Já pensaste por que é que não é possível alguém escutar quando inseres a tua password no internet banking? Por que é que os ativos nas plataformas de criptomoedas estão seguros? Estas proteções invisíveis, mas omnipresentes, funcionam graças à criptografia nos bastidores.
O que é que a criptografia realmente faz?
A criptografia não é apenas embaralhar informações de forma simples. Ela cobre quatro tarefas centrais:
Confidencialidade — Garantir que apenas pessoas autorizadas possam entender a tua mensagem. Por exemplo, a password da tua conta bancária, que só tu e o banco sabem.
Integridade — Assegurar que a informação não foi alterada durante a transmissão ou armazenamento. Se um hacker tentar modificar o valor de uma transação, o sistema identifica imediatamente a anomalia.
Autenticação — Confirmar que a informação realmente vem da pessoa que afirma enviá-la. Tu verificas que o site é realmente o banco, e não um site de phishing.
Não repúdio — O remetente não pode negar que enviou a mensagem ou realizou a transação. A assinatura digital é esse princípio.
A criptografia, derivada do grego antigo “kryptos” (escondido) + “graphia” (escrita), tornou-se uma infraestrutura de segurança na era digital. Sem ela, a internet segura, comunicações privadas e transações blockchain não existiriam.
A pegada da criptografia|De César à era quântica
A história da criptografia estende-se por milhares de anos.
Período antigo de experimentação: Os egípcios (c. 1900 a.C.) usavam hieróglifos não padrão para esconder mensagens; os espartanos usavam uma cifra de cilindro — enrolando uma mensagem em um bastão de diâmetro específico, que só podia ser lida com um bastão do mesmo diâmetro.
Avanços na Idade Média: A cifra de César (deslocamento fixo de letras) dominou o Império Romano até que, no século IX, estudiosos árabes desenvolveram a análise de frequência — decifrando mensagens ao contar a frequência de letras no texto cifrado. No século XVI, surgiu a cifra de Vigenère, considerada por muito tempo inviolável.
Mudança na era mecânica: Durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos decifraram os telegramas alemães da máquina de criptografia Zimmermann, mudando o curso da guerra. Na Segunda Guerra, a máquina Enigma dos alemães criou códigos complexos, mas os Aliados (incluindo Turing) a quebraram em Bletchley Park, mudando a história.
Revolução na era dos computadores: Em 1949, Shannon publicou “Teoria da Comunicação em Sistemas de Sigilo”, estabelecendo as bases matemáticas da criptografia moderna. Nos anos 1970, nasceu o DES (Padrão de Criptografia de Dados), o primeiro padrão simétrico reconhecido globalmente. Em 1976, Diffie e Hellman propuseram o conceito revolucionário de criptografia de chave pública, seguido pelo algoritmo RSA, ainda amplamente utilizado.
Hoje, enfrentamos uma nova ameaça — a computação quântica, que pode quebrar RSA e criptografia de curvas elípticas atuais, mas a criptografia pós-quântica está em desenvolvimento para resistir a ataques quânticos.
Dois tipos de criptografia|Simétrica vs Assimétrica
Criptografia simétrica (chave secreta): o remetente e o destinatário usam a mesma chave. Imagine uma fechadura comum, onde quem tem a chave pode trancar e destrancar. Vantagem: rápida, ideal para grandes volumes de dados. Desvantagem: a chave deve ser transmitida de forma segura; se for interceptada, toda a segurança se perde. Algoritmos comuns incluem AES (Padrão de Criptografia Avançada), DES, GOST (Rússia).
Criptografia assimétrica (chave pública): usa um par de chaves — pública e privada. Imagine uma caixa de correio: qualquer pessoa pode depositar uma mensagem (com a chave pública), mas só o dono pode retirá-la (com a chave privada). Vantagem: resolve o problema de transmissão segura de chaves, possibilitando assinaturas digitais e comércio eletrônico seguro. Desvantagem: é mais lenta que a simétrica, não adequada para grandes arquivos. Exemplos: RSA, ECC (Criptografia de Curvas Elípticas).
Na prática, a combinação é a mais inteligente: usar criptografia assimétrica para trocar uma chave, e depois usar criptografia simétrica para processar rapidamente os dados principais. É assim que funciona o HTTPS/TLS.
