Acabei de perceber que os EUA estão reforçando massivamente sua estratégia em torno do Estreito de Hormuz. Não é por acaso – há uma conta clara por trás disso: se conseguirem garantir o livre trânsito de navios lá, a ameaça iraniana pode ser significativamente reduzida. Isso tem consequências reais para a configuração de poder global.



O interessante nisso: os EUA tentam assim preservar sua liderança e estabilizar a confiança dos mercados. Quando se observa a importância dessa região – ou seja, o quão central ela é para o comércio global – fica claro por que isso é tão importante. Cerca de um terço do transporte mundial de petróleo passa por esse estreito.

Historicamente, isso lembra o Reino Unido após a crise de Suez. Naquela época, os britânicos perderam sua dominação global porque não conseguiam mais controlar pontos críticos assim. Os EUA parecem querer evitar exatamente isso. Se conseguirem, sua hegemonia econômica e política permanece intacta. Se não, isso pode deslocar significativamente a influência internacional.

Portanto, não se trata apenas de navios e petróleo – trata-se de quem molda a ordem global. Bastante decisivo para os próximos anos, se você me perguntar.
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