Acabei de analisar de onde realmente vem o ferro do mundo, e o panorama de oferta é muito mais concentrado do que a maioria das pessoas percebe.



A volatilidade nos preços do minério de ferro nos últimos anos revela bastante sobre o estresse econômico global. Chegamos a mais de US$$220 por tonelada em maio de 2021, depois despencamos para US$84,50 em novembro. A demanda da China caiu enquanto a oferta aumentou, e os preços despencaram. Então, em 2023, houve uma recuperação para a faixa de US$120-130 graças a restrições de oferta na Austrália e Brasil, além de tensões geopolíticas contínuas. Mas 2024 foi difícil — começou em US$144 por tonelada e caiu até US$91,28 em setembro, enquanto as taxas de juros permaneciam elevadas e o setor imobiliário da China enfrentava dificuldades.

Quando você olha para os países produtores de ferro que impulsionam a oferta global, a Austrália domina absolutamente, com 960 milhões de toneladas métricas de minério utilizável em 2023. A região de Pilbara é basicamente o coração da produção mundial de ferro. BHP, Rio Tinto e Fortescue são os principais players lá. O Brasil vem em segundo lugar com 440 milhões de toneladas métricas, principalmente dos estados do Pará e Minas Gerais. A mina Carajás da Vale é a maior operação única do mundo.

A China é interessante porque, apesar de ser a terceira maior produtora com 280 milhões de toneladas métricas, ela consome mais de 70 por cento do minério de ferro marítimo global. A oferta doméstica deles não consegue atender à demanda por produção de aço inoxidável. A Índia está subindo rapidamente no ranking — atingiram 270 milhões de toneladas métricas em 2023, contra 251 no ano anterior. A NMDC é a principal produtora deles e eles visam 60 milhões de toneladas por ano até 2027.

Rússia, Irã, Canadá, África do Sul, Cazaquistão e Suécia completam o top dez dos países produtores de ferro. A Rússia foi bastante afetada por sanções — as exportações caíram de 96 milhões de toneladas métricas para 84,2 milhões em 2022. O Irã tem aumentado a produção apesar das tarifas de exportação, enquanto a Champion Iron do Canadá está expandindo a capacidade em Bloom Lake. A produção da África do Sul na verdade diminuiu devido a problemas de transporte e logística.

A dinâmica de oferta importa porque impacta diretamente para onde os preços vão. Anúncios recentes de estímulo na China e cortes nas taxas do Fed podem sustentar os preços, mas o desafio estrutural permanece — os países produtores globais de minério de ferro precisam equilibrar a oferta com sinais de demanda enfraquecida. Vale a pena acompanhar como isso se desenrola nas próximas duas fases.
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