Acabou de surgir a notícia de que a Coinbase está em negociações para uma grande aquisição — pretende comprar a fintech londrina BVNK por 2 mil milhões de dólares. O negócio ainda está na fase de due diligence e espera-se que seja fechado no final do ano ou início do próximo.
Porque é que a Coinbase valoriza tanto a BVNK? Em suma, é porque o mercado das stablecoins é demasiado apetecível. No terceiro trimestre deste ano, as transações com stablecoins representaram quase 20% das receitas da Coinbase. Por outras palavras, já se tornou um dos principais motores de crescimento.
Quão lucrativo é o negócio das stablecoins?
A Coinbase gera receitas principalmente por duas vias: uma, a partilha de receitas com a Circle (emissora da USDC); e outra, através da integração de pagamentos no ecossistema Shopify. Recentemente, também começou a colaborar com o Citi para desenvolver pagamentos empresariais com stablecoins — o que é claramente uma porta aberta à banca tradicional.
A BVNK foi fundada em 2021, já angariou 90 milhões de dólares e é atualmente um dos principais fornecedores de infraestruturas de pagamentos. A sua principal vantagem competitiva é ajudar comerciantes a processar pagamentos em cripto e stablecoins, suportando tanto fiat como cripto em paralelo.
Se a aquisição for bem-sucedida, a Coinbase poderá integrar diretamente a rede de comerciantes e o sistema de compliance da BVNK, o que equivale a ligar todo o circuito desde a exchange até aos cenários de pagamentos.
O contexto está a impulsionar a Coinbase
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou recentemente que a legislação sobre cripto nos EUA pode ser aprovada ainda este ano, com “90% de consenso” entre os congressistas. A nova lei abrangerá os três principais domínios: trading, custódia e operação de stablecoins.
Além disso, os EUA já lançaram este ano os primeiros quadros regulatórios para stablecoins, o que aumentou drasticamente o interesse institucional. As principais exchanges e instituições financeiras estão a acelerar a sua aposta nos negócios relacionados com stablecoins.
O movimento da Coinbase para adquirir a BVNK nesta altura é claramente uma tentativa de garantir uma posição estratégica nos pagamentos com stablecoins, aproveitando simultaneamente o impulso regulatório e a procura do mercado.
O que o mercado quer
O pagamento com stablecoins já deixou de ser “um conceito” e passou a ser “uma necessidade”. Os dados da Coinbase falam por si: as stablecoins já são o principal motor das receitas. Com a infraestrutura e as relações comerciais da BVNK, a Coinbase poderá expandir o uso das stablecoins para além da exchange, entrando nos verdadeiros cenários de pagamentos — aí é que começa o grande negócio.
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Coinbase aposta 2 mil milhões de dólares em stablecoins: desta vez é mesmo a sério
Acabou de surgir a notícia de que a Coinbase está em negociações para uma grande aquisição — pretende comprar a fintech londrina BVNK por 2 mil milhões de dólares. O negócio ainda está na fase de due diligence e espera-se que seja fechado no final do ano ou início do próximo.
Porque é que a Coinbase valoriza tanto a BVNK? Em suma, é porque o mercado das stablecoins é demasiado apetecível. No terceiro trimestre deste ano, as transações com stablecoins representaram quase 20% das receitas da Coinbase. Por outras palavras, já se tornou um dos principais motores de crescimento.
Quão lucrativo é o negócio das stablecoins?
A Coinbase gera receitas principalmente por duas vias: uma, a partilha de receitas com a Circle (emissora da USDC); e outra, através da integração de pagamentos no ecossistema Shopify. Recentemente, também começou a colaborar com o Citi para desenvolver pagamentos empresariais com stablecoins — o que é claramente uma porta aberta à banca tradicional.
A BVNK foi fundada em 2021, já angariou 90 milhões de dólares e é atualmente um dos principais fornecedores de infraestruturas de pagamentos. A sua principal vantagem competitiva é ajudar comerciantes a processar pagamentos em cripto e stablecoins, suportando tanto fiat como cripto em paralelo.
Se a aquisição for bem-sucedida, a Coinbase poderá integrar diretamente a rede de comerciantes e o sistema de compliance da BVNK, o que equivale a ligar todo o circuito desde a exchange até aos cenários de pagamentos.
O contexto está a impulsionar a Coinbase
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou recentemente que a legislação sobre cripto nos EUA pode ser aprovada ainda este ano, com “90% de consenso” entre os congressistas. A nova lei abrangerá os três principais domínios: trading, custódia e operação de stablecoins.
Além disso, os EUA já lançaram este ano os primeiros quadros regulatórios para stablecoins, o que aumentou drasticamente o interesse institucional. As principais exchanges e instituições financeiras estão a acelerar a sua aposta nos negócios relacionados com stablecoins.
O movimento da Coinbase para adquirir a BVNK nesta altura é claramente uma tentativa de garantir uma posição estratégica nos pagamentos com stablecoins, aproveitando simultaneamente o impulso regulatório e a procura do mercado.
O que o mercado quer
O pagamento com stablecoins já deixou de ser “um conceito” e passou a ser “uma necessidade”. Os dados da Coinbase falam por si: as stablecoins já são o principal motor das receitas. Com a infraestrutura e as relações comerciais da BVNK, a Coinbase poderá expandir o uso das stablecoins para além da exchange, entrando nos verdadeiros cenários de pagamentos — aí é que começa o grande negócio.