Não é necessariamente preciso acreditar no Bitcoin, mas há uma verdade inescapável: a emissão excessiva de moeda é uma doença persistente na civilização humana, que nunca deixou de existir. Sob uma nova perspectiva, o Bitcoin não é tanto uma grande revolução financeira, mas sim uma busca suave por estabilidade em uma era de desorientação causada pelo excesso de moeda.
Por que os poderosos sempre gostam de imprimir dinheiro? Simplificando, a moeda é uma ferramenta de poder. Seja em regimes centralizados ou democráticos, quando enfrentam choques como guerras, investimentos em infraestrutura ou crises de dívida, a melhor solução para os que detêm o poder é emitir mais moeda — com o menor custo e menor resistência política. Isso não é uma jogada moderna, mas um ciclo vicioso que atravessa toda a história da civilização.
Vamos ver o que a história diz: na Mesopotâmia, o sistema de dívidas acabou se tornando um facilitador da expansão monetária, levando os agricultores endividados a se tornarem escravos; na Grécia e Roma antigas, houve jogos de desvalorização da moeda, reduzindo o conteúdo de metal para diluir o valor da riqueza, resultando em inflação descontrolada e até revoltas militares; durante as dinastias Song e Yuan, a emissão de papel-moeda quase sem custo levou à circulação desenfreada de notas, culminando na revolta dos Exércitos Vermelhos; até o padrão-ouro, que era visto como uma esperança, foi completamente destruído diante do vampirismo fiscal das duas guerras mundiais.
O ponto de virada ocorreu em 1971 — quando o dólar foi oficialmente desvinculado do ouro, marcando o início da era das moedas fiduciárias puras. A partir desse momento, a emissão excessiva de moeda deixou de ter restrições físicas, entrando numa fase de crescimento selvagem.
E quem sofre mais com isso? Sempre são as pessoas comuns. A maldição do efeito Cantillon nunca expira: as elites são as primeiras a receber o dinheiro recém-impresso, aproveitando a inflação ainda incipiente para adquirir ativos de alta qualidade; quando os trabalhadores comuns começam a gastar seus salários desvalorizados, já estão no topo de uma bolha inflada, obrigados a assumir os prejuízos. Desde 1971 até hoje, essa peça se repete, cada cena sendo uma sucção de riqueza de baixo para cima.
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Não é necessariamente preciso acreditar no Bitcoin, mas há uma verdade inescapável: a emissão excessiva de moeda é uma doença persistente na civilização humana, que nunca deixou de existir. Sob uma nova perspectiva, o Bitcoin não é tanto uma grande revolução financeira, mas sim uma busca suave por estabilidade em uma era de desorientação causada pelo excesso de moeda.
Por que os poderosos sempre gostam de imprimir dinheiro? Simplificando, a moeda é uma ferramenta de poder. Seja em regimes centralizados ou democráticos, quando enfrentam choques como guerras, investimentos em infraestrutura ou crises de dívida, a melhor solução para os que detêm o poder é emitir mais moeda — com o menor custo e menor resistência política. Isso não é uma jogada moderna, mas um ciclo vicioso que atravessa toda a história da civilização.
Vamos ver o que a história diz: na Mesopotâmia, o sistema de dívidas acabou se tornando um facilitador da expansão monetária, levando os agricultores endividados a se tornarem escravos; na Grécia e Roma antigas, houve jogos de desvalorização da moeda, reduzindo o conteúdo de metal para diluir o valor da riqueza, resultando em inflação descontrolada e até revoltas militares; durante as dinastias Song e Yuan, a emissão de papel-moeda quase sem custo levou à circulação desenfreada de notas, culminando na revolta dos Exércitos Vermelhos; até o padrão-ouro, que era visto como uma esperança, foi completamente destruído diante do vampirismo fiscal das duas guerras mundiais.
O ponto de virada ocorreu em 1971 — quando o dólar foi oficialmente desvinculado do ouro, marcando o início da era das moedas fiduciárias puras. A partir desse momento, a emissão excessiva de moeda deixou de ter restrições físicas, entrando numa fase de crescimento selvagem.
E quem sofre mais com isso? Sempre são as pessoas comuns. A maldição do efeito Cantillon nunca expira: as elites são as primeiras a receber o dinheiro recém-impresso, aproveitando a inflação ainda incipiente para adquirir ativos de alta qualidade; quando os trabalhadores comuns começam a gastar seus salários desvalorizados, já estão no topo de uma bolha inflada, obrigados a assumir os prejuízos. Desde 1971 até hoje, essa peça se repete, cada cena sendo uma sucção de riqueza de baixo para cima.