Função hash|A “impressão digital” dos dados
A função hash transforma uma entrada de qualquer tamanho em uma saída de comprimento fixo. Imagine comprimir um livro em um código de barras único.
Características principais:
Unidirecionalidade: quase impossível reverter o hash para obter os dados originais
Determinismo: a mesma entrada sempre gera o mesmo hash
Resistência a colisões: quase impossível encontrar duas entradas diferentes que gerem o mesmo hash
Efeito avalanche: mudar um caractere na entrada altera completamente o hash de saída
Aplicações práticas: verificar a integridade de downloads, armazenar senhas de forma segura (apenas o hash, não a senha em si), assinaturas digitais, links na blockchain.
Algoritmos comuns incluem os já considerados inseguros MD5 e SHA-1, e os padrões atuais SHA-256, SHA-512 e o mais recente SHA-3.
As três principais aplicações da criptografia
Fundamentos de segurança na internet
Quando vês o cadeado verde no navegador, significa que o TLS/SSL protege a tua conexão. Este protocolo realiza três ações: autenticação do site, troca de chaves assimétricas para gerar uma chave simétrica, e criptografia de todo o tráfego. As tuas credenciais, dados de cartão de crédito, estão protegidos por esta camada.
Criptografia de ponta a ponta é usada em Signal, WhatsApp e outros aplicativos — as mensagens são criptografadas no dispositivo do remetente, só podem ser decifradas no dispositivo do destinatário, e nem o provedor de serviços consegue ver o conteúdo.
Criptografia DNS (DoH/DoT) oculta os sites que visitas, impedindo que provedores de internet ou vigilantes rastreiem.
Sistemas financeiros
Bancos online: múltiplas camadas de TLS/SSL, bancos de dados criptografados, autenticação multifator (exemplo: senha de uso único).
Cartões com chip (EMV): contêm chaves criptográficas, autenticam transações com caixas eletrônicos e pontos de venda, evitando clonagem.
Sistemas de pagamento (Visa, Mastercard): protocolos complexos de criptografia para autorizar transações e proteger dados.
Plataformas de ativos digitais: exchanges de criptomoedas precisam usar métodos avançados de criptografia para proteger carteiras, transações e contas, garantindo a segurança dos ativos dos usuários.
Assinaturas digitais e sistemas governamentais
Assinatura digital funciona assim: gera-se um hash do documento, que é criptografado com a chave privada do remetente. O destinatário usa a chave pública para descriptografar e compara com o hash calculado localmente. Se coincidirem, confirma-se que o documento veio do dono da chave privada e não foi alterado.
Aplicações: documentos legais, submissão de relatórios governamentais, licitações eletrônicas, confirmações de transação.
Na Rússia, sistemas empresariais como “1C:Enterprise” devem integrar métodos de proteção baseados no padrão GOST (como CryptoPro CSP), para atender às exigências fiscais, de documentos eletrônicos e compras públicas.
Panorama global da criptografia
Rússia: possui uma forte tradição matemática soviética. Os padrões GOST (GOST R 34.12-2015, 34.10-2012, 34.11-2012) são certificados pelo FSB, abrangendo criptografia simétrica, assinaturas digitais e funções hash. Os sistemas nacionais obrigam o uso de GOST.
EUA: lideram a padronização global. O NIST desenvolveu DES, AES, séries SHA, e atualmente lidera a competição de criptografia pós-quântica. A NSA participa, mas às vezes gera dúvidas sobre confiança.
Europa: através do GDPR, exige-se a adoção de medidas técnicas adequadas para proteger dados pessoais, tornando a criptografia uma exigência de conformidade. A ENISA promove boas práticas.
China: desenvolve padrões próprios (SM2, SM3, SM4) para garantir soberania tecnológica, com forte regulação do uso de criptografia doméstica e investimentos em pesquisa quântica e pós-quântica.
Padrões internacionais: ISO/IEC, IETF, IEEE criam normas compatíveis para garantir interoperabilidade global em comunicações e comércio.
Carreiras na criptografia
Com o aumento das ameaças digitais, a demanda por profissionais de criptografia cresce.
