Quando chegámos ao final de 2025, muitos investidores em criptomoedas esperavam ver o “Trump rally” que traria dinâmicas positivas ao mercado. Mas a realidade foi bem diferente do esperado. Os ativos digitais sofreram uma queda profunda no último trimestre, com uma perda de quase $1 triliões de valor ao longo do ano.
A mudança repentina do otimismo para o medo
No início do ano, o setor de criptomoedas estava cheio de esperança. O Bitcoin atingiu um máximo histórico de $126.080 a 6 de outubro, levando os investidores a acreditar que a grande subida era apenas o começo. Mas apenas três semanas depois, o cenário mudou completamente.
Quando Trump anunciou uma tarifa de 100% sobre a China a 12 de outubro, os mercados globais reagiram rapidamente. Em apenas 24 horas, $19 bilhões de valor foram liquidados no mercado de criptomoedas—o maior evento de liquidação da história. Este sinal mostrou como as mudanças macroeconômicas afetam diretamente os ativos digitais.
Vários fatores desencadearam a queda
Segundo Christian Catalini, fundador do MIT Cryptoeconomics Lab, o mercado não segue apenas a dinâmica simples de oferta e procura. Três fatores estruturais principais se combinaram para criar condições perfeitas para uma correção de mercado:
Primeiro, a limpeza de alavancagem de $19 bilhões que atingiu o pico de estresse em outubro. Em segundo lugar, a aversão ao risco causada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Em terceiro, a possível mudança na forma como os balanços corporativos mantêm ativos em criptomoedas.
Rachael Lucas, diretora de marketing e comunicações da BTC Markets na Austrália, compartilhou uma perspectiva adicional: “As criptomoedas são altamente sensíveis ao sentimento do mercado global e à confiança econômica. Quando os investidores estão assustados, ativos considerados ‘risco’ como as criptomoedas são os primeiros a sofrer.”
O impacto do setor de IA no ecossistema cripto
Um aspecto que nem todos percebem é a conexão entre ações de IA e mineração de criptomoedas. Muitos mineradores de Bitcoin estão desviando sua infraestrutura energética para centros de dados e operações de IA. Assim, quando Nvidia e outras ações relacionadas à IA caíram, o sentimento negativo também se espalhou pelo setor de cripto.
Essa situação mostra como diferentes classes de ativos e indústrias estão interligadas na economia moderna. O desenvolvimento econômico em uma área pode gerar desafios em outra.
Ciclo criptoeconômico versus fundamentos de longo prazo
Apesar de toda a pressão, o Bitcoin permanece acima de $91.150, de acordo com os dados mais recentes do mercado—um nível de suporte crítico que demonstra resiliência do mercado. O “inverno cripto” começou no final de 2021 e durou até 2023, período em que o valor do Bitcoin caiu 70% e instituições como a FTX fecharam.
“Tecnicamente, estamos em mercado de baixa,” diz Lucas, “mas a realidade é que o Bitcoin continua forte dentro dos ciclos estruturais. Ele segue o padrão quadrienal histórico que os analistas há muito observam.”
A mudança na mentalidade dos investidores
A verdadeira mudança ocorreu na forma como os investidores pensam sobre criptomoedas como classe de ativos. Antes, o mercado via os ativos digitais como altamente responsivos a indicadores macroeconômicos—desde taxas de inflação até tensões geopolíticas. Não são apenas ativos para os investidores de risco; fazem parte de um ecossistema financeiro global mais amplo.
O desenvolvimento econômico nem sempre é linear, e o mercado de cripto reflete dinâmicas econômicas mais profundas. Embora a volatilidade de curto prazo seja preocupante, a arquitetura de longo prazo do Bitcoin e da tecnologia blockchain continua a crescer.
Para aqueles que esperavam o “Trump rally” que não aconteceu como esperado, a lição é clara: no universo cripto, o sentimento político tem peso, mas os fundamentos macroeconômicos prevalecem. A recuperação virá, mas não baseada em um único evento político—ela virá da soma de múltiplos indicadores positivos e da recuperação da confiança econômica global.
