Análise aprofundada do índice VIX: indicadores de volatilidade que os investidores devem compreender

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Por que os traders se interessam pelo VIX?

Nos mercados financeiros globais, o VIX é uma das ferramentas de medição de volatilidade mais observadas. Muitos investidores chamam-no de “índice do medo”, pois quando o mercado de ações sofre quedas, este índice geralmente sobe. Compreender este indicador é fundamental para traders que desejam proteger as suas carteiras contra a volatilidade do mercado.

Então, o que é o índice VIX? Simplificando, ele reflete as expectativas dos participantes do mercado em relação à futura volatilidade dos preços. Quando os investidores estão preocupados com uma queda do mercado, tendem a comprar instrumentos de proteção, o que eleva os valores do VIX.

Conceitos centrais de volatilidade

Antes de entender o VIX, é necessário compreender o que significa volatilidade. A volatilidade mede a amplitude das oscilações do preço de um ativo durante um determinado período. Por exemplo, uma ação que oscila 2% ao dia tem uma volatilidade maior do que uma que oscila apenas 0,5% ao dia.

Existem duas formas principais de medir a volatilidade no mercado. A primeira é a volatilidade histórica, calculada com base nas variações de preços passadas. A segunda é a volatilidade implícita, que se baseia nos dados reais dos preços das opções e reflete as expectativas dos investidores para a volatilidade futura. A volatilidade implícita é importante porque o próprio preço das opções incorpora as percepções do mercado sobre as futuras variações de preço.

Origem e evolução do índice VIX

A Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) lançou o VIX em 1993, tornando-se o primeiro índice oficial para medir a volatilidade do mercado. Inicialmente, o índice era baseado nos dados de opções do índice S&P 500 (que representa as 500 maiores empresas listadas nos EUA).

Como o índice VIX se comporta na prática? Normalmente, o VIX dos EUA oscila entre 10 e 25 pontos. Contudo, em condições extremas de mercado, a situação pode ser bastante diferente. Durante a crise financeira de 2008, o VIX atingiu mais de 80 pontos. O mesmo aconteceu em 2020, com a pandemia de COVID-19. Esses picos representam momentos de pânico extremo dos investidores.

Relação inversa entre VIX e o mercado de ações

Ao comparar o VIX com o S&P 500, observa-se um padrão claro: eles quase sempre se movem de forma inversa. Quando o mercado de ações sobe, o VIX cai; quando o mercado cai, o VIX sobe. Essa relação inversa deve-se à dinâmica do mercado de opções.

As opções, na sua essência, são instrumentos de proteção contra riscos. Quando os preços das ações começam a cair, os traders aumentam a procura por opções de proteção (como opções de venda). Com o aumento da demanda, o preço dessas opções sobe, elevando a medida de volatilidade implícita. Como o VIX é calculado com base na volatilidade implícita dessas opções, quando os investidores buscam proteção, o valor do VIX aumenta naturalmente.

Método e processo de cálculo do VIX

Qual é a base do cálculo do índice VIX? Ele depende de opções do índice S&P 500, especialmente aquelas com prazos de expiração entre 23 e 37 dias. Este intervalo inclui opções tradicionais de vencimento mensal (que vencem na terceira sexta-feira do mês) e opções semanais.

Durante o cálculo, são excluídas opções sem atividade de negociação, para garantir a validade dos dados. Se duas faixas de preço de exercício consecutivas não tiverem negociações, todas as opções subsequentes também são excluídas. Este processo dinâmico faz com que a composição do portfólio de opções usado no cálculo do VIX esteja em constante mudança, o que explica por que o VIX não pode ser calculado manualmente e requer processamento computacional para realizar operações matemáticas complexas em tempo real.

Uso do VIX para proteção de investimentos e estratégias

Devido à sua característica de subir em momentos de queda do mercado, muitos investidores usam produtos derivados do VIX como forma de seguro para suas carteiras. Existem opções e futuros de VIX que permitem aos traders apostar diretamente na volatilidade. Além disso, há fundos negociados em bolsa (ETFs) que acompanham o índice VIX.

No entanto, é importante destacar que esses produtos derivados apresentam riscos elevados. Podem envolver custos altos e até levar a perdas superiores ao investimento inicial. Portanto, esses instrumentos não são recomendados para investidores iniciantes sem experiência.

Família de índices de volatilidade globais

Além do VIX do S&P 500, a CBOE desenvolveu diversos outros índices de volatilidade. Estes índices acompanham a volatilidade de ações listadas na Bolsa de Nova York (NYSE) e na NASDAQ. Índices como o Dow Jones e o Russell 2000 (que inclui ações de small caps americanas) também possuem suas próprias medidas de volatilidade. Além disso, mercados europeus e de outras regiões lançaram índices similares, oferecendo uma visão mais detalhada do sentimento do mercado.

Essas diversas ferramentas de volatilidade permitem aos investidores avaliar com maior precisão o nível de risco em diferentes setores do mercado.

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