Missão da ONU diz que aparelho repressivo da Venezuela persiste após saída de Maduro

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12 de março (Reuters) - Uma missão de investigação das Nações Unidas afirmou na quinta-feira que o “estado repressivo” da Venezuela permanece totalmente operacional após a remoção do ex-presidente Nicolás Maduro pelas forças dos EUA no início de janeiro.

A missão informou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, num relatório, que “as estruturas institucionais que facilitam violações dos direitos humanos não foram desmanteladas”, acrescentando que ocorreram 87 detenções politicamente motivadas desde a destituição de Maduro.

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O governo da Venezuela há muito nega acusações de abusos dos direitos humanos e a existência de presos políticos, afirmando que aqueles presos cometeram crimes comuns.

O ministério venezuelano das comunicações, responsável por todas as questões de imprensa do governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O relatório afirmou que altos funcionários do governo e militares anteriormente responsabilizados por crimes contra a humanidade continuam a deter poder significativo.

Washington há muito critica o histórico democrático da Venezuela, acusando o seu governo socialista de fraude eleitoral e repressão política.

Os EUA anunciaram que iriam “assumir o controlo” da Venezuela, mas não pressionaram por novas eleições, promovendo boas relações com a vice-presidente Maduro, Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina e apoiou mudanças importantes nas regulações de petróleo e mineração, com o objetivo de estimular o investimento.

O governo de Rodríguez também aprovou uma lei de anistia como parte de um acordo para libertar milhares de prisioneiros. Sua administração afirmou, no final de fevereiro, que quase 2.200 pessoas foram libertadas sob essa lei, mas ONGs locais criticaram a falta de transparência e estimaram que o número de libertados é muito menor.

Alfredo Romero, diretor da ONG de direitos legais Foro Penal, afirmou numa conferência de imprensa na quinta-feira que “ainda existe um sistema repressivo, um sistema de justiça usado para perseguir.”

A missão da ONU pediu a libertação imediata de todos os detidos políticos restantes e acesso irrestrito ao país para continuar as investigações. Não forneceu uma estimativa do número de pessoas ainda presas.

“Venezuela não pode ser considerada verdadeiramente no caminho da reforma dos direitos humanos enquanto esse aparato repressivo não for desmantelado”, afirmou a advogada Maria Eloisa Quintero, representante da missão.

Reportagem de Emma Farge e Natalia Siniawski; Edição de Rosalba O’Brien

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