Aumento da pressão anti-monopólio: a Apple é forçada a reestruturar o ecossistema de aplicações no Japão

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Geração do resumo em andamento

Diante da entrada em vigor da nova 《Lei de Concorrência de Software Móvel》(MSCA) no Japão, a Apple anunciou, sem alternativa, a abertura do ecossistema de aplicações no mercado japonês. Isso significa que os desenvolvedores agora podem criar lojas de aplicações alternativas na plataforma iOS e gerenciar pagamentos internos, contornando os canais oficiais da Apple. Essa concessão não é resultado de uma vontade subjetiva da empresa, mas uma consequência inevitável da onda regulatória global.

A onda de repressão contra o monopólio continua pressionando

A Apple enfrenta pressões semelhantes nos três maiores mercados globais. A 《Lei do Mercado Digital》(DMA) na Europa já obrigou a empresa a permitir lojas de aplicações alternativas. No mercado dos EUA, o litígio entre Epic Games e Apple, embora não tenha declarado explicitamente um monopólio, resultou numa decisão judicial que exige que a Apple permita que os desenvolvedores usem soluções de pagamento de terceiros (essa decisão ainda está em recurso, detalhes específicos pendentes). A implementação da lei MSCA no Japão, por sua vez, tornou-se a última gota d’água.

Como a Apple responde: equilíbrio entre segurança e interesses

A Apple afirmou que essas medidas de abertura podem aumentar os riscos de malware, fraude e privacidade, por isso anunciou o lançamento de um mecanismo de certificação de lojas de aplicações em colaboração com as autoridades reguladoras japonesas (“Notarização”), alegando que isso pode proteger as crianças de conteúdos inadequados e atividades fraudulentas.

Esse detalhe merece reflexão: a Apple poderia ter criado uma estrutura de segurança semelhante desde o início para equilibrar abertura e proteção, mas nunca o fez antes da chegada da pressão regulatória. Assim como na União Europeia, a Apple também elaborou uma estrutura de comissão complexa para o mercado japonês, tentando cumprir formalmente as exigências legais ao mesmo tempo em que mantém os níveis de receita provenientes das lojas de aplicações.

Vozes da indústria: questionamentos de plataformas de terceiros

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, foi direto ao ponto. Ele afirmou que, embora a Apple seja forçada a abrir sua loja de aplicações para concorrentes, ela criou novas barreiras. O Fortnite ainda não retornará à versão japonesa do iOS em 2025, pois a Apple cobra uma comissão de 21% sobre as transações internas de aplicações de terceiros.

Sweeney comentou nas redes sociais, criticando a ação da Apple por violar o verdadeiro espírito de abertura, chamando de “desrespeito grosseiro” ao governo e aos usuários do Japão. Ele fez uma comparação: se a Microsoft exigisse que todos os jogos da Steam e da Epic Store usassem sua API para monitoramento comercial e reportassem todas as transações à Microsoft, qual seria a reação da comunidade de jogos e das autoridades reguladoras? “O que a Apple está fazendo hoje no Japão é exatamente isso”, acrescentou.

Prazos políticos e perspectivas futuras

A Apple exige que os desenvolvedores concordem com o mais recente 《Acordo de Licença do Programa de Desenvolvedores da Apple》 até 17 de março de 2026, incluindo as novas opções para o mercado japonês. Esse prazo indica que a disputa entre conformidade regulatória e ajustes comerciais ainda está em andamento.

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