Olhar para o início de 2026, percebe-se que a trajetória das criptomoedas percorreu quase 20 anos. Você vai notar um fenômeno interessante — elas não possuem um produto de impacto semelhante ao WeChat ou TikTok, mas isso justamente revela a essência das criptomoedas.
Elas não são simplesmente um aplicativo. São um conjunto de protocolos de base, mais parecidos com o TCP/IP da internet — uma infraestrutura, não uma aplicação de camada superior. Essa diferença é fundamental.
Aqueles que dizem que "criptomoedas são ferramentas de colheita dos EUA" podem parecer ter um pouco de razão, mas isso é apenas uma parte de um jogo geopolítico complexo, longe de ser tudo. Hoje vamos esclarecer essas questões.
**A verdadeira face das criptomoedas**
A vantagem mais central na verdade é uma única palavra — liberdade. Nenhum banco pode congelar seu dinheiro, nenhum governo pode impedir suas transferências. Para quem vive em regiões com forte controle financeiro ou instabilidade política, isso não é uma ideia utópica, mas uma via de sobrevivência real.
Imagine, transferências internacionais tradicionais levam de 3 a 5 dias úteis, com taxas exorbitantes, além de várias camadas de aprovação. E o Bitcoin? Transferência ponto a ponto, em poucos minutos, com custos quase zero. Para muitas pessoas, isso é uma questão de vida ou morte.
Depois, há a escassez. O Bitcoin possui apenas 21 milhões de unidades, esse limite está codificado no software. Ninguém pode imprimir mais, ninguém pode emitir mais. Do ponto de vista histórico, o valor de longo prazo de qualquer ativo real vem da sua verdadeira escassez. E o Bitcoin atingiu esse ponto extremo.
**Por que não há aplicações revolucionárias**
Essa é uma dúvida comum, mas a própria formulação da pergunta já tem um problema.
Desde o nascimento do protocolo TCP/IP até hoje, ele também não possui uma "aplicação revolucionária" — mas sobre ele surgiram a internet, o comércio eletrônico, as redes sociais, as transmissões ao vivo e tudo mais.
O estágio atual das criptomoedas é como o início da internet. A infraestrutura ainda está sendo aprimorada, a ecologia ainda está sendo explorada. Stablecoins, tecnologia cross-chain, contratos inteligentes e suas diversas aplicações estão progressivamente resolvendo a questão de "como usar".
**Sobre as "teorias da conspiração"**
A hegemonia do dólar de fato foi prolongada de certa forma pelo mercado de criptomoedas, isso não é uma invenção. Mas isso não significa que as criptomoedas sejam uma armadilha.
Assim como a pólvora foi inicialmente usada em fogos de artifício e depois na guerra. A ferramenta em si é neutra, o que importa é quem a usa e como a usa. A descentralização das criptomoedas, em teoria, limita qualquer poder — incluindo a hegemonia financeira dos EUA. O futuro verdadeiro deve ser uma coexistência plural.
Essa revolução ainda está longe de terminar. Uma verdadeira revolução nunca é um produto acabado, mas uma possibilidade.
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GasBandit
· 13h atrás
O TCP/IP não tem uma aplicação matadora, mas a internet surgiu. O que você ainda está esperando? Acumule criptomoedas.
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MemeTokenGenius
· 13h atrás
Eh, a analogia TCP/IP é excelente, finalmente alguém explicou bem essa questão
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Nunca tinha pensado na perspectiva do protocolo de camada inferior, por isso nunca saiu uma aplicação de sucesso
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A palavra "dinheiro de emergência" tocou, os chineses talvez realmente não consigam entender
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Sobre os 21 milhões de bitcoins, já falamos disso há tantos anos, ainda é a base mais sólida
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A parte do domínio do dólar é um pouco confusa, mas eu apoio a ideia de coexistência de múltiplas moedas
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A teoria da neutralidade das ferramentas soa bem, mas na prática, quem pode garantir isso?
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Espera aí, as stablecoins contam na resolução de problemas de aplicação?
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20 anos e ainda não saiu uma aplicação revolucionária, isso por si só já confirma algo
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Descentralizar para limitar o domínio do dólar? Ah, fala bonito
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A parte da revolução acho que está um pouco idealista demais
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¯\_(ツ)_/¯
· 01-10 13:54
A analogia com TCP/IP é excelente, esta é a discussão que quero ouvir, não histórias de moedas de mooncake.
