Ao falar das estrelas do comércio emergente, a maioria pensa primeiro na China. Mas agora as coisas mudaram — os dados da China são tão vastos que formaram uma categoria à parte, e os outros países emergentes precisam ser considerados separadamente. Então, entre esses países restantes, quem é o verdadeiro vencedor do comércio internacional? A resposta é o Brasil.
Olhar para os dados de 2000 a 2025 deixa isso claro. As curvas de superávit comercial de vários países da América Latina, África do Sul e Turquia, antes de 2013, geralmente aumentaram, e depois? Quase todas desapareceram. Apenas o Brasil se destacou, com o superávit reerguendo-se e atingindo novos recordes. Em comparação, a Turquia ficou cada vez pior, com o déficit comercial crescendo continuamente. Por trás disso está a famosa "Economia de Erdogan" — imprimir dinheiro para impulsionar o desenvolvimento, quem se importa com o dinheiro, qual é o problema de um grande déficit? Sobrevivendo apenas com investimento estrangeiro, capital especulativo, turismo e remessas de emigrantes.
O segredo do Brasil para virar o jogo contra as adversidades não é complicado: encontrou o grande comprador que é a China. Os negócios de soja e minério de ferro estão excepcionalmente aquecidos, a China contribui com 60% do superávit comercial do Brasil. Além disso, com sorte, descobriu grandes campos de petróleo, e o Brasil realmente está lucrando bastante.
Mas há um aspecto mágico — mesmo lucrando tanto, o crescimento econômico do Brasil não é tão forte assim. Por quê? A cadeia industrial é muito fraca. O superávit comercial não se transformou em um verdadeiro salto econômico.
Ao analisar a distribuição de benefícios no Brasil, fica claro. Governo brasileiro, fazendas locais, compradores chineses e empresas estrangeiras — cada um pega sua parte. O governo depende da receita de exportação das estatais; os agricultores vendem seus produtos; as empresas chinesas, como compradores, garantem o fluxo comercial, ajudam na infraestrutura portuária e logística; mas e as empresas estrangeiras? Elas controlam os elos mais críticos.
Nos setores de agricultura e exploração de recursos, os gigantes estrangeiros, por meio de sementes, fertilizantes, pesticidas, financiamento, precificação de produtos agrícolas, armazenamento, logística, processamento e canais de exportação, controlam as partes mais sensíveis da cadeia, obtendo os maiores lucros. Numericamente, o superávit comercial do Brasil parece bom, mas na prática, a maior parte do lucro vai para o exterior. Olhando por outro indicador — o desempenho da conta corrente — é medíocre. Isso explica por que, apesar de parecer que o Brasil está ganhando muito dinheiro, a vida do cidadão comum não melhora tanto assim. A renda do governo e dos produtores locais simplesmente não sustenta o desenvolvimento.
Essa situação revela uma dura realidade: a economia brasileira está profundamente controlada por capital estrangeiro, e é difícil se livrar disso.
A relação entre China e Brasil é boa porque os interesses são alinhados — o capital estrangeiro também se beneficia, então não há oposição. Mas se a China quiser ajudar o Brasil a estabelecer uma cadeia industrial mais favorável a ela própria, redistribuindo o poder de fala? A resistência será muito maior. O Brasil já é o país do BRICS com a menor força política, o que faz sentido.
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Ao falar das estrelas do comércio emergente, a maioria pensa primeiro na China. Mas agora as coisas mudaram — os dados da China são tão vastos que formaram uma categoria à parte, e os outros países emergentes precisam ser considerados separadamente. Então, entre esses países restantes, quem é o verdadeiro vencedor do comércio internacional? A resposta é o Brasil.
Olhar para os dados de 2000 a 2025 deixa isso claro. As curvas de superávit comercial de vários países da América Latina, África do Sul e Turquia, antes de 2013, geralmente aumentaram, e depois? Quase todas desapareceram. Apenas o Brasil se destacou, com o superávit reerguendo-se e atingindo novos recordes. Em comparação, a Turquia ficou cada vez pior, com o déficit comercial crescendo continuamente. Por trás disso está a famosa "Economia de Erdogan" — imprimir dinheiro para impulsionar o desenvolvimento, quem se importa com o dinheiro, qual é o problema de um grande déficit? Sobrevivendo apenas com investimento estrangeiro, capital especulativo, turismo e remessas de emigrantes.
O segredo do Brasil para virar o jogo contra as adversidades não é complicado: encontrou o grande comprador que é a China. Os negócios de soja e minério de ferro estão excepcionalmente aquecidos, a China contribui com 60% do superávit comercial do Brasil. Além disso, com sorte, descobriu grandes campos de petróleo, e o Brasil realmente está lucrando bastante.
Mas há um aspecto mágico — mesmo lucrando tanto, o crescimento econômico do Brasil não é tão forte assim. Por quê? A cadeia industrial é muito fraca. O superávit comercial não se transformou em um verdadeiro salto econômico.
Ao analisar a distribuição de benefícios no Brasil, fica claro. Governo brasileiro, fazendas locais, compradores chineses e empresas estrangeiras — cada um pega sua parte. O governo depende da receita de exportação das estatais; os agricultores vendem seus produtos; as empresas chinesas, como compradores, garantem o fluxo comercial, ajudam na infraestrutura portuária e logística; mas e as empresas estrangeiras? Elas controlam os elos mais críticos.
Nos setores de agricultura e exploração de recursos, os gigantes estrangeiros, por meio de sementes, fertilizantes, pesticidas, financiamento, precificação de produtos agrícolas, armazenamento, logística, processamento e canais de exportação, controlam as partes mais sensíveis da cadeia, obtendo os maiores lucros. Numericamente, o superávit comercial do Brasil parece bom, mas na prática, a maior parte do lucro vai para o exterior. Olhando por outro indicador — o desempenho da conta corrente — é medíocre. Isso explica por que, apesar de parecer que o Brasil está ganhando muito dinheiro, a vida do cidadão comum não melhora tanto assim. A renda do governo e dos produtores locais simplesmente não sustenta o desenvolvimento.
Essa situação revela uma dura realidade: a economia brasileira está profundamente controlada por capital estrangeiro, e é difícil se livrar disso.
A relação entre China e Brasil é boa porque os interesses são alinhados — o capital estrangeiro também se beneficia, então não há oposição. Mas se a China quiser ajudar o Brasil a estabelecer uma cadeia industrial mais favorável a ela própria, redistribuindo o poder de fala? A resistência será muito maior. O Brasil já é o país do BRICS com a menor força política, o que faz sentido.