Recentemente percebi que transferir fundos na blockchain é como gritar no mercado "Fiz uma transferência" — toda a vila consegue ver claramente no navegador.
No mês passado, enviei algum dinheiro para um amigo pagar o aluguel, e acabei sendo "humilhado" por outro amigo. A pessoa simplesmente puxou meu endereço de carteira no explorador de blocos, e todo o histórico de transações ficou à vista. A sensação foi como pagar no supermercado e de repente perceber que todos ao seu redor estão olhando o saldo do seu cartão bancário. Muito constrangedor.
Por isso, o projeto Dusk chamou minha atenção. Em resumo, eles estão resolvendo um problema real: como aproveitar a transparência da blockchain sem precisar "transmitir ao vivo" cada transação para o mundo todo.
**A solução para a privacidade é bem simples**
A ideia central é vestir suas transações com uma " capa invisível" — mas não é uma invisibilidade que não pode ser vista, é uma privacidade seletiva:
Quando você faz uma transferência com um amigo, é como uma conversa privada no WeChat. O remetente e o destinatário sabem o conteúdo da transação, mas na blockchain não é possível ver o valor exato ou detalhes. Os outros só sabem que "há uma interação entre essas duas carteiras", e nada mais.
Porém, se for necessário uma investigação regulatória ou auditoria, é possível desbloquear e verificar. É como se seus e-mails fossem criptografados por padrão, mas o tribunal pode solicitar a decodificação através de um procedimento legal. Esse equilíbrio é mais realista do que algumas soluções de privacidade "totalmente caixa-preta".
**Para que serve essa privacidade?**
Imagine uma empresa distribuindo bônus. O chefe sabe o total, mas o funcionário A e B não sabem quanto o outro recebeu. Assim, evita constrangimentos e comparações após a divulgação de holerites.
Também serve para investimentos em parceria privada. Alguns amigos investem juntos em um projeto, e o valor investido não precisa ser conhecido por toda a comunidade. Especialmente no ecossistema Web3, grandes investimentos expostos muitas vezes atraem atenção desnecessária.
Transferências familiares também se beneficiam. Para pagar a mesada aos pais ou a mensalidade dos filhos, não é preciso "transmitir ao vivo" a situação financeira da família na blockchain. Não é esconder, é uma questão básica de privacidade financeira.
O token em si é o "combustível" desse sistema de privacidade. Quer fazer uma transação privada? Precisa pagar uma taxa em $DUSK. Para validar a rede? É necessário fazer staking de $DUSK. Com o crescimento do ecossistema, se grandes instituições ou plataformas integrarem esse sistema, a demanda por $DUSK aumentará — não é só uma especulação de conceito, mas uma necessidade real de funcionalidade.
**Mas é preciso deixar claro que há dilemas**
Proteger a privacidade e ao mesmo tempo colaborar com a regulamentação é como caminhar na corda bamba. Se for muito frouxo, a privacidade vira ficção; se for muito rígido, os usuários acham complicado. Cada país tem sua abordagem regulatória diferente. Como atender às exigências de conformidade dos EUA e às leis de proteção de dados da Europa? Isso não é só uma questão técnica, é uma disputa de políticas.
De qualquer forma, pelo menos alguém está levando a sério a resolução desse problema, ao invés de fazer marketing de conceito vazio. Desde a era inicial da blockchain, com sua transparência total, até a busca por soluções de privacidade controlada, essa evolução é natural e necessária. O sistema financeiro, seja bancário ou blockchain, sempre precisou de algum nível de privacidade.
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ProofOfNothing
· 01-11 15:51
Sentir-se exposto ao ser "humanizado" é realmente extremo, o endereço da carteira exposto é mais embaraçoso do que o número do cartão bancário.
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ConfusedWhale
· 01-11 15:48
Ai mãe, este é realmente o problema que deve ser resolvido
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LiquidationWizard
· 01-11 15:46
Gritar no mercado que esta metáfora é excelente, eu ri imediatamente
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MemeEchoer
· 01-11 15:42
Haha, aquela parte de ser exposto realmente foi demais, eu também já passei pela vergonha de ter a carteira exposta.