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Blockwatcher9000
· 01-10 13:46
Esta teoria soa bem, mas quero perguntar, as pessoas comuns realmente precisam de uma infraestrutura tão complexa assim?
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A analogia com TCP/IP é excelente, mas voltando ao assunto, os primeiros usuários da internet também tiveram que esperar pelo surgimento de aplicações revolucionárias para realmente explodir
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Concordo com a questão da liberdade, mas, para ser honesto, a maioria dos investidores de varejo entra apenas para obter ganhos rápidos, não se exagere hahaha
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O ponto principal é que ainda não vimos aquela grande aplicação de verdade, stablecoins e cross-chain já existem há anos e ainda não pegaram fogo
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Dizer que há uma "convivência plural" soa bem, mas na realidade o dólar ainda é o dólar, o btc ainda é o btc, quem vai perder e quem vai ganhar?
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A questão da escassez não tem problema, o limite fixo realmente é mais confiável do que papel moeda
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Este artigo parece estar tentando justificar algo que está apostando em si mesmo, não posso dizer que está errado, mas é um pouco too convenient
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A última frase, "uma possibilidade", eu gosto, ainda é cedo, ninguém pode prever
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MetaEggplant
· 01-10 13:38
Ah, sim, a analogia com TCP/IP foi excelente, finalmente alguém explicou claramente
Olhar para o início de 2026, percebe-se que a trajetória das criptomoedas percorreu quase 20 anos. Você vai notar um fenômeno interessante — elas não possuem um produto de impacto semelhante ao WeChat ou TikTok, mas isso justamente revela a essência das criptomoedas.
Elas não são simplesmente um aplicativo. São um conjunto de protocolos de base, mais parecidos com o TCP/IP da internet — uma infraestrutura, não uma aplicação de camada superior. Essa diferença é fundamental.
Aqueles que dizem que "criptomoedas são ferramentas de colheita dos EUA" podem parecer ter um pouco de razão, mas isso é apenas uma parte de um jogo geopolítico complexo, longe de ser tudo. Hoje vamos esclarecer essas questões.
**A verdadeira face das criptomoedas**
A vantagem mais central na verdade é uma única palavra — liberdade. Nenhum banco pode congelar seu dinheiro, nenhum governo pode impedir suas transferências. Para quem vive em regiões com forte controle financeiro ou instabilidade política, isso não é uma ideia utópica, mas uma via de sobrevivência real.
Imagine, transferências internacionais tradicionais levam de 3 a 5 dias úteis, com taxas exorbitantes, além de várias camadas de aprovação. E o Bitcoin? Transferência ponto a ponto, em poucos minutos, com custos quase zero. Para muitas pessoas, isso é uma questão de vida ou morte.
Depois, há a escassez. O Bitcoin possui apenas 21 milhões de unidades, esse limite está codificado no software. Ninguém pode imprimir mais, ninguém pode emitir mais. Do ponto de vista histórico, o valor de longo prazo de qualquer ativo real vem da sua verdadeira escassez. E o Bitcoin atingiu esse ponto extremo.
**Por que não há aplicações revolucionárias**
Essa é uma dúvida comum, mas a própria formulação da pergunta já tem um problema.
Desde o nascimento do protocolo TCP/IP até hoje, ele também não possui uma "aplicação revolucionária" — mas sobre ele surgiram a internet, o comércio eletrônico, as redes sociais, as transmissões ao vivo e tudo mais.
O estágio atual das criptomoedas é como o início da internet. A infraestrutura ainda está sendo aprimorada, a ecologia ainda está sendo explorada. Stablecoins, tecnologia cross-chain, contratos inteligentes e suas diversas aplicações estão progressivamente resolvendo a questão de "como usar".
**Sobre as "teorias da conspiração"**
A hegemonia do dólar de fato foi prolongada de certa forma pelo mercado de criptomoedas, isso não é uma invenção. Mas isso não significa que as criptomoedas sejam uma armadilha.
Assim como a pólvora foi inicialmente usada em fogos de artifício e depois na guerra. A ferramenta em si é neutra, o que importa é quem a usa e como a usa. A descentralização das criptomoedas, em teoria, limita qualquer poder — incluindo a hegemonia financeira dos EUA. O futuro verdadeiro deve ser uma coexistência plural.
Essa revolução ainda está longe de terminar. Uma verdadeira revolução nunca é um produto acabado, mas uma possibilidade.