Se já trabalhou no mercado de ações, forex ou commodities, certamente já ouviu expressões como “dólar forte” ou “dólar fraco”. Mas poucos realmente compreendem as forças que estão por trás disso. O indicador misterioso que decide a valorização ou desvalorização do dólar, influenciando os preços globais dos ativos, é o DXY, índice do dólar.
Muitos investidores acompanham diariamente as tendências de ações, ouro e petróleo, sem perceber que já estão sendo conduzidos pelas oscilações do DXY. Este índice funciona como um “termômetro” financeiro: cada movimento seu gera ondas nos ativos ao redor do mundo.
O que é o DXY? A verdadeira identidade do índice do dólar
DXY (Dollar Index, índice do dólar, USDX) é, na essência, um indicador que mede o valor relativo do dólar — ele compara o dólar com seis principais moedas globais, ponderando-as para refletir a força real do dólar.
Simplificando: se as outras moedas do cesto desvalorizarem, o dólar se valoriza em relação a elas; e vice-versa.
Mas por que usar um método tão complexo, ao invés de simplesmente observar a taxa de câmbio do dólar com uma única moeda?
A razão é simples: uma única taxa pode ser distorcida. Por exemplo, o dólar pode estar forte frente ao iene, mas fraco frente ao euro, e olhar só uma delas não mostra o panorama completo. O DXY funciona como um espelho, refletindo a posição global do dólar na economia mundial.
O que há no “cesto” do DXY?
O índice DXY é composto por 6 moedas ponderadas assim:
Moeda
Peso
Euro (EUR)
57,6%
Iene (JPY)
13,6%
Libra Esterlina (GBP)
11,9%
Dólar Canadense (CAD)
9,1%
Coroa Sueca (SEK)
4,2%
Franco Suíço (CHF)
3,6%
Note que o euro tem o maior peso (57,6%), o que significa que a volatilidade do euro impacta mais o DXY. Quando o Banco Central Europeu muda sua política ou o euro oscila bastante, o DXY também reage fortemente.
Como o DXY é calculado? A lógica por trás da matemática
Se quer saber exatamente como o valor do DXY é obtido, aqui está a fórmula:
Um detalhe importante: as moedas euro e libra têm expoentes negativos. Isso indica que, quando essas moedas se valorizam, o índice do dólar tende a cair. E quando elas desvalorizam, o DXY sobe — refletindo a relação inversa.
Por que o DXY sobe? Por que cai? Análise dos fatores de influência
Os movimentos do DXY são impulsionados por alguns fatores principais:
1. Política de juros do Federal Reserve — impacto mais direto
Quando o Fed aumenta as taxas de juros, os ativos denominados em dólar oferecem maior retorno, atraindo investidores globais a comprarem dólares, fazendo o DXY subir. E o contrário também vale.
Em 2022, o Fed acelerou o aumento de juros, levando o DXY a atingir 114,6, sua maior cotação em dois anos. Mas, ao se aproximar do fim do ciclo de alta, as expectativas de pico nas taxas fizeram o DXY recuar.
2. Política monetária do Fed — impacto implícito
Medidas como afrouxamento quantitativo (QE) aumentam a oferta de dólares no mercado, reduzindo seu valor, fazendo o DXY cair.
Na crise de 2020, o Fed implementou QE, e o DXY caiu para cerca de 94. Quando começou a reduzir o balanço e apertar a política, o índice voltou a subir.
3. Humor de risco global — demanda por proteção
O dólar tem um papel especial: é uma moeda de refúgio global. Quando há tensões geopolíticas ou dados econômicos ruins, investidores vendem ativos de risco e compram dólares para se proteger, fazendo o DXY subir.
Após o 11 de setembro, na crise de 2008 e na guerra na Ucrânia em 2022, o DXY costuma subir em momentos de pânico.
4. Mudanças na política de outros bancos centrais
Quando o Banco Central Europeu, o Banco do Japão ou outros elevam suas taxas, suas moedas se valorizam, enquanto o dólar se desvaloriza, fazendo o DXY cair.
