O defensor do ouro Peter Schiff recentemente lançou duras críticas à previsão de longo prazo do VanEck para o Bitcoin. Os analistas da VanEck preveem que o preço do Bitcoin poderá ultrapassar 2,9 milhões de dólares até 2050, enquanto Schiff afirma categoricamente que isso é “uma tolice”, alegando que esses analistas “são contratados para serem otimistas em relação ao Bitcoin, suas análises não têm valor algum”. Este confronto de opiniões reflete as profundas divergências entre o mercado financeiro tradicional e o mercado de criptomoedas.
Quão audaciosa é a previsão
A previsão da VanEck é realmente bastante ousada. De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do Bitcoin é cerca de 91.809 dólares. Se realmente atingir 2,9 milhões de dólares, isso representaria um aumento de aproximadamente 32 vezes em 24 anos.
Indicador
Dados
Preço atual do BTC
$91.809
Preço previsto pela VanEck (2050)
$2.900.000
Aumento previsto
aproximadamente 32 vezes
Período de previsão
24 anos
Taxa de crescimento composta anual
aproximadamente 14,3%
Pelando pelos dados, essa previsão implica que o Bitcoin precisaria crescer a uma taxa média anual superior a 14%. Para um ativo que já possui uma capitalização de mercado de 1,83 trilhão de dólares, representando 58,49% do mercado de criptomoedas, essa hipótese de crescimento exige condições bastante otimistas.
A lógica por trás das críticas de Schiff
As críticas de Schiff se concentram principalmente em dois aspectos. Primeiro, há um conflito de interesses — ele acredita que os analistas, ao serem contratados para serem otimistas em relação ao Bitcoin, acabam emitindo previsões enviesadas. Segundo, há a questão da validade científica dessas previsões — ele afirma que essas análises “não têm valor algum”.
Sob a perspectiva de Schiff, ele é um firme defensor do ouro e representante do mercado financeiro tradicional. Sua crítica contínua ao Bitcoin não é recente — segundo informações recentes, em uma entrevista no final de 2025, ele afirmou que poderia influenciar mais as decisões de compra das pessoas do que os próprios defensores do Bitcoin, chegando a prever que “o Bitcoin se autodestruirá antes de 2035”. Isso demonstra seu ceticismo fundamental em relação aos ativos digitais.
Valor e limitações das previsões
Previsões de longo prazo no mercado de criptomoedas são particularmente suscetíveis a controvérsias, por razões bastante óbvias:
Alta incerteza: 24 anos é um período suficiente para ocorrer inúmeras mudanças regulatórias, evoluções tecnológicas e transformações no cenário de mercado
Hipóteses difíceis de validar: é preciso assumir que o uso do Bitcoin, sua aceitação pelo mercado e o cenário competitivo evoluirão de uma determinada maneira
Múltiplos interesses: gestores de ativos, exchanges, mineradores e outros participantes têm incentivos para divulgar previsões otimistas
Dados históricos limitados: o Bitcoin existe há menos de 17 anos; usar dados históricos limitados para prever o preço daqui a 24 anos é, na prática, uma extrapolação
O que o mercado realmente precisa
O aspecto interessante dessa controvérsia é que ela reflete duas realidades do mercado de criptomoedas:
Por um lado, há uma necessidade real de que instituições e analistas forneçam visões de longo prazo, ajudando investidores a refletir sobre o valor final do Bitcoin. Por outro lado, essas previsões também podem ser facilmente exageradas e mal utilizadas.
A crítica de Schiff, embora severa, aponta uma questão verdadeira: quando os previsores se beneficiam de narrativas otimistas, sua objetividade acaba sendo comprometida. Mas, por outro lado, como defensor do ouro, a postura pessimista de Schiff também deriva de seus próprios interesses — ouro e Bitcoin, de certa forma, representam uma relação de competição.
Resumo
A previsão de 2,9 milhões de dólares da VanEck é realmente bastante audaciosa, exigindo hipóteses bastante otimistas para se concretizar. As críticas de Schiff capturam as limitações reais das previsões de longo prazo — alta incerteza e conflitos de interesse. Contudo, negar completamente esse tipo de análise também não é justo, pois o mercado realmente precisa de vozes e perspectivas diferentes.
