Ó, pessoal, tô vendo um movimento bem interessante acontecendo agora em fevereiro nos fundos de VC crypto.


Enquanto muita gente fala que o mercado tá ruim, os investidores sérios tão movimentando US$ 883 milhões em startups.
Claro que é 13% menos que no mesmo período do ano passado quando tava tudo em alta, mas olha só que detalhe importante: mudou completamente o jogo.

Antes era fácil demais. Você tinha uma narrativa bonitinha, um PowerPoint bacana, e pronto — levantava grana.
Andrei Grachev, cara importante na DWF Labs, foi bem direto comigo sobre isso: agora os investidores querem ver receita real, usuários de verdade, e principalmente querem acreditar que o projeto aguenta uma avalanche criptomoeda dessas.
Não é mais aquela história de lançar token e torcer para dar certo.

O que tá pegando mesmo em 2026? Três coisas bem claras.
Primeira: stablecoins e infraestrutura de pagamento.
Segundo: AI Agents.
Terceiro: ferramentas institucionais, compliance, gestão de fundos.
Tipo, não é sexy, mas é o caminho obrigatório que US$ 500 bilhões em capital institucional precisa passar antes de mexer em qualquer token.

E aí vem o Andre Cronje — sim, aquele arquiteto sênior de DeFi — com o Flying Tulip arrecadando US$ 206 milhões só em vendas de tokens.
Ele tá construindo uma stack de tecnologia financeira que integra spot trading, empréstimos e derivativos perpétuos, tudo amarrado numa stablecoin nativa chamada ftUSD.
A estrutura ftPUT é criativa: basicamente garante um piso de valor pro token.
O capital tá em lugares conservadores tipo Aave e Lido pra gerar retorno sustentável.
Isso mostra que o mercado tá preferindo DeFi com proteção estrutural contra avalanche criptomoeda mesmo.

Depois tem a Whop recebendo US$ 200 milhões da Tether.
É uma plataforma de marketplace pra criadores venderem software, cursos, comunidades.
Tether tá integrando o kit de carteiras deles pra facilitar liquidação de USDT e USAT, a nova stablecoin.
O foco é tirar a dependência de canais bancários tradicionais, especialmente em mercados emergentes.
Expansão na Europa e Ásia, ferramentas de IA pro comércio.

E tem mais: Anchorage Digital — primeiro banco de ativos digitais dos EUA com licença federal — recebeu US$ 100 milhões de Tether em ações, chegando a avaliação de US$ 4,2 bilhões.
Anchorage agora emite o USAT regulado.
Eles fornecem infraestrutura de custódia, staking, governança e liquidação de nível institucional.
Basicamente a ponte entre mercado financeiro tradicional e blockchain nativo.

O que isso tudo tá dizendo? A era de apenas narrativa acabou mesmo.
Os VCs querem produtos que geram receita, que sobrevivem a uma avalanche criptomoeda, que têm caminho claro pra escala.
Stablecoins não são mais só especulação — viraram infraestrutura.
E isso tá atraindo dinheiro institucional de verdade.
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