Dilema na alocação de ativos de reserva do banco central: por que o ouro tradicional ainda suprime o Bitcoin

Apesar do setor promover ativamente a narrativa do Bitcoin como “ouro digital”, as considerações dos bancos centrais sobre a alocação de ativos de reserva são muito mais conservadoras do que o mercado imagina. De acordo com relatórios de análise recentes, sob o atual ciclo de proteção contra riscos, o desempenho do ouro como ferramenta de hedge tradicional supera claramente os ativos criptográficos.

Quais são as vantagens da alocação de reservas em ouro

No último ano, o ouro teve um desempenho quase 80% superior ao do Bitcoin, refletindo uma diferença fundamental nas características de risco de ambos os ativos. Quando as taxas de juros caem e a inflação diminui gradualmente, os bancos centrais tendem a alocar ativos de hedge tradicionais com menor volatilidade e alta liquidez. O mercado atualmente espera que o Federal Reserve mude para uma política monetária mais frouxa até 2026, o que reforça ainda mais o apelo do ouro como ferramenta de proteção contra a inflação.

Do ponto de vista da estrutura de reservas dos bancos centrais globais, o ouro continua sendo a escolha principal. Ao selecionar ativos de reserva, os bancos centrais consideram principalmente a neutralidade política, a aceitação do mercado e a credibilidade histórica. A acumulação de consenso em torno do ouro ao longo das últimas décadas torna difícil substituí-lo rapidamente na alocação de ativos oficiais.

Obstáculos reais para o Bitcoin se tornar reserva oficial

Como ativo emergente, o Bitcoin enfrenta vários desafios práticos:

Primeiro, sua alta volatilidade. Os ativos de reserva dos bancos centrais buscam proteção de capital e estabilidade, não maximização de retorno. A volatilidade de curto prazo do Bitcoin pode atingir 20-30%, o que representa um risco para a gestão do balanço patrimonial dos bancos centrais.

Em segundo lugar, a sensibilidade política é difícil de evitar. As diferentes posições regulatórias dos países em relação aos ativos criptográficos geram divergências significativas, dificultando que o Bitcoin seja visto como um ativo de reserva neutro em nível internacional.

Além disso, a profundidade do mercado e a liquidez ainda precisam ser aprimoradas. Grandes compras por bancos centrais enfrentariam problemas de capacidade de absorção do mercado, o que contrasta com a maturidade do mercado de ouro.

A mudança de política trará alguma transformação?

O futuro dependerá das direções da política dos EUA. Se um novo governo ajustar sua postura em relação às reservas de ouro e testar gradualmente a alocação de ativos criptográficos, isso pode melhorar progressivamente a posição do Bitcoin nas reservas oficiais. No entanto, essa mudança não acontecerá da noite para o dia, e a posição central do ouro nas reservas continuará difícil de ser contestada a médio prazo.

Em resumo, as reservas tradicionais em ouro ainda oferecem vantagens incomparáveis em termos de gestão de risco e reconhecimento de mercado. Para que o Bitcoin se torne uma alocação oficial de reserva, será necessário superar obstáculos relacionados à volatilidade, aceitação política e profundidade de mercado.

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