento crucial: os fundos institucionais estão a entrar em massa, e o impulso do mercado passou de uma oferta cíclica para uma procura contínua.
Por que a Fidelity diz isso
De acordo com as últimas notícias, a razão pela qual a Fidelity faz a avaliação de “superciclo” pode estar baseada em duas observações.
Primeiro, a escala de alocação institucional. Quando gigantes de Wall Street como a BlackRock, Fidelity e Morgan Stanley começam a alocar Bitcoin aos seus clientes trimestralmente, o evento de halving dos mineiros, que ocorre a cada quatro anos, deixa de ser um fator decisivo. Tomemos como exemplo o ETF de Bitcoin à vista da BlackRock (IBIT): o fluxo líquido total histórico já atingiu 62,41 bilhões de dólares, o que significa que os canais regulamentados já estão abertos, e a entrada contínua de fundos institucionais tem uma garantia institucional.
Em segundo lugar, uma mudança fundamental na procura. De um ciclo que dependia de choques na oferta (como o halving dos mineiros), para uma procura sustentada impulsionada por instituições, essa é a verdadeira essência do conceito de “superciclo”. A Morgan Stanley solicitou um ETF de Ethereum à vista, e o Bank of America investiu diretamente 383 milhões de dólares na compra de Bitcoin — todos esses sinais indicam que o sistema financeiro tradicional está a alocar criptomoedas de forma sistemática.
A verdadeira imagem nos dados
Indicador
Dados atuais
Preço do Bitcoin
90.681 dólares
Valor de mercado do Bitcoin
1,81 trilhão de dólares
Percentagem do valor de mercado
58,44%
Volume total de ETFs à vista
116,86 bilhões de dólares
Percentagem do valor de mercado do Bitcoin em ETFs
6,48%
Fluxo líquido acumulado histórico
56,4 bilhões de dólares
Estes dados apresentam dois detalhes importantes. Primeiro, embora o volume de ETFs à vista pareça pequeno (menos de 7%), a velocidade de crescimento é surpreendente — desde o lançamento, o fluxo líquido acumulado é de 56,4 bilhões de dólares, algo raro em qualquer classe de ativos tradicional. Segundo, apesar de nos últimos dias ter havido saídas líquidas, isso é mais uma volatilidade de curto prazo, e a tendência de longo prazo continua a subir.
Contradição entre saída de curto prazo e otimismo de longo prazo
É importante notar que, enquanto a Fidelity afirma que estamos num “superciclo”, o ETF de Bitcoin à vista continua a sofrer saídas. Na semana passada, houve uma saída líquida de 681 milhões de dólares, e nos últimos dias essa tendência persiste. Parece contraditório, mas na verdade reflete o estado real do mercado.
De acordo com os dados mais recentes, o IBIT da BlackRock teve uma saída líquida de 252 milhões de dólares em 9 de janeiro, mas o fluxo líquido total ainda é de 62,4 bilhões de dólares. O ETF FBTC da Fidelity, embora tenha tido uma saída líquida de 481 milhões de dólares na semana passada, continua a entrar contra a tendência. O que isso significa? Que, apesar de lucros de curto prazo, a necessidade central de alocação das instituições não mudou.
Minha opinião pessoal: a saída de ETFs a curto prazo é mais uma movimentação de especuladores do que uma mudança na posição das instituições. Os comportamentos dos investidores de longo prazo são completamente diferentes dos traders de curto prazo, e estratégias de gigantes como a Fidelity não se alteram por algumas oscilações de dias.
Que estratégia está a jogar a Wall Street
A avaliação da Fidelity de um “superciclo” fica ainda mais clara quando colocada no contexto das ações de toda a Wall Street.
Dos 1,5 trilhões de dólares em ativos sob gestão da Morgan Stanley, apenas 1% a serem alocados em criptoativos já representam um aumento de 15 bilhões de dólares em compras adicionais. A entrada de um dos quatro grandes bancos, como o Bank of America, comprando diretamente Bitcoin, indica que o sistema bancário tradicional já incorporou o Bitcoin na sua estrutura de alocação de ativos padrão. Isto não é uma experiência, é uma declaração — o Bitcoin já entrou na lista de ativos financeiros mainstream.
Sob essa perspectiva, a “superciclo” que a Fidelity menciona pode estar relacionada a um cenário onde, com o contínuo alocamento institucional, um quadro regulatório mais claro e uma liquidez de mercado cada vez maior, o ciclo de alta do Bitcoin pode superar o padrão de cada quatro anos, formando uma trajetória de crescimento mais longa e mais estável.
Resumo
A avaliação da Fidelity de um “superciclo” centra-se na mudança do impulso do mercado. De um ciclo dependente de choques na oferta, para uma ascensão sustentada apoiada pela procura institucional. A saída de ETFs a curto prazo é ruído, enquanto a entrada de instituições a longo prazo é o verdadeiro sinal.
Quando gigantes de Wall Street como a BlackRock, Fidelity, Morgan Stanley e Bank of America começam a alocar Bitcoin de forma sistemática, a natureza do mercado mudou. Não é mais um ciclo impulsionado por investidores individuais, mas um novo padrão liderado por instituições. Para os investidores, o importante é distinguir entre as oscilações de curto prazo e as tendências de longo prazo, e não se deixar enganar pelos dados diários de saída de ETFs.
