Quando Carl Moon vê o fim do touro: Sobre o que fala no YouTube?

Influencer e empreendedor Carl Runefelt, conhecido como “The Moon”, admite que o mercado de criptomoedas entrou numa fase de baixa. A sua avaliação baseia-se num indicador que, na opinião de muitos especialistas, não mente – o número de visualizações nos vídeos sobre cripto. A análise de Carl Moon mostra uma imagem clara: quando o Bitcoin se move perto dos 69.700 dólares, o interesse do público diminui drasticamente.

“Num mercado de alta, como em 2021, o número de visualizações no meu canal atingia o céu,” explica o sueco de 31 anos, sentado num apartamento em Dubai. Na altura, os seus vídeos tinham entre 100 a 200 mil visualizações. Hoje, com o sentimento do mercado a piorar, Carl Moon consegue apenas entre 15 a 20 mil visualizações.

De recorde à queda: Como o YouTube prevê a temporada de altcoins

Carl Runefelt explica que aumentos súbitos no número de visualizações indicam a entrada de investidores de varejo e o início da chamada temporada de altcoins – período em que moedas alternativas dominam o mercado. Este fenómeno é observado por profissionais do setor, juntamente com outras métricas como os dados do Google Trends para a frase “criptomoedas” ou o sentimento geral.

“Não há hype no mercado. Tudo realmente desacelera, e na maioria das vezes isso acontece porque as altcoins estão numa tendência de baixa,” comenta The Moon. Segundo as suas observações, a falta de envolvimento dos espectadores é um efeito direto: menos raiva, menos especulação, menos oportunidades para criadores de conteúdo.

Como Carl Moon ganha milhões: Além do YouTube

A história de Carl Runefelt é uma narrativa de transformação. Há sete anos, em novembro de 2018, ele deixou de trabalhar numa loja de alimentos na Suíça. Já nessa altura, gravava vídeos – o primeiro sobre criptomoedas apareceu em dezembro de 2017. Hoje, publicou mais de 1500 vídeos, acumulando 82 milhões de visualizações.

No entanto, os números no YouTube são apenas o começo. Carl Moon ganha dinheiro através de várias fontes:

Links de afiliados – quando alguém se regista através do seu link para uma bolsa, Runefelt recebe uma percentagem de cada transação, às vezes vitalícia. Contratos com marcas – grandes empresas de cripto pagam por menções patrocinadas. Direitos de autor no YouTube – receitas diretas da plataforma.

“Talvez um ano e meio, diria, para ganhar o primeiro milhão,” recorda The Moon. “Depois, quando veio o mercado de alta, tudo disparou exponencialmente.”

The Moon Group e o ecossistema de negócios de Carl

Hoje, o ecossistema de negócios de Carl Moon é muito mais do que o YouTube. The Moon Group é a sua principal empresa. Moon Ventures é uma divisão que investe em projetos de criptografia. Runefelt também gere uma agência de formação de criadores, onde ensina figuras como Crypto Kid – um influencer de 18 anos que co-apresenta com ele o programa diário The Moon Show, com 657 mil subscritores. Além disso, gere o CryptoJobs.com – um portal de empregos para o setor cripto, onde atua como conselheiro e investidor.

Na plataforma X (antiga Twitter), Carl Moon tem 1,5 milhões de seguidores – um número que demonstra a sua influência além do YouTube.

Ainda há tempo? Carl Moon tem uma mensagem para aspirantes

A questão que todos se fazem: é tarde demais para entrar neste mundo e lucrar com cripto? The Moon responde categoricamente: não.

“No setor de cripto há muitos subsectores pouco explorados,” afirma Runefelt. “Ainda há muitas oportunidades.” O seu conselho é simples: se realmente te dedicares às criptomoedas, e os teus vídeos atingirem cerca de 5 mil visualizações por dia, o primeiro milhão pode chegar de forma surpreendente rápida.

Carl Moon destaca, no entanto, um ponto importante: o momento ideal é exatamente agora, durante a baixa. “Planta sementes durante toda a fase de baixa para colher na alta,” explica. “Quando há a temporada de altcoins e as visualizações aumentam dez vezes, aí é que se ganha um Bugatti, não é?”

Quando Carl Moon encontra negócios por acaso

Ser uma pessoa pública tem consequências. Carl Runefelt é reconhecido duas ou três vezes por dia. A maioria das pessoas só quer uma selfie, mas há quem lhe faça propostas de negócio.

“Raramente, mas acontece, alguém começa a propor algo. Querem apresentar um projeto,” diz The Moon. A maioria dessas propostas é rejeitada, embora haja uma exceção – Crypto Kid, que se aproximou dele na rua com o desejo de aprender e criar conteúdo. Hoje, Crypto Kid gere o seu canal.

No entanto, Runefelt alerta: essa é uma exceção única. Se o encontra na rua, as hipóteses de parceria são mínimas.

2030: O momento de deixar o cripto

Carl Moon tem uma visão clara do futuro. “O meu objetivo para 2030 é retirar-me completamente do cripto e dedicar-me totalmente à música e às corridas de Ferrari na pista,” diz Runefelt.

A música é para ele uma paixão muito mais profunda do que as criptomoedas. “É algo que sai mais do fundo da alma. Adoro criar música, escrever canções e cantar,” explica. O criador de conteúdo admite que cada vídeo exige tempo. Não é um vídeo rápido – é um trabalho completo, de segunda a sexta, com escritório dedicado e equipa.

Previsão de Carl Moon para 2026-2030: Quando o Bitcoin mudará de direção

Quanto ao mercado de cripto nos próximos anos, Carl Moon é cauteloso. “Estou basicamente 50 a 50, ou vamos subir, ou não, estou muito confuso sobre 2026,” admite abertamente.

No entanto, a sua visão a longo prazo é clara. “Antes de 2030, estou bastante certo de que veremos o Bitcoin entre meio milhão e um milhão de dólares,” prevê The Moon. Independentemente de como estará o preço em 2026, Carl Moon tem um plano claro: “Devo comprar Bitcoin independentemente do que acontecer, e simplesmente acumular, para celebrar em 2030.”

É uma estratégia de paciência – plantar sementes na baixa para colher na alta. Carl Moon sabe que o sucesso exige perseverança.

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