Relação de “espelho” entre o DXY e os ativos globais
Este é o ponto mais importante — o DXY não influencia só o mercado cambial, suas oscilações se propagam para todos os ativos cotados em dólar.
Relação inversa entre DXY e commodities
As commodities globais (petróleo, ouro, cobre, etc.) são cotadas em dólar. Quando o DXY sobe (dólar forte):
Investidores que usam outras moedas precisam gastar mais para comprar as mesmas commodities
A atratividade das commodities diminui
Preços do petróleo e do ouro caem
Em 2022, com o DXY em alta, o ouro caiu de US$2000 por onça para cerca de US$1650; em 2023, com o DXY recuando, o ouro se recuperou.
Relação inversa entre DXY e ações de mercados emergentes
Quando o dólar se valoriza, há pressão de saída de capital dos mercados emergentes. Investidores vendem ativos desses mercados para comprar dólares ou buscar maiores retornos nos EUA, pressionando as ações emergentes.
Por outro lado, quando o DXY cai e o dólar enfraquece, os ativos desses mercados ficam mais baratos e atraentes, com fluxo de capital entrando, fazendo as ações subirem.
Relação entre DXY e o mercado de ações dos EUA
Geralmente, a alta do dólar indica:
Que o Fed está elevando juros (bom para títulos americanos, mas ruim para ações de tecnologia com altas avaliações)
Perspectivas econômicas globais ruins (ativos de risco sofrem)
Competitividade das exportações dos EUA diminui (impactando lucros corporativos)
Portanto, DXY em alta costuma estar associado à queda do mercado de ações. Mas isso não é uma regra absoluta — às vezes o mercado valoriza outros fatores.
Trajetória histórica do DXY: 50 anos de história
Criado pelo Federal Reserve em 1973, com base 100, o DXY é como um espelho da economia americana e do sistema financeiro global:
Primeiro ato (década de 1970-1980): a recuperação do dólar
Na crise do petróleo e na estagflação dos anos 70, o DXY caiu bastante. Mas, com Paul Volcker assumindo o Fed e elevando as taxas a 20%, o dólar se valorizou rapidamente. Em 5 de março de 1985, atingiu o recorde de 163,83 — até hoje não superado.
Segundo ato (1985-2005): uma década de altos e baixos
Depois, o DXY enfrentou crises como a asiática, a russa, a bolha da internet e o 11 de setembro. Cada crise elevava o índice (refúgio), e na recuperação ele recuava.
Após o lançamento do euro em 2002, os investidores passaram a usar essa moeda como hedge contra o dólar, iniciando uma longa tendência de queda do DXY.
Terceiro ato (2005-presente): os efeitos do QE
A crise de 2008 levou o Fed a lançar várias rodadas de QE, fazendo o DXY cair para um mínimo de 77. Nos anos seguintes, o dólar permaneceu fraco devido às políticas expansionistas.
Mas, em 2015, o Fed começou a subir juros, e o DXY começou a se recuperar. Em 2022, com o ciclo agressivo de alta, atingiu 114,6, seu pico em quase 20 anos.
Em 2023, com expectativas de que o ciclo de alta esteja perto do fim, o índice recuou para cerca de 101,55.
Como o DXY está agora? Opiniões de instituições especializadas
Wells Fargo: Acredita que o dólar pode subir mais em 2023 no primeiro trimestre, mas depois deve recuar, pois o mercado começa a precificar uma recessão. Até o final de 2024, o DXY pode cair cerca de 9,5%.
JP Morgan: Enxerga o DXY em uma fase de consolidação, já tendo precificado o aumento de juros. A recuperação econômica na Ásia e no Japão pode atrair fluxos de capital, mas o movimento será gradual. O índice deve oscilar dentro de uma faixa relativamente estreita.
Análise técnica: No gráfico semanal, o DXY atingiu o topo em 114 e começou a mostrar divergência no RSI. Agora, está em torno de 101. Se romper o suporte de 100, o próximo fica em 96. A perspectiva técnica sugere que o potencial de alta é limitado, aguardando novos catalisadores.
