Tem uma história bem interessante por trás da Monica Rizzolli que acho que vale a pena compartilhar. Essa artista brasileira que agora está baseada entre Portugal e São Paulo é tipo um case de como você pode combinar criatividade pura com tecnologia de forma genuína, sabe?



Quando começou, Monica Rizzolli simplesmente queria fazer arte. Nada de planos mirabolantes de ficar famosa no universo cripto. Ela só observava o trabalho do avô, que era impressor, e absorvia aquela ética de trabalho e dedicação. Depois estudou belas artes, programação, e ficava sempre de olho na natureza ao redor. Três perspectivas diferentes que ela conseguiu costurar num estilo único.

O que chama atenção é que o interesse de Monica Rizzolli pela arte generativa vem de muito antes dos NFTs explodirem. Ela via paralelos entre o processo de gravura do avó e o que seria possível fazer com código. Em 2015, já estava apresentando sua primeira exposição de arte generativa no MAK Center for Art and Architecture, depois de estudar na Kunstakademie Kassel. Mas aí em 2021, quando ela descobriu Art Blocks, foi tipo encontrar o formato que esperava a vida toda.

A série 'Infinite Field Fragments' dela vendeu 1.024 obras por 5,38 milhões de dólares em menos de uma hora. Ela mesma disse que foi emocionante porque finalmente conseguia vender código real na cadeia, não só arquivos extraídos. Aquilo mudou tudo pra ela.

Agora, o que eu acho mais legal é como Monica Rizzolli estrutura o trabalho criativo. Ela coleta conjuntos de dados, usa algoritmos complexos e modelos de aprendizado de máquina pra gerar padrões e cores únicos. Mas tudo isso sempre tem um fio condutor: a natureza. Você vê ondas, flores, estruturas matemáticas das plantas em tudo que ela faz. Os tons de verde se misturam com laranjas e azuis vibrantes de um jeito que te conecta com o mundo que ela tá tentando capturar.

O que diferencia Monica Rizzolli de muitos criadores é que ela nunca perdeu de vista a comunidade. Desde meados dos anos 2010, ela cofundou a 'Noite de Processing' no Brasil, um evento mensal de programação criativa, e coorganizou o Dia da Comunidade Brasileira de Processing. Ela quer que outras pessoas aprendam a usar ferramentas generativas, que entendam como processos algorítmicos podem virar arte inovadora. Depois que as coisas decolaram com os NFTs, ela seguiu nessa linha, querendo retribuir à comunidade brasileira.

A vida pessoal e o trabalho de Monica Rizzolli são tipo espelho um do outro. Tudo volta pra sementes, colheitas, aquela relação entre todos os elementos. Seja o caos visual da chuva ou o véu da neve, tudo vira inspiração que eventualmente se concretiza em código e arte. É raro ver alguém manter essa coerência entre o que acredita e o que cria.
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