Ainda se lembra daquele dia de verão no início do curso técnico, numa tarde em que o ar condicionado na sala ainda não tinha sido ligado, e o cheiro inconfundível de kimchi preenchia o ambiente? Tinha acabado de comer um ramen de carne bovina e um crepe de fruta, e, num estado de sonolência, ouvia o professor explicar o que é “intenção”.



No direito penal, além do resultado e do comportamento, há uma coisa chamada intenção (mens rea). Essa coisa dá para falar três dias e três noites, mas aqui vou resumir, para que todos possam se divertir com isso~

Essa “intenção” pode ser dividida em dolosa e culposa, e, com base na capacidade de previsão, vontade e grau de negligência, ainda se subdivide em:
Dolosa: isso é fácil de entender, é intencional, sabendo que sua ação provavelmente ou certamente causará um resultado prejudicial à sociedade, e desejando ou tendo a intenção de que isso aconteça.

Intenção indireta: sabendo que sua ação pode causar um resultado prejudicial à sociedade, mas adotando uma atitude de tolerância ou indiferença em relação ao resultado, embora não busque ativamente, também não evita de forma proativa.

Culpa é “não desejar que aconteça, ou achar que pode escapar”.

Culpa consciente: já prevê que o resultado prejudicial pode acontecer, mas confia demais em suas próprias habilidades, acredita cegamente que pode evitar, e após realizar a ação, o resultado prejudicial ocorre.

Culpa inconsciente: de acordo com o senso comum e a lógica do autor, deveria prever o resultado prejudicial, mas por negligência ou descuido, não prevê, levando ao acontecimento.

Do ponto de vista de exame, geralmente o mais difícil de distinguir é【intenção indireta】 e【culpa consciente】.
Por quê?
Porque o autor do comportamento prevê que o resultado prejudicial pode acontecer, a diferença está na intenção, ou seja: como ele realmente trata esse resultado (que pode acontecer) na sua mente?

Alguns exemplos:
a. Um bandido rouba e foge de carro, sendo perseguido pela polícia. À sua frente, há uma área movimentada na cidade, com muitas pessoas.

O bandido pensa: “Não importa se há pessoas na frente, não posso parar, se atropelar alguém, azar deles.” Então acelera e atropela um pedestre.

Ele prevê que pode atropelar alguém, mas, para fugir, tolera esse resultado. Isso é intenção indireta.

b. Um mestre em lançamentos de dardo está fazendo uma apresentação, atirando uma maçã ao lado de uma pessoa. O assistente tem uma maçã na cabeça.

O mestre pensa: “Embora haja risco, treinei trinta anos e nunca errei, desta vez tenho certeza de que acertarei a maçã, não vou atingir a pessoa.” Mas, de repente, seu braço treme e ele acerta a assistente até a morte.

Ele prevê que pode matar alguém, e rejeita fortemente essa possibilidade, acreditando que sua técnica evitará isso. Isso é uma culpa por excesso de confiança.

Então, ao chegar aqui, você acha que além de perder dinheiro, há algum outro significado nisso?
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