Principais cargos:
Pesquisador de criptografia: desenvolve novos algoritmos, analisa resistência a ataques, requer forte base matemática
Analista de criptografia: quebra sistemas, busca vulnerabilidades ou apoia agências de inteligência
Engenheiro de segurança da informação: implementa sistemas de proteção, VPNs, PKI, gestão de chaves
Desenvolvedor de segurança: cria aplicações seguras usando bibliotecas e APIs de criptografia
Testador de penetração: identifica vulnerabilidades, incluindo uso incorreto de criptografia
Habilidades essenciais: matemática, princípios de algoritmos criptográficos, programação (Python, C++, Java), protocolos de rede, sistemas operacionais, raciocínio analítico, aprendizado contínuo.
Caminhos de aprendizagem: cursos de MIT, Stanford, entre outros; plataformas como Coursera, edX; desafios em CryptoHack, CTFs; livros como “The Code Book” de Simon Singh.
Perspectivas de carreira: início como engenheiro júnior, evoluindo para especialista sênior, arquiteto de segurança ou pesquisador. Salários acima da média de TI, com demanda contínua.
Perguntas frequentes sobre criptografia
O que fazer se aparecer “Erro de criptografia”?
Esses erros podem ter várias causas (certificados expirados, hardware com problemas). Recomenda-se reiniciar o programa, verificar o status do certificado, atualizar software e sistema, consultar documentação ou suporte técnico. Para assinaturas digitais, contatar a autoridade emissora.
O que é um módulo de criptografia?
Um componente de hardware ou software dedicado a executar operações criptográficas, como cifrar, decifrar, gerar chaves, calcular hashes, criar e verificar assinaturas.
Como começar na criptografia?
Iniciando com cifras clássicas como César e Vigenère para entender os princípios; praticando em plataformas como CryptoHack; lendo livros acessíveis; estudando álgebra e teoria dos números; implementando códigos simples; fazendo cursos online introdutórios.
Resumo
A criptografia é a base da era digital. Evoluiu de simples cifras antigas para ferramentas matemáticas complexas que sustentam blockchain, protegem sistemas financeiros e preservam a privacidade. A ameaça da computação quântica impulsiona o desenvolvimento da criptografia pós-quântica. Compreender seus conceitos básicos é fundamental para profissionais de segurança e cada usuário que deseja proteger seus ativos digitais e privacidade neste mundo conectado.
Seja ao usar plataformas de ativos digitais ou ao fazer transações bancárias diárias, a criptografia trabalha silenciosamente nos bastidores. Optar por plataformas que adotam padrões de segurança modernos e aumentar a consciência sobre segurança digital são passos essenciais para proteger seus ativos e sua privacidade neste universo digital.
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A criptografia protege o seu mundo digital|Da criptografia antiga à blockchain, uma análise completa
Já pensaste por que é que não é possível alguém escutar quando inseres a tua password no internet banking? Por que é que os ativos nas plataformas de criptomoedas estão seguros? Estas proteções invisíveis, mas omnipresentes, funcionam graças à criptografia nos bastidores.
O que é que a criptografia realmente faz?
A criptografia não é apenas embaralhar informações de forma simples. Ela cobre quatro tarefas centrais:
Confidencialidade — Garantir que apenas pessoas autorizadas possam entender a tua mensagem. Por exemplo, a password da tua conta bancária, que só tu e o banco sabem.
Integridade — Assegurar que a informação não foi alterada durante a transmissão ou armazenamento. Se um hacker tentar modificar o valor de uma transação, o sistema identifica imediatamente a anomalia.
Autenticação — Confirmar que a informação realmente vem da pessoa que afirma enviá-la. Tu verificas que o site é realmente o banco, e não um site de phishing.
Não repúdio — O remetente não pode negar que enviou a mensagem ou realizou a transação. A assinatura digital é esse princípio.
A criptografia, derivada do grego antigo “kryptos” (escondido) + “graphia” (escrita), tornou-se uma infraestrutura de segurança na era digital. Sem ela, a internet segura, comunicações privadas e transações blockchain não existiriam.
A pegada da criptografia|De César à era quântica
A história da criptografia estende-se por milhares de anos.
Período antigo de experimentação: Os egípcios (c. 1900 a.C.) usavam hieróglifos não padrão para esconder mensagens; os espartanos usavam uma cifra de cilindro — enrolando uma mensagem em um bastão de diâmetro específico, que só podia ser lida com um bastão do mesmo diâmetro.