Como lucrar com as oscilações do DXY? Três métodos práticos
Método 1: Manter dólares em espécie
A forma mais tradicional, porém menos eficiente. Troque reais por dólares no banco ou corretora, e depois troque de volta quando o dólar subir.
Vantagens: possuir dólares de fato
Desvantagens: spread pequeno (0,1-0,5%), taxas e tempo altos, só lucrando na alta do dólar
Indicado para quem precisa de dólares (viagens, importações)
Nota: ⭐⭐
Método 2: Investir em fundos de títulos em dólares
Comprar fundos que investem em títulos do governo americano ou outros ativos denominados em dólar, beneficiando-se da valorização do dólar e dos juros.
Vantagens: rendimento de juros, liquidez, baixo valor inicial (a partir de 1000 baht)
Desvantagens: sem alavancagem, ganhos mais estáveis, só lucram na alta do dólar
Perfil: investidores conservadores, buscando renda estável
Nota: ⭐⭐⭐
Método 3: Negociar DXY via CFD — a estratégia mais eficiente
CFD (Contrato por Diferença) permite negociar o índice DXY diretamente, sem precisar converter moedas. É a forma mais flexível:
Usa alavancagem: com 1000 dólares, controla posições de 10 ou 20 vezes esse valor
Operação bidirecional: lucrar na alta ou na baixa do índice
Custos baixos: spread estreito (normalmente abaixo de 1 ponto)
Liquidez alta: negociações 24h, entrada e saída fáceis
Qual o risco do CFD? A alavancagem é uma faca de dois gumes — seus lucros são ampliados, mas também suas perdas. Uma previsão errada com 20x de alavancagem pode zerar sua conta em horas.
Por isso, é indicado para traders experientes, com alta tolerância ao risco. Uso de stops rigorosos e gestão de posição são essenciais.
Vantagens: alta eficiência de alavancagem, possibilidade de lucrar na alta ou na baixa, custos baixos, operação 24h
Desvantagens: risco elevado, exige gerenciamento ativo, não é posse de ativo real
Perfil: traders ativos, sensíveis a análises técnicas, com alta tolerância ao risco
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Conclusão
O índice do dólar (DXY) funciona como uma “respiração” do mercado financeiro — quando sobe, ativos de risco e mercados emergentes sentem pressão; quando cai, ações globais e commodities respiram aliviados.
Entender seu funcionamento dá uma vantagem na leitura do mercado. Seja para alocação de longo prazo ou para operações de curto prazo, o DXY oferece insights valiosos.
O mais importante: não se assuste com as oscilações do DXY, compreenda as razões por trás delas. Cada alta ou baixa reflete decisões do Fed, condições econômicas globais e o sentimento do mercado. Decifrá-lo é entender o pulso financeiro mundial.
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DXY índice do dólar: a força invisível que controla os mercados financeiros globais
Se já trabalhou no mercado de ações, forex ou commodities, certamente já ouviu expressões como “dólar forte” ou “dólar fraco”. Mas poucos realmente compreendem as forças que estão por trás disso. O indicador misterioso que decide a valorização ou desvalorização do dólar, influenciando os preços globais dos ativos, é o DXY, índice do dólar.
Muitos investidores acompanham diariamente as tendências de ações, ouro e petróleo, sem perceber que já estão sendo conduzidos pelas oscilações do DXY. Este índice funciona como um “termômetro” financeiro: cada movimento seu gera ondas nos ativos ao redor do mundo.
O que é o DXY? A verdadeira identidade do índice do dólar
DXY (Dollar Index, índice do dólar, USDX) é, na essência, um indicador que mede o valor relativo do dólar — ele compara o dólar com seis principais moedas globais, ponderando-as para refletir a força real do dólar.
Simplificando: se as outras moedas do cesto desvalorizarem, o dólar se valoriza em relação a elas; e vice-versa.
Mas por que usar um método tão complexo, ao invés de simplesmente observar a taxa de câmbio do dólar com uma única moeda?
