Recentemente vi uma afirmação interessante: a saída massiva de talentos de topo de certas regiões enfraquece a maior vantagem dos mercados desenvolvidos na competição tecnológica — a capacidade de atrair e reter talentos.



Espera lá, essa lógica não faz sentido. Se os mercados desenvolvidos realmente conseguissem monopolizar os melhores talentos do mundo, incluindo aqueles “prodígios” formados com enormes recursos educacionais, à partida, a diferença só deveria aumentar cada vez mais, certo?

O mais surreal é isto: por um lado, dizem que os sistemas de ensino dos mercados emergentes têm inúmeros problemas e por isso há fuga de cérebros; por outro, têm receio de serem ultrapassados. Afinal, o problema está no sistema do lado que recebe ou no ambiente em geral?

Olha para o exemplo da Índia: CEOs no Vale do Silício, executivos de multinacionais — indianos estão por toda a parte, isso sim é verdadeira exportação de talento. Mas qual é o resultado? Não se viu nenhum mercado garantir sucesso absoluto só por “atrair” talento indiano.

No fim de contas, no Web3 e na indústria cripto é igual — a verdadeira inovação nunca se constrói apenas “roubando” pessoas. Os melhores talentos são importantes, mas o ecossistema, os mecanismos e a estratégia de longo prazo é que são a verdadeira vantagem competitiva. A simples entrada de talento não equivale a vantagem absoluta — esta lógica aplica-se a qualquer sector.
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ThesisInvestorvip
· 2025-12-09 11:15
De facto, essa lógica indiana não faz sentido; se atrair talento fosse suficiente para ganhar, já deviam ter esmagado há muito.
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SatsStackingvip
· 2025-12-09 04:21
A argumentação com pouca coerência lógica adora culpar sempre a questão do talento. --- Então porque é que aquele grupo de CEOs indianos não resolveu de uma vez por todas o problema do Vale do Silício... No fundo, o problema continua a ser o ecossistema fraco. --- No web3 é o caso mais típico: mesmo sem conseguir atrair talentos, acabaram por ultrapassar; então, no regresso, o que foi determinante? --- Monopolizar talento parece fácil de dizer, mas não é bem assim. --- Quando o problema está no sistema e culpam os que saem, é mesmo absurdo. --- O essencial não é quem consegues atrair, mas sim se vale a pena ficar nesse sítio. --- Os mercados desenvolvidos estão a autoiludir-se? Até ficam ansiosos depois de atrair os melhores talentos. --- O ecossistema e o mecanismo são o verdadeiro fosso defensivo; o talento é apenas um extra. --- Um paradoxo curioso: quanto mais medo têm de ser ultrapassados, mais facilmente perdem o rumo.
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Degen4Breakfastvip
· 2025-12-09 04:16
Este erro lógico é tão grande que dá para passar um Tesla por ele. Se recrutar pessoas resolvesse o problema de base, já nem haveria concorrência. A mobilidade de talentos é só aparência, o que importa é o ecossistema, especialmente em Web3. Os indianos estão por todo o Silicon Valley e isso não fez com que os EUA liderassem para sempre. O que é que isto mostra? Que o sistema e o ambiente são o verdadeiro fosso defensivo. O que não se resolve com recrutamento, por muito dinheiro que se gaste, é inútil. O essencial é aumentar o tamanho do bolo, não andar a roubar talentos uns aos outros. Isso é que é a forma de ganhar a longo prazo. Na verdade, os lugares que conseguem atrair talentos têm o seu próprio encanto; perder esse encanto é mais assustador do que perder as pessoas em si. Isto é uma perspetiva nova, eu antes achava que o talento era tudo. O verdadeiro fosso defensivo não está em ter muitas ou poucas pessoas, está em conseguir atrair inovação continuamente.
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BlockchainTherapistvip
· 2025-12-09 03:31
Isto é esclarecedor: a mobilidade de talento é, na essência, um sinal de mercado, não um jogo de soma zero. Parece reconfortante, mas não resiste à análise — achas mesmo que só pelo ‘poaching’ resolves tudo de uma vez por todas? O caso da Índia deixou isso claro, por mais talentosa que seja a pessoa, é preciso haver solo fértil. Ecossistema > talento, isto é ainda mais evidente no web3.
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GateUser-26d7f434vip
· 2025-12-06 11:50
Amigo, gosto da tua lógica, desmonta completamente essa teoria da “sucção de talentos”. O exemplo da Índia é mesmo genial, tantos anos a atrair talentos e no fim de contas, não se viu os mercados ocidentais ganhar sem esforço. No fundo, o que importa é o ecossistema, não é só uma questão de quantidade de pessoas. No web3 é igual, montes de projectos só sabem gastar dinheiro a recrutar grandes influenciadores, mas inovação que é bom, nada. Pelo contrário, são os pequenos ecossistemas que acabam por aparecer. Muito fixe.
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token_therapistvip
· 2025-12-06 11:50
Isto é treta, continua a ser um problema de ecossistema, o talento é só a ponta do iceberg. A Índia exporta talento há tantos anos, mas a inovação central continua no Ocidente, não é? É assim tão difícil perceber a lógica? No Web3 isto é ainda mais evidente, podes ter montes de génios mas sem um mecanismo de consenso isto vai abaixo na mesma, não fiquem só obcecados em recrutar pessoas.
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GateUser-beba108dvip
· 2025-12-06 11:49
Só com uma lógica interna coerente é que se pode ir longe; só recrutar pessoas já está ultrapassado há muito tempo, o ecossistema é que é o caminho certo.
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RektButSmilingvip
· 2025-12-06 11:48
O que mais falta a quem escreve este tipo de artigos é precisamente a coerência lógica. A atração de talento existe, sem dúvida, mas no fim de contas trata-se de uma questão de ecossistema. Só tentar recrutar pessoas? Impossível. Não chegam já as lições duras que o Web3 tem dado nestes últimos anos?
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0xLuckboxvip
· 2025-12-06 11:47
Esta lógica é realmente confusa, parece que estamos a assustar-nos a nós próprios. Mobilidade de talento ≠ colapso do ecossistema, esta parte não foi suficientemente compreendida. O exemplo da Índia está aí, mas ainda assim foi com inovação local que conseguiram dar a volta por cima. No Web3 é igual, capital e talento não constroem sozinhos uma vantagem competitiva. A construção do ecossistema é o fundamental, só roubar talento não serve de nada.
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