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RugpullTherapist
· 01-11 15:22
Haha, a parte em que fui exposto ao público foi realmente incrível, eu também já passei por isso. Depois, passei a fazer transferências de grandes quantias como atomic swap, que chatice.
Recentemente percebi que transferir fundos na blockchain é como gritar no mercado "Fiz uma transferência" — toda a vila consegue ver claramente no navegador.
No mês passado, enviei algum dinheiro para um amigo pagar o aluguel, e acabei sendo "humilhado" por outro amigo. A pessoa simplesmente puxou meu endereço de carteira no explorador de blocos, e todo o histórico de transações ficou à vista. A sensação foi como pagar no supermercado e de repente perceber que todos ao seu redor estão olhando o saldo do seu cartão bancário. Muito constrangedor.
Por isso, o projeto Dusk chamou minha atenção. Em resumo, eles estão resolvendo um problema real: como aproveitar a transparência da blockchain sem precisar "transmitir ao vivo" cada transação para o mundo todo.
**A solução para a privacidade é bem simples**
A ideia central é vestir suas transações com uma " capa invisível" — mas não é uma invisibilidade que não pode ser vista, é uma privacidade seletiva:
Quando você faz uma transferência com um amigo, é como uma conversa privada no WeChat. O remetente e o destinatário sabem o conteúdo da transação, mas na blockchain não é possível ver o valor exato ou detalhes. Os outros só sabem que "há uma interação entre essas duas carteiras", e nada mais.
Porém, se for necessário uma investigação regulatória ou auditoria, é possível desbloquear e verificar. É como se seus e-mails fossem criptografados por padrão, mas o tribunal pode solicitar a decodificação através de um procedimento legal. Esse equilíbrio é mais realista do que algumas soluções de privacidade "totalmente caixa-preta".
**Para que serve essa privacidade?**
Imagine uma empresa distribuindo bônus. O chefe sabe o total, mas o funcionário A e B não sabem quanto o outro recebeu. Assim, evita constrangimentos e comparações após a divulgação de holerites.
Também serve para investimentos em parceria privada. Alguns amigos investem juntos em um projeto, e o valor investido não precisa ser conhecido por toda a comunidade. Especialmente no ecossistema Web3, grandes investimentos expostos muitas vezes atraem atenção desnecessária.
Transferências familiares também se beneficiam. Para pagar a mesada aos pais ou a mensalidade dos filhos, não é preciso "transmitir ao vivo" a situação financeira da família na blockchain. Não é esconder, é uma questão básica de privacidade financeira.
**Qual o papel do $DUSK aqui?**
O token em si é o "combustível" desse sistema de privacidade. Quer fazer uma transação privada? Precisa pagar uma taxa em $DUSK. Para validar a rede? É necessário fazer staking de $DUSK. Com o crescimento do ecossistema, se grandes instituições ou plataformas integrarem esse sistema, a demanda por $DUSK aumentará — não é só uma especulação de conceito, mas uma necessidade real de funcionalidade.
**Mas é preciso deixar claro que há dilemas**
Proteger a privacidade e ao mesmo tempo colaborar com a regulamentação é como caminhar na corda bamba. Se for muito frouxo, a privacidade vira ficção; se for muito rígido, os usuários acham complicado. Cada país tem sua abordagem regulatória diferente. Como atender às exigências de conformidade dos EUA e às leis de proteção de dados da Europa? Isso não é só uma questão técnica, é uma disputa de políticas.
De qualquer forma, pelo menos alguém está levando a sério a resolução desse problema, ao invés de fazer marketing de conceito vazio. Desde a era inicial da blockchain, com sua transparência total, até a busca por soluções de privacidade controlada, essa evolução é natural e necessária. O sistema financeiro, seja bancário ou blockchain, sempre precisou de algum nível de privacidade.