Avanços na Idade Média: A cifra de César (deslocamento fixo de letras) dominou o Império Romano até que, no século IX, estudiosos árabes desenvolveram a análise de frequência — decifrando mensagens ao contar a frequência de letras no texto cifrado. No século XVI, surgiu a cifra de Vigenère, considerada por muito tempo inviolável.
Mudança na era mecânica: Durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos decifraram os telegramas alemães da máquina de criptografia Zimmermann, mudando o curso da guerra. Na Segunda Guerra, a máquina Enigma dos alemães criou códigos complexos, mas os Aliados (incluindo Turing) a quebraram em Bletchley Park, mudando a história.
Revolução na era dos computadores: Em 1949, Shannon publicou “Teoria da Comunicação em Sistemas de Sigilo”, estabelecendo as bases matemáticas da criptografia moderna. Nos anos 1970, nasceu o DES (Padrão de Criptografia de Dados), o primeiro padrão simétrico reconhecido globalmente. Em 1976, Diffie e Hellman propuseram o conceito revolucionário de criptografia de chave pública, seguido pelo algoritmo RSA, ainda amplamente utilizado.
Hoje, enfrentamos uma nova ameaça — a computação quântica, que pode quebrar RSA e criptografia de curvas elípticas atuais, mas a criptografia pós-quântica está em desenvolvimento para resistir a ataques quânticos.
Dois tipos de criptografia|Simétrica vs Assimétrica
Criptografia simétrica (chave secreta): o remetente e o destinatário usam a mesma chave. Imagine uma fechadura comum, onde quem tem a chave pode trancar e destrancar. Vantagem: rápida, ideal para grandes volumes de dados. Desvantagem: a chave deve ser transmitida de forma segura; se for interceptada, toda a segurança se perde. Algoritmos comuns incluem AES (Padrão de Criptografia Avançada), DES, GOST (Rússia).
Criptografia assimétrica (chave pública): usa um par de chaves — pública e privada. Imagine uma caixa de correio: qualquer pessoa pode depositar uma mensagem (com a chave pública), mas só o dono pode retirá-la (com a chave privada). Vantagem: resolve o problema de transmissão segura de chaves, possibilitando assinaturas digitais e comércio eletrônico seguro. Desvantagem: é mais lenta que a simétrica, não adequada para grandes arquivos. Exemplos: RSA, ECC (Criptografia de Curvas Elípticas).
Na prática, a combinação é a mais inteligente: usar criptografia assimétrica para trocar uma chave, e depois usar criptografia simétrica para processar rapidamente os dados principais. É assim que funciona o HTTPS/TLS.
Função hash|A “impressão digital” dos dados
A função hash transforma uma entrada de qualquer tamanho em uma saída de comprimento fixo. Imagine comprimir um livro em um código de barras único.
Características principais:
Aplicações práticas: verificar a integridade de downloads, armazenar senhas de forma segura (apenas o hash, não a senha em si), assinaturas digitais, links na blockchain.
Algoritmos comuns incluem os já considerados inseguros MD5 e SHA-1, e os padrões atuais SHA-256, SHA-512 e o mais recente SHA-3.
As três principais aplicações da criptografia
Fundamentos de segurança na internet
Quando vês o cadeado verde no navegador, significa que o TLS/SSL protege a tua conexão. Este protocolo realiza três ações: autenticação do site, troca de chaves assimétricas para gerar uma chave simétrica, e criptografia de todo o tráfego. As tuas credenciais, dados de cartão de crédito, estão protegidos por esta camada.
Criptografia de ponta a ponta é usada em Signal, WhatsApp e outros aplicativos — as mensagens são criptografadas no dispositivo do remetente, só podem ser decifradas no dispositivo do destinatário, e nem o provedor de serviços consegue ver o conteúdo.
Criptografia DNS (DoH/DoT) oculta os sites que visitas, impedindo que provedores de internet ou vigilantes rastreiem.
Sistemas financeiros
Bancos online: múltiplas camadas de TLS/SSL, bancos de dados criptografados, autenticação multifator (exemplo: senha de uso único).
Cartões com chip (EMV): contêm chaves criptográficas, autenticam transações com caixas eletrônicos e pontos de venda, evitando clonagem.
