Dune acaba de divulgar um conjunto de dados bastante interessante sobre stablecoins, e os números revelam muito mais do que aquele clássico "300 bilhões em circulação" que vemos por aí.



O mercado cresceu 49% no último ano e atingiu 304 bilhões de dólares até abril. USDT e USDC continuam dominando com 89% do mercado, mas a história abaixo desses dois gigantes é completamente diferente. USDS explodiu 376%, PYUSD subiu 753%, e RLUSD? Saiu de 58 milhões para 1,1 bilhão — um aumento de quase 1.800%. Alguns desafiadores estão realmente ganhando espaço.

Mas aqui está o detalhe que poucos percebem: a oferta total é só uma parte da história. O que realmente importa é quem está segurando essas moedas. Os dados mostram que exchanges centralizadas acumulam 80 bilhões em stablecoins, enquanto grandes detentores têm 39 bilhões. Protocolos de rendimento? Quase dobraram, chegando a 9,3 bilhões. Isso reflete como as estratégias on-chain evoluíram.

A concentração varia drasticamente. USDT e USDC têm distribuição ampla — os top 10 wallets controlam apenas 23-26% de cada. Mas pegue USDS: 90% concentrado em 10 carteiras. USD0 é ainda mais extremo, com 99% em poucos endereços. Não é necessariamente um problema, mas significa que você precisa interpretar esses dados de forma completamente diferente.

Agora, o volume é onde fica realmente impressionante. Em janeiro, 10,3 trilhões de dólares em stablecoins foram transferidos — mais que o dobro do ano anterior. Base liderou com 5,9 trilhões apesar de ter apenas 4,4 bilhões em oferta. Ethereum teve 2,4 trilhões. Tron alcançou 682 bilhões. Isso mostra que a oferta em uma cadeia não determina o volume de atividade.

USDC domina em velocidade de transferência — 8,3 trilhões de volume contra 1,7 trilhão do USDT, mesmo tendo 2,7 vezes menos oferta. Na Base, o USDC circula 14 vezes por dia. Em Solana, a rotação é mais estável, em torno de 1 vez. USDT se move mais rápido em BNB e Tron, onde é o principal canal de pagamento transfronteiriço.

O que essas moedas realmente fazem? Os dados se dividem em categorias bem específicas: 5,9 trilhões em operações de liquidez em DEX, 1,3 trilhão em empréstimos relâmpago, 599 bilhões em fluxos CEX-chain, e 1,06 trilhão em operações de emissão. 90% do volume passou por categorias identificadas — não é só movimento aleatório.

O interessante é que o dataset também rastreia mais de 200 stablecoins em mais de 20 moedas fiduciárias. Temos euros (17 tokens, 990 milhões em oferta), real brasileiro (141 milhões), iene, e até stablecoins em naira nigeriano, xelim queniano e rand sul-africano. O volume total dessas moedas locais é de apenas 1,2 bilhão, mas já existem 59 tokens em seis continentes. A infraestrutura para stablecoins em moedas locais está sendo construída, e isso abre oportunidades reais para conversão, como naira para USDT em mercados emergentes.

O que torna esse dataset único é a granularidade. Cada transferência é classificada em uma de nove categorias de atividade, cada saldo é segmentado por tipo de detentor. Isso transforma logs de blockchain ruidosos em dados estruturados — revelando mudanças de mecanismo, fluxos entre cadeias, riscos de concentração e padrões reais de participação.

Essa é exatamente a profundidade que instituições, pesquisadores e plataformas como Gate precisam para entender onde o capital realmente está se movendo no universo das stablecoins.
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