A razão é simples: uma única taxa pode ser distorcida. Por exemplo, o dólar pode estar forte frente ao iene, mas fraco frente ao euro, e olhar só uma delas não mostra o panorama completo. O DXY funciona como um espelho, refletindo a posição global do dólar na economia mundial.
O que há no “cesto” do DXY?
O índice DXY é composto por 6 moedas ponderadas assim:
Note que o euro tem o maior peso (57,6%), o que significa que a volatilidade do euro impacta mais o DXY. Quando o Banco Central Europeu muda sua política ou o euro oscila bastante, o DXY também reage fortemente.
Como o DXY é calculado? A lógica por trás da matemática
Se quer saber exatamente como o valor do DXY é obtido, aqui está a fórmula:
USDX = 50.14348112 × EURUSD⁻⁰·⁵⁷⁶ × USDJPY⁰·¹³⁶ × GBPUSD⁻⁰·¹¹⁹ × USDCAD⁰·⁰⁹¹ × USDSEK⁰·⁰⁴² × USDCHF⁰·⁰³⁶
Um detalhe importante: as moedas euro e libra têm expoentes negativos. Isso indica que, quando essas moedas se valorizam, o índice do dólar tende a cair. E quando elas desvalorizam, o DXY sobe — refletindo a relação inversa.
Por que o DXY sobe? Por que cai? Análise dos fatores de influência
Os movimentos do DXY são impulsionados por alguns fatores principais:
1. Política de juros do Federal Reserve — impacto mais direto
Quando o Fed aumenta as taxas de juros, os ativos denominados em dólar oferecem maior retorno, atraindo investidores globais a comprarem dólares, fazendo o DXY subir. E o contrário também vale.
Em 2022, o Fed acelerou o aumento de juros, levando o DXY a atingir 114,6, sua maior cotação em dois anos. Mas, ao se aproximar do fim do ciclo de alta, as expectativas de pico nas taxas fizeram o DXY recuar.
2. Política monetária do Fed — impacto implícito
Medidas como afrouxamento quantitativo (QE) aumentam a oferta de dólares no mercado, reduzindo seu valor, fazendo o DXY cair.
Na crise de 2020, o Fed implementou QE, e o DXY caiu para cerca de 94. Quando começou a reduzir o balanço e apertar a política, o índice voltou a subir.
3. Humor de risco global — demanda por proteção
O dólar tem um papel especial: é uma moeda de refúgio global. Quando há tensões geopolíticas ou dados econômicos ruins, investidores vendem ativos de risco e compram dólares para se proteger, fazendo o DXY subir.
Após o 11 de setembro, na crise de 2008 e na guerra na Ucrânia em 2022, o DXY costuma subir em momentos de pânico.
4. Mudanças na política de outros bancos centrais
Quando o Banco Central Europeu, o Banco do Japão ou outros elevam suas taxas, suas moedas se valorizam, enquanto o dólar se desvaloriza, fazendo o DXY cair.
Relação de “espelho” entre o DXY e os ativos globais
Este é o ponto mais importante — o DXY não influencia só o mercado cambial, suas oscilações se propagam para todos os ativos cotados em dólar.
Relação inversa entre DXY e commodities
As commodities globais (petróleo, ouro, cobre, etc.) são cotadas em dólar. Quando o DXY sobe (dólar forte):
Em 2022, com o DXY em alta, o ouro caiu de US$2000 por onça para cerca de US$1650; em 2023, com o DXY recuando, o ouro se recuperou.
Relação inversa entre DXY e ações de mercados emergentes
Quando o dólar se valoriza, há pressão de saída de capital dos mercados emergentes. Investidores vendem ativos desses mercados para comprar dólares ou buscar maiores retornos nos EUA, pressionando as ações emergentes.
Por outro lado, quando o DXY cai e o dólar enfraquece, os ativos desses mercados ficam mais baratos e atraentes, com fluxo de capital entrando, fazendo as ações subirem.
Relação entre DXY e o mercado de ações dos EUA
Geralmente, a alta do dólar indica:
Portanto, DXY em alta costuma estar associado à queda do mercado de ações. Mas isso não é uma regra absoluta — às vezes o mercado valoriza outros fatores.