O que realmente importa não é se a previsão se realizará ou não, mas compreender quais hipóteses estão por trás dela. Investidores devem encarar essas previsões como ferramentas de reflexão, e não como verdades absolutas. Nesse mercado, é preciso estar atento tanto a narrativas excessivamente otimistas quanto a visões extremamente pessimistas, que podem também ser influenciadas por vieses.
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De 90.000 a 2,9 milhões, por que razão Schiff critica duramente a previsão de Bitcoin da VanEck
O defensor do ouro Peter Schiff recentemente lançou duras críticas à previsão de longo prazo do VanEck para o Bitcoin. Os analistas da VanEck preveem que o preço do Bitcoin poderá ultrapassar 2,9 milhões de dólares até 2050, enquanto Schiff afirma categoricamente que isso é “uma tolice”, alegando que esses analistas “são contratados para serem otimistas em relação ao Bitcoin, suas análises não têm valor algum”. Este confronto de opiniões reflete as profundas divergências entre o mercado financeiro tradicional e o mercado de criptomoedas.
Quão audaciosa é a previsão
A previsão da VanEck é realmente bastante ousada. De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do Bitcoin é cerca de 91.809 dólares. Se realmente atingir 2,9 milhões de dólares, isso representaria um aumento de aproximadamente 32 vezes em 24 anos.
Pelando pelos dados, essa previsão implica que o Bitcoin precisaria crescer a uma taxa média anual superior a 14%. Para um ativo que já possui uma capitalização de mercado de 1,83 trilhão de dólares, representando 58,49% do mercado de criptomoedas, essa hipótese de crescimento exige condições bastante otimistas.
A lógica por trás das críticas de Schiff
As críticas de Schiff se concentram principalmente em dois aspectos. Primeiro, há um conflito de interesses — ele acredita que os analistas, ao serem contratados para serem otimistas em relação ao Bitcoin, acabam emitindo previsões enviesadas. Segundo, há a questão da validade científica dessas previsões — ele afirma que essas análises “não têm valor algum”.
Sob a perspectiva de Schiff, ele é um firme defensor do ouro e representante do mercado financeiro tradicional. Sua crítica contínua ao Bitcoin não é recente — segundo informações recentes, em uma entrevista no final de 2025, ele afirmou que poderia influenciar mais as decisões de compra das pessoas do que os próprios defensores do Bitcoin, chegando a prever que “o Bitcoin se autodestruirá antes de 2035”. Isso demonstra seu ceticismo fundamental em relação aos ativos digitais.
Valor e limitações das previsões
Previsões de longo prazo no mercado de criptomoedas são particularmente suscetíveis a controvérsias, por razões bastante óbvias:
O que o mercado realmente precisa
O aspecto interessante dessa controvérsia é que ela reflete duas realidades do mercado de criptomoedas:
Por um lado, há uma necessidade real de que instituições e analistas forneçam visões de longo prazo, ajudando investidores a refletir sobre o valor final do Bitcoin. Por outro lado, essas previsões também podem ser facilmente exageradas e mal utilizadas.
A crítica de Schiff, embora severa, aponta uma questão verdadeira: quando os previsores se beneficiam de narrativas otimistas, sua objetividade acaba sendo comprometida. Mas, por outro lado, como defensor do ouro, a postura pessimista de Schiff também deriva de seus próprios interesses — ouro e Bitcoin, de certa forma, representam uma relação de competição.
Resumo
A previsão de 2,9 milhões de dólares da VanEck é realmente bastante audaciosa, exigindo hipóteses bastante otimistas para se concretizar. As críticas de Schiff capturam as limitações reais das previsões de longo prazo — alta incerteza e conflitos de interesse. Contudo, negar completamente esse tipo de análise também não é justo, pois o mercado realmente precisa de vozes e perspectivas diferentes.
O que realmente importa não é se a previsão se realizará ou não, mas compreender quais hipóteses estão por trás dela. Investidores devem encarar essas previsões como ferramentas de reflexão, e não como verdades absolutas. Nesse mercado, é preciso estar atento tanto a narrativas excessivamente otimistas quanto a visões extremamente pessimistas, que podem também ser influenciadas por vieses.