Sistemas de pagamento (Visa, Mastercard): protocolos complexos de criptografia para autorizar transações e proteger dados.
Plataformas de ativos digitais: exchanges de criptomoedas precisam usar métodos avançados de criptografia para proteger carteiras, transações e contas, garantindo a segurança dos ativos dos usuários.
Assinaturas digitais e sistemas governamentais
Assinatura digital funciona assim: gera-se um hash do documento, que é criptografado com a chave privada do remetente. O destinatário usa a chave pública para descriptografar e compara com o hash calculado localmente. Se coincidirem, confirma-se que o documento veio do dono da chave privada e não foi alterado.
Aplicações: documentos legais, submissão de relatórios governamentais, licitações eletrônicas, confirmações de transação.
Na Rússia, sistemas empresariais como “1C:Enterprise” devem integrar métodos de proteção baseados no padrão GOST (como CryptoPro CSP), para atender às exigências fiscais, de documentos eletrônicos e compras públicas.
Panorama global da criptografia
Rússia: possui uma forte tradição matemática soviética. Os padrões GOST (GOST R 34.12-2015, 34.10-2012, 34.11-2012) são certificados pelo FSB, abrangendo criptografia simétrica, assinaturas digitais e funções hash. Os sistemas nacionais obrigam o uso de GOST.
EUA: lideram a padronização global. O NIST desenvolveu DES, AES, séries SHA, e atualmente lidera a competição de criptografia pós-quântica. A NSA participa, mas às vezes gera dúvidas sobre confiança.
Europa: através do GDPR, exige-se a adoção de medidas técnicas adequadas para proteger dados pessoais, tornando a criptografia uma exigência de conformidade. A ENISA promove boas práticas.
China: desenvolve padrões próprios (SM2, SM3, SM4) para garantir soberania tecnológica, com forte regulação do uso de criptografia doméstica e investimentos em pesquisa quântica e pós-quântica.
Padrões internacionais: ISO/IEC, IETF, IEEE criam normas compatíveis para garantir interoperabilidade global em comunicações e comércio.
Carreiras na criptografia
Com o aumento das ameaças digitais, a demanda por profissionais de criptografia cresce.
Principais cargos:
Habilidades essenciais: matemática, princípios de algoritmos criptográficos, programação (Python, C++, Java), protocolos de rede, sistemas operacionais, raciocínio analítico, aprendizado contínuo.
Caminhos de aprendizagem: cursos de MIT, Stanford, entre outros; plataformas como Coursera, edX; desafios em CryptoHack, CTFs; livros como “The Code Book” de Simon Singh.
Perspectivas de carreira: início como engenheiro júnior, evoluindo para especialista sênior, arquiteto de segurança ou pesquisador. Salários acima da média de TI, com demanda contínua.
Perguntas frequentes sobre criptografia
O que fazer se aparecer “Erro de criptografia”? Esses erros podem ter várias causas (certificados expirados, hardware com problemas). Recomenda-se reiniciar o programa, verificar o status do certificado, atualizar software e sistema, consultar documentação ou suporte técnico. Para assinaturas digitais, contatar a autoridade emissora.
O que é um módulo de criptografia? Um componente de hardware ou software dedicado a executar operações criptográficas, como cifrar, decifrar, gerar chaves, calcular hashes, criar e verificar assinaturas.
Como começar na criptografia? Iniciando com cifras clássicas como César e Vigenère para entender os princípios; praticando em plataformas como CryptoHack; lendo livros acessíveis; estudando álgebra e teoria dos números; implementando códigos simples; fazendo cursos online introdutórios.
Resumo
A criptografia é a base da era digital. Evoluiu de simples cifras antigas para ferramentas matemáticas complexas que sustentam blockchain, protegem sistemas financeiros e preservam a privacidade. A ameaça da computação quântica impulsiona o desenvolvimento da criptografia pós-quântica. Compreender seus conceitos básicos é fundamental para profissionais de segurança e cada usuário que deseja proteger seus ativos digitais e privacidade neste mundo conectado.
Seja ao usar plataformas de ativos digitais ou ao fazer transações bancárias diárias, a criptografia trabalha silenciosamente nos bastidores. Optar por plataformas que adotam padrões de segurança modernos e aumentar a consciência sobre segurança digital são passos essenciais para proteger seus ativos e sua privacidade neste universo digital.