
A Fundação Solana divulgou um relatório em 23 de março de 2026, argumentando que a adoção de blockchain por empresas requer controles de privacidade personalizáveis, em vez de um modelo único para todos, posicionando a alta capacidade de processamento do Solana como uma vantagem para técnicas avançadas de privacidade, como provas de conhecimento zero (ZKPs), mantendo a conformidade regulatória.
O relatório, intitulado “Privacidade no Solana: Uma Abordagem de Espectro Completo para a Empresa Moderna”, descreve quatro modos de privacidade distintos — pseudonimato, confidencialidade, anonimato e sistemas totalmente privados — e defende que a próxima fase da adoção de criptomoedas depende de dar às empresas controle sobre quais informações revelam e a quem. A estrutura foi projetada para permitir que instituições combinem ferramentas de privacidade conforme o caso de uso, desde livros de ordens criptografados até cálculos de risco de crédito privados.
O relatório apresenta a privacidade como um espectro com quatro níveis distintos:
Pseudonimato: Identidades ocultadas por endereços de carteira, enquanto os dados das transações permanecem visíveis — o modelo tradicional de blockchain público
Confidencialidade: Participantes podem ser conhecidos, mas informações sensíveis, como saldos e valores de transferências, são criptografadas
Anonimato: Identidades dos participantes são ocultadas, enquanto os dados das transações permanecem visíveis
Sistemas totalmente privados: Tanto as identidades quanto os dados das transações são protegidos usando provas de conhecimento zero e computação multiparte
A fundação destacou que nenhum modelo de privacidade único serve para todos os casos de uso empresariais, afirmando: “Para as empresas, privacidade é um espectro, não um interruptor.”
Em vez de exigir que as empresas escolham uma única abordagem de privacidade, a estrutura do Solana permite que organizações combinem ferramentas conforme suas necessidades específicas. O relatório deu exemplos como:
O relatório argumenta que a alta capacidade de processamento e baixa latência do Solana tornam técnicas avançadas de privacidade viáveis em grande escala, permitindo que esses métodos operem em velocidades próximas às da web. Essa capacidade técnica abre portas para casos de uso que seriam impraticáveis em redes mais lentas, incluindo livros de ordens criptografados e cálculos de risco de crédito privados.
A estrutura utiliza provas de conhecimento zero (ZKPs) e computação multiparte (MPC) como tecnologias centrais para sistemas totalmente privados, possibilitando a verificação de informações sem revelar os dados subjacentes. Essas técnicas permitem que participantes provem a validade de transações, conformidade ou solvência sem expor detalhes sensíveis.
O relatório enfatiza que privacidade e regulação podem coexistir por meio de recursos de conformidade integrados. Um mecanismo destacado são as “chaves de auditoria”, que permitem que partes designadas decryptem transações quando necessário para revisão regulatória ou investigações. Outros sistemas permitiriam que carteiras demonstrassem seu status de conformidade sem revelar identidade — uma capacidade particularmente relevante para regras de combate à lavagem de dinheiro (AML) e requisitos de vigilância financeira.
A fundação enquadra a privacidade não como um recurso opcional, mas como uma exigência de mercado: “Os clientes esperam e as aplicações precisam. No Solana, você escolhe seu nível de privacidade, desde saldos criptografados até anonimato de conhecimento zero e computação confidencial multiparte. Cada nível corresponde a um caminho de conformidade, e cada um é compatível com o ecossistema mais amplo.”
O relatório reconhece que a transparência tradicional do blockchain público, embora fundamental, é insuficiente para muitos casos de uso empresariais reais. Instituições financeiras podem precisar provar que transações ocorreram sem expor contrapartes, enquanto empresas que processam folhas de pagamento devem evitar divulgar salários de funcionários.
A estrutura posiciona a privacidade personalizável como uma resposta ao aumento da fiscalização regulatória, especialmente em relação às regras de combate à lavagem de dinheiro e vigilância financeira. Ao permitir mecanismos de conformidade como chaves de auditoria, enquanto preserva a privacidade para transações rotineiras, o Solana busca resolver preocupações que historicamente limitaram a participação institucional em blockchains públicos.
A estrutura do Solana oferece quatro modos de privacidade ao longo de um espectro: pseudonimato (identidades ocultas, transações visíveis), confidencialidade (participantes conhecidos, dados criptografados), anonimato (identidades ocultas, transações visíveis) e sistemas totalmente privados (identidades e dados protegidos). As empresas podem combinar ferramentas conforme seus casos de uso específicos.
A estrutura incorpora mecanismos como “chaves de auditoria” que permitem que partes designadas decryptam transações quando necessário para revisão regulatória. Isso possibilita conformidade com regras de combate à lavagem de dinheiro e vigilância financeira, mantendo a privacidade para operações rotineiras.
Blockchains públicas tradicionalmente enfatizam transparência, onde todas as transações são visíveis e rastreáveis. No entanto, as empresas têm necessidades legítimas de privacidade: instituições financeiras podem precisar provar transações sem expor contrapartes, e empresas que processam folhas de pagamento devem evitar divulgar salários de funcionários. A estrutura do Solana visa preencher essas lacunas, mantendo a conformidade regulatória.