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Super ciclo iniciado? Fidelity fala, Wall Street está a reescrever a narrativa do Bitcoin
A declaração da Fidelity desta vez não foi uma conversa fiada. Esta gigante, com uma gestão de ativos de 5 trilhões de dólares, afirmou abertamente que o Bitcoin pode já ter entrado numa “superciclo”, refletindo uma mudança fundamental na narrativa do Bitcoin em toda a Wall Street. E o que é ainda mais interessante é que esta avaliação coincide precisamente com um momento crucial: os fundos institucionais estão a entrar em massa, e o impulso do mercado passou de uma oferta cíclica para uma procura contínua.
Por que a Fidelity diz isso
De acordo com as últimas notícias, a razão pela qual a Fidelity faz a avaliação de “superciclo” pode estar baseada em duas observações.
Primeiro, a escala de alocação institucional. Quando gigantes de Wall Street como a BlackRock, Fidelity e Morgan Stanley começam a alocar Bitcoin aos seus clientes trimestralmente, o evento de halving dos mineiros, que ocorre a cada quatro anos, deixa de ser um fator decisivo. Tomemos como exemplo o ETF de Bitcoin à vista da BlackRock (IBIT): o fluxo líquido total histórico já atingiu 62,41 bilhões de dólares, o que significa que os canais regulamentados já estão abertos, e a entrada contínua de fundos institucionais tem uma garantia institucional.
Em segundo lugar, uma mudança fundamental na procura. De um ciclo que dependia de choques na oferta (como o halving dos mineiros), para uma procura sustentada impulsionada por instituições, essa é a verdadeira essência do conceito de “superciclo”. A Morgan Stanley solicitou um ETF de Ethereum à vista, e o Bank of America investiu diretamente 383 milhões de dólares na compra de Bitcoin — todos esses sinais indicam que o sistema financeiro tradicional está a alocar criptomoedas de forma sistemática.
A verdadeira imagem nos dados
Estes dados apresentam dois detalhes importantes. Primeiro, embora o volume de ETFs à vista pareça pequeno (menos de 7%), a velocidade de crescimento é surpreendente — desde o lançamento, o fluxo líquido acumulado é de 56,4 bilhões de dólares, algo raro em qualquer classe de ativos tradicional. Segundo, apesar de nos últimos dias ter havido saídas líquidas, isso é mais uma volatilidade de curto prazo, e a tendência de longo prazo continua a subir.
Contradição entre saída de curto prazo e otimismo de longo prazo
É importante notar que, enquanto a Fidelity afirma que estamos num “superciclo”, o ETF de Bitcoin à vista continua a sofrer saídas. Na semana passada, houve uma saída líquida de 681 milhões de dólares, e nos últimos dias essa tendência persiste. Parece contraditório, mas na verdade reflete o estado real do mercado.
De acordo com os dados mais recentes, o IBIT da BlackRock teve uma saída líquida de 252 milhões de dólares em 9 de janeiro, mas o fluxo líquido total ainda é de 62,4 bilhões de dólares. O ETF FBTC da Fidelity, embora tenha tido uma saída líquida de 481 milhões de dólares na semana passada, continua a entrar contra a tendência. O que isso significa? Que, apesar de lucros de curto prazo, a necessidade central de alocação das instituições não mudou.
Minha opinião pessoal: a saída de ETFs a curto prazo é mais uma movimentação de especuladores do que uma mudança na posição das instituições. Os comportamentos dos investidores de longo prazo são completamente diferentes dos traders de curto prazo, e estratégias de gigantes como a Fidelity não se alteram por algumas oscilações de dias.
Que estratégia está a jogar a Wall Street
A avaliação da Fidelity de um “superciclo” fica ainda mais clara quando colocada no contexto das ações de toda a Wall Street.
Dos 1,5 trilhões de dólares em ativos sob gestão da Morgan Stanley, apenas 1% a serem alocados em criptoativos já representam um aumento de 15 bilhões de dólares em compras adicionais. A entrada de um dos quatro grandes bancos, como o Bank of America, comprando diretamente Bitcoin, indica que o sistema bancário tradicional já incorporou o Bitcoin na sua estrutura de alocação de ativos padrão. Isto não é uma experiência, é uma declaração — o Bitcoin já entrou na lista de ativos financeiros mainstream.
Sob essa perspectiva, a “superciclo” que a Fidelity menciona pode estar relacionada a um cenário onde, com o contínuo alocamento institucional, um quadro regulatório mais claro e uma liquidez de mercado cada vez maior, o ciclo de alta do Bitcoin pode superar o padrão de cada quatro anos, formando uma trajetória de crescimento mais longa e mais estável.
Resumo
A avaliação da Fidelity de um “superciclo” centra-se na mudança do impulso do mercado. De um ciclo dependente de choques na oferta, para uma ascensão sustentada apoiada pela procura institucional. A saída de ETFs a curto prazo é ruído, enquanto a entrada de instituições a longo prazo é o verdadeiro sinal.
Quando gigantes de Wall Street como a BlackRock, Fidelity, Morgan Stanley e Bank of America começam a alocar Bitcoin de forma sistemática, a natureza do mercado mudou. Não é mais um ciclo impulsionado por investidores individuais, mas um novo padrão liderado por instituições. Para os investidores, o importante é distinguir entre as oscilações de curto prazo e as tendências de longo prazo, e não se deixar enganar pelos dados diários de saída de ETFs.