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No meio do desenvolvimento económico, por que é que o Bitcoin continua a testar resistência?
Quando chegámos ao final de 2025, muitos investidores em criptomoedas esperavam ver o “Trump rally” que traria dinâmicas positivas ao mercado. Mas a realidade foi bem diferente do esperado. Os ativos digitais sofreram uma queda profunda no último trimestre, com uma perda de quase $1 triliões de valor ao longo do ano.
A mudança repentina do otimismo para o medo
No início do ano, o setor de criptomoedas estava cheio de esperança. O Bitcoin atingiu um máximo histórico de $126.080 a 6 de outubro, levando os investidores a acreditar que a grande subida era apenas o começo. Mas apenas três semanas depois, o cenário mudou completamente.
Quando Trump anunciou uma tarifa de 100% sobre a China a 12 de outubro, os mercados globais reagiram rapidamente. Em apenas 24 horas, $19 bilhões de valor foram liquidados no mercado de criptomoedas—o maior evento de liquidação da história. Este sinal mostrou como as mudanças macroeconômicas afetam diretamente os ativos digitais.
Vários fatores desencadearam a queda
Segundo Christian Catalini, fundador do MIT Cryptoeconomics Lab, o mercado não segue apenas a dinâmica simples de oferta e procura. Três fatores estruturais principais se combinaram para criar condições perfeitas para uma correção de mercado:
Primeiro, a limpeza de alavancagem de $19 bilhões que atingiu o pico de estresse em outubro. Em segundo lugar, a aversão ao risco causada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Em terceiro, a possível mudança na forma como os balanços corporativos mantêm ativos em criptomoedas.
Rachael Lucas, diretora de marketing e comunicações da BTC Markets na Austrália, compartilhou uma perspectiva adicional: “As criptomoedas são altamente sensíveis ao sentimento do mercado global e à confiança econômica. Quando os investidores estão assustados, ativos considerados ‘risco’ como as criptomoedas são os primeiros a sofrer.”
O impacto do setor de IA no ecossistema cripto
Um aspecto que nem todos percebem é a conexão entre ações de IA e mineração de criptomoedas. Muitos mineradores de Bitcoin estão desviando sua infraestrutura energética para centros de dados e operações de IA. Assim, quando Nvidia e outras ações relacionadas à IA caíram, o sentimento negativo também se espalhou pelo setor de cripto.
Essa situação mostra como diferentes classes de ativos e indústrias estão interligadas na economia moderna. O desenvolvimento econômico em uma área pode gerar desafios em outra.
Ciclo criptoeconômico versus fundamentos de longo prazo
Apesar de toda a pressão, o Bitcoin permanece acima de $91.150, de acordo com os dados mais recentes do mercado—um nível de suporte crítico que demonstra resiliência do mercado. O “inverno cripto” começou no final de 2021 e durou até 2023, período em que o valor do Bitcoin caiu 70% e instituições como a FTX fecharam.
“Tecnicamente, estamos em mercado de baixa,” diz Lucas, “mas a realidade é que o Bitcoin continua forte dentro dos ciclos estruturais. Ele segue o padrão quadrienal histórico que os analistas há muito observam.”
A mudança na mentalidade dos investidores
A verdadeira mudança ocorreu na forma como os investidores pensam sobre criptomoedas como classe de ativos. Antes, o mercado via os ativos digitais como altamente responsivos a indicadores macroeconômicos—desde taxas de inflação até tensões geopolíticas. Não são apenas ativos para os investidores de risco; fazem parte de um ecossistema financeiro global mais amplo.
O desenvolvimento econômico nem sempre é linear, e o mercado de cripto reflete dinâmicas econômicas mais profundas. Embora a volatilidade de curto prazo seja preocupante, a arquitetura de longo prazo do Bitcoin e da tecnologia blockchain continua a crescer.
Para aqueles que esperavam o “Trump rally” que não aconteceu como esperado, a lição é clara: no universo cripto, o sentimento político tem peso, mas os fundamentos macroeconômicos prevalecem. A recuperação virá, mas não baseada em um único evento político—ela virá da soma de múltiplos indicadores positivos e da recuperação da confiança econômica global.