Desta vez, Wall Street está em polvorosa por causa das stablecoins.
Tudo começou com a recente aprovação da nova regulamentação de stablecoins nos EUA. Os apoiantes gritam “esta é a nova arma da hegemonia do dólar”, enquanto os céticos deitam logo água na fervura: “deixem-se de sonhos”. Os estrategas de instituições tradicionais como JPMorgan, Deutsche Bank e Goldman Sachs têm uma postura muito cautelosa — não negam o potencial das stablecoins, mas acham prematuro dizer que podem abalar o sistema atual. Steven Zeng, do Deutsche Bank, é ainda mais direto: o mercado está a fazer previsões demasiado agressivas — há muito mais gente à espera do que a apostar.
Primeiro, importa perceber o que são as stablecoins. Simplificando, são tokens digitais indexados ao dólar: 1 dólar equivale sempre a 1 token, podendo ser usados como dinheiro na blockchain — para guardar, transferir ou comprar, com pouca volatilidade. Desde a entrada em vigor da “Lei dos Génios” em julho, as regras mudaram: os emissores têm de garantir reservas 100% em títulos do tesouro de curto prazo ou dinheiro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, está entusiasmado com isto e prevê que, até 2030, o mercado de stablecoins em dólares possa disparar dos atuais 300 mil milhões para 3 biliões. Segundo a sua lógica, isto permite ao Tesouro vender mais dívida de curto prazo e emitir menos dívida de longo prazo, reduzindo naturalmente o custo do financiamento. Robert Tipp, da PGIM, também está deste lado, achando que as stablecoins podem realmente ajudar na gestão da dívida.
Os dados são interessantes. Atualmente, as duas principais stablecoins, USDT e USDC, detêm cerca de 125 mil milhões de dólares em dívida americana, representando quase 2% do mercado de dívida de curto prazo no final do ano passado. No ano passado, estas entidades emissoras compraram cerca de 4...(O texto original termina aqui, mas a informação principal já foi apresentada)
Onde está a polémica? Os conservadores receiam que o mercado esteja sobrevalorizado; os mais ousados acham que esta é uma oportunidade de ouro para o dólar digital. De que lado estás?
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Desta vez, Wall Street está em polvorosa por causa das stablecoins.
Tudo começou com a recente aprovação da nova regulamentação de stablecoins nos EUA. Os apoiantes gritam “esta é a nova arma da hegemonia do dólar”, enquanto os céticos deitam logo água na fervura: “deixem-se de sonhos”. Os estrategas de instituições tradicionais como JPMorgan, Deutsche Bank e Goldman Sachs têm uma postura muito cautelosa — não negam o potencial das stablecoins, mas acham prematuro dizer que podem abalar o sistema atual. Steven Zeng, do Deutsche Bank, é ainda mais direto: o mercado está a fazer previsões demasiado agressivas — há muito mais gente à espera do que a apostar.
Primeiro, importa perceber o que são as stablecoins. Simplificando, são tokens digitais indexados ao dólar: 1 dólar equivale sempre a 1 token, podendo ser usados como dinheiro na blockchain — para guardar, transferir ou comprar, com pouca volatilidade. Desde a entrada em vigor da “Lei dos Génios” em julho, as regras mudaram: os emissores têm de garantir reservas 100% em títulos do tesouro de curto prazo ou dinheiro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, está entusiasmado com isto e prevê que, até 2030, o mercado de stablecoins em dólares possa disparar dos atuais 300 mil milhões para 3 biliões. Segundo a sua lógica, isto permite ao Tesouro vender mais dívida de curto prazo e emitir menos dívida de longo prazo, reduzindo naturalmente o custo do financiamento. Robert Tipp, da PGIM, também está deste lado, achando que as stablecoins podem realmente ajudar na gestão da dívida.
Os dados são interessantes. Atualmente, as duas principais stablecoins, USDT e USDC, detêm cerca de 125 mil milhões de dólares em dívida americana, representando quase 2% do mercado de dívida de curto prazo no final do ano passado. No ano passado, estas entidades emissoras compraram cerca de 4...(O texto original termina aqui, mas a informação principal já foi apresentada)
Onde está a polémica? Os conservadores receiam que o mercado esteja sobrevalorizado; os mais ousados acham que esta é uma oportunidade de ouro para o dólar digital. De que lado estás?