Será que o Bitcoin voltará a atingir o nível de 10 000 dólares? Analista da Bloomberg desmonta a visão pessimista do mercado

Mercado de criptomoedas em crise de liquidez

Os últimos dias trouxeram um impacto notável do sentimento deflacionista nos ativos de risco. Mike McGlone, estrategista sênior de commodities na Bloomberg Intelligence, publicou um relatório contendo uma previsão que gera controvérsia não apenas entre os touros: o bitcoin tem chance de retornar aos 10 mil dólares até 2026, devido à mudança do mercado para um ciclo deflacionário após um período histórico de inflação. Essa posição é especialmente interessante porque não trata o bitcoin como um ativo de criptomoeda independente, mas como parte de um sistema mais amplo de “ativos globais de risco — liquidez — retorno à média”.

Os preços atuais dos touros não refletem essa análise estrutural mais profunda. O bitcoin atualmente oscila em torno de $91,55K com um aumento de 24 horas de +0,97%, enquanto Ethereum ($3,14K, +1,45%) e Solana ($141,59, +3,98%) apresentam sinais mistos. BNB caiu 0,66%, XRP 1,43%, e TRX 0,34%. A consolidação na faixa de 80 a 90 mil dólares já começou a exercer uma pressão comparável ao período do final de janeiro de 2022.

Teoria de McGlone: ponto de virada do ciclo macroeconômico

A chave para entender a previsão pessimista não é apenas o setor de criptomoedas, mas a interpretação da transição de inflação para deflação. McGlone enfatiza repetidamente que os mercados globais se aproximam de um momento decisivo: quando o pico da inflação for atingido, a lógica de avaliação dos ativos passará de “lutar contra a inflação” para “lidar com a deflação após a inflação”.

O analista aponta três caminhos fundamentais que sustentam seu modelo:

Primeiro, o retorno à média após extremos. O bitcoin foi um dos aceleradores de riqueza mais extremos na era de política monetária frouxa. Quando o aumento dos preços dos ativos ao longo dos anos supera significativamente o crescimento da economia real, o retorno geralmente não é suave. Tanto o crash de 1929 quanto a bolha tecnológica de 2000 demonstram que a escala da correção final muitas vezes supera as expectativas pessimistas.

Segundo, a relação Bitcoin/Ouro. No final de 2022, o índice era cerca de 10, em 2025 atingiu mais de 30, mas já caiu 40% para o nível de 21. Se a pressão deflacionária persistir, um retorno à faixa histórica é um cenário plausível.

Terceiro, o problema do excesso de oferta de tokens. Embora o bitcoin tenha um limite definido, todo o ecossistema — milhões de projetos competindo pelo mesmo orçamento de risco — é difícil de desvincular do processo de reavaliação em um ciclo deflacionário.

Divergências nas avaliações das principais instituições

As previsões de McGlone não representam o consenso de mercado. O Standard Chartered recentemente reduziu drasticamente suas expectativas de médio e longo prazo: de 200 mil dólares para cerca de 100 mil dólares em 2025, e de 300 mil dólares para cerca de 150 mil dólares em 2026. As instituições assumem que os ETFs e as alocações corporativas já não garantem uma demanda marginal em todos os níveis de preço.

A Glassnode indica que a consolidação atual do bitcoin gerou uma pressão comparável ao final de janeiro de 2022, e as perdas não realizadas se aproximam de 10% da capitalização. A dinâmica atual reflete uma “liquidez limitada e sensibilidade a choques macroeconômicos”, mas ainda não atingiu a capitulação típica de um mercado de baixa.

A 10x Research apresenta uma conclusão mais direta: o bitcoin entrou na fase inicial de um mercado de baixa, e os indicadores on-chain indicam que o ciclo de queda ainda não terminou.

Mudança macroeconômica — semana de decisões

A incerteza em torno do bitcoin já não é mais um problema apenas do mercado de criptomoedas, mas está relacionada ao ciclo macroeconômico global. A semana que se aproxima será um período crítico: o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão anunciarão suas decisões de taxas de juros, enquanto os Estados Unidos divulgarão dados de emprego e inflação.

A última reunião do Fed (10 de dezembro) trouxe sinais incomuns: uma redução de 25 pontos base na taxa, mas também três votos contrários, e Powell admitiu que o crescimento do emprego pode ter sido superestimado. Uma série de dados macroeconômicos moldará as expectativas para 2026: o Fed continuará a reduzir as taxas ou imporá uma pausa mais longa.

Resumo: preços dos touros ou queda?

Para os ativos de risco, a resposta à política do Fed pode ser mais importante do que qualquer análise técnica isolada dos indicadores do bitcoin. McGlone admite seus erros — subestimou o momento de rompimento do nível de 2000 dólares pelo ouro ou a rentabilidade incorreta dos títulos. No entanto, essas divergências confirmam sua tese principal: pouco antes do ponto de virada, o mercado é mais suscetível à ilusão de tendência. O bitcoin pode permanecer na zona de consolidação, mas as condições macroeconômicas estruturais sugerem que maior volatilidade e deslocamentos são inevitáveis.

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