Acabei de ver uma notícia interessante sobre a situação energética no Oriente Médio. Arábia Saudita está pressionando os EUA para que encerrem o bloqueio do Estreito de Hormuz, pois temem que o Irã possa retaliar fechando o Estreito de Mândia, uma rota importante no Mar Vermelho.



O que é notável é que a Arábia Saudita já transferiu a maior parte de suas exportações de petróleo para o porto de Yanbu, na costa do Mar Vermelho. Atualmente, há cerca de 7 milhões de barris por dia, mas se o Estreito de Mândia for fechado, essas fontes de abastecimento estarão ameaçadas. Segundo o Escritório de Informação de Energia dos EUA (EIA, que monitora os dados globais de energia, antes da guerra de Gaza, cerca de 9,3 milhões de barris de petróleo por dia passavam por esse estreito, mas esse volume caiu pela metade após o envolvimento do grupo Huthi.

O que realmente preocupa é que o Irã revelou que vê o Estreito de Mândia como o Hormuz e alertou que o fluxo de energia global pode ser interrompido por um único sinal. O grupo Huthi, que controla a costa próxima ao estreito, já é uma ferramenta pronta de Teerã. Especialistas em Iémen afirmam que, se o Irã realmente desejar bloquear, os Huthis seriam aliados adequados, e eles já demonstraram essa capacidade.

Autoridades árabes alertaram que, se o Irã aumentar a pressão, os Huthis podem assumir um papel mais agressivo, até mesmo cobrando taxas de navios que passam por ali. Essa situação mostra que o conflito geopolítico está realmente impactando o mercado global de energia.
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