Trajetória histórica do DXY: 50 anos de história
Criado pelo Federal Reserve em 1973, com base 100, o DXY é como um espelho da economia americana e do sistema financeiro global:
Primeiro ato (década de 1970-1980): a recuperação do dólar
Na crise do petróleo e na estagflação dos anos 70, o DXY caiu bastante. Mas, com Paul Volcker assumindo o Fed e elevando as taxas a 20%, o dólar se valorizou rapidamente. Em 5 de março de 1985, atingiu o recorde de 163,83 — até hoje não superado.
Segundo ato (1985-2005): uma década de altos e baixos
Depois, o DXY enfrentou crises como a asiática, a russa, a bolha da internet e o 11 de setembro. Cada crise elevava o índice (refúgio), e na recuperação ele recuava.
Após o lançamento do euro em 2002, os investidores passaram a usar essa moeda como hedge contra o dólar, iniciando uma longa tendência de queda do DXY.
Terceiro ato (2005-presente): os efeitos do QE
A crise de 2008 levou o Fed a lançar várias rodadas de QE, fazendo o DXY cair para um mínimo de 77. Nos anos seguintes, o dólar permaneceu fraco devido às políticas expansionistas.
Mas, em 2015, o Fed começou a subir juros, e o DXY começou a se recuperar. Em 2022, com o ciclo agressivo de alta, atingiu 114,6, seu pico em quase 20 anos.
Em 2023, com expectativas de que o ciclo de alta esteja perto do fim, o índice recuou para cerca de 101,55.
Como o DXY está agora? Opiniões de instituições especializadas
Wells Fargo: Acredita que o dólar pode subir mais em 2023 no primeiro trimestre, mas depois deve recuar, pois o mercado começa a precificar uma recessão. Até o final de 2024, o DXY pode cair cerca de 9,5%.
JP Morgan: Enxerga o DXY em uma fase de consolidação, já tendo precificado o aumento de juros. A recuperação econômica na Ásia e no Japão pode atrair fluxos de capital, mas o movimento será gradual. O índice deve oscilar dentro de uma faixa relativamente estreita.
Análise técnica: No gráfico semanal, o DXY atingiu o topo em 114 e começou a mostrar divergência no RSI. Agora, está em torno de 101. Se romper o suporte de 100, o próximo fica em 96. A perspectiva técnica sugere que o potencial de alta é limitado, aguardando novos catalisadores.
Como lucrar com as oscilações do DXY? Três métodos práticos
Método 1: Manter dólares em espécie
A forma mais tradicional, porém menos eficiente. Troque reais por dólares no banco ou corretora, e depois troque de volta quando o dólar subir.
Método 2: Investir em fundos de títulos em dólares
Comprar fundos que investem em títulos do governo americano ou outros ativos denominados em dólar, beneficiando-se da valorização do dólar e dos juros.
Método 3: Negociar DXY via CFD — a estratégia mais eficiente
CFD (Contrato por Diferença) permite negociar o índice DXY diretamente, sem precisar converter moedas. É a forma mais flexível:
Qual o risco do CFD? A alavancagem é uma faca de dois gumes — seus lucros são ampliados, mas também suas perdas. Uma previsão errada com 20x de alavancagem pode zerar sua conta em horas.
Por isso, é indicado para traders experientes, com alta tolerância ao risco. Uso de stops rigorosos e gestão de posição são essenciais.
Conclusão
O índice do dólar (DXY) funciona como uma “respiração” do mercado financeiro — quando sobe, ativos de risco e mercados emergentes sentem pressão; quando cai, ações globais e commodities respiram aliviados.
Entender seu funcionamento dá uma vantagem na leitura do mercado. Seja para alocação de longo prazo ou para operações de curto prazo, o DXY oferece insights valiosos.
O mais importante: não se assuste com as oscilações do DXY, compreenda as razões por trás delas. Cada alta ou baixa reflete decisões do Fed, condições econômicas globais e o sentimento do mercado. Decifrá-lo é entender o pulso financeiro mundial.