A reunião de política monetária ainda não começou, mas as cartas já estão na mesa.
Para ser preciso, foi Kevin Hassett, o principal candidato a próximo presidente da Fed, que apareceu de repente no meio da noite a dizer — está na altura de baixar as taxas de juro. Este grito incendiou imediatamente o sentimento do mercado. E Wall Street? Os grandes bancos passaram a noite a rasgar os relatórios de análise que tinham publicado na semana passada, para os reescrever.
Qual é o consenso agora? Corte de taxas esta semana, praticamente garantido.
**As apostas já chegaram a este ponto**
A ferramenta "FedWatch" da Bolsa de Chicago mostra que os traders apostam numa probabilidade de 89,6% de um corte de 25 pontos base esta semana. E a hipótese de não haver corte? Fica-se por pouco mais de 10%. Mais impressionante ainda: a expectativa de pelo menos mais um corte até Janeiro do próximo ano já ultrapassa os 92%.
Isto não é um palpite — são números votados com dinheiro real.
**Instituições a "dar o dito por não dito" em massa**
Os bancos de investimento que na semana passada ainda diziam "provavelmente vão manter as taxas", mudaram de discurso mais rápido que ninguém:
JPMorgan e Morgan Stanley? De "pausa e esperar" passaram diretamente para "esperar um corte de 25 pontos base". A Nomura foi ainda mais longe, mudando a previsão pela segunda vez: não só confirma o corte esta semana, como já agendou cortes para Junho e Setembro do próximo ano. Até o Standard Chartered saltou do campo dos "manter" para o dos que apostam na descida.
Porquê esta mudança repentina? Porque os dados económicos de Novembro foram um balde de água fria. O emprego no setor privado caiu diretamente em 32.000 postos de trabalho, a maior retração desde Março deste ano, quando o mercado ainda esperava um ligeiro aumento. O mercado de trabalho já não aguenta, pode a Fed ficar parada?
**O verdadeiro foco não está no corte em si**
O corte nas taxas está praticamente garantido, mas os investidores estão atentos a duas outras questões:
Primeiro, se vai haver divisão interna. Fala-se que quatro membros hawkish podem votar contra, e a governadora Mester até quer um corte imediato de 50 pontos base. Estas divergências costumam ter mais impacto nas expectativas do mercado do que o próprio corte.
Segundo, o que vai acontecer em 2024. O roteiro do Goldman Sachs é: depois deste corte, talvez haja uma pausa, mas em Março e Junho continuam os cortes, até a taxa chegar ao intervalo entre 3% e 3,25%.
Hassett ainda deixou escapar — Trump vai anunciar "uma série de boas notícias" e há "muita margem para a yield das obrigações a 10 anos descer ainda mais". Parece um aviso ao mercado, ou talvez uma dica de que ainda há cartas na manga a nível de política.
**Resumindo numa frase**
O corte nas taxas já não é uma dúvida, a dúvida é quão dividida está a Fed por dentro e como Powell vai descrever o caminho daqui para a frente. O mercado já está preparado, só falta ver como se desenrola o espetáculo.
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LeekCutter
· 2025-12-12 22:43
Já está em 89,6%, isso ainda se chama suspense? Já é um fato consolidado, só depende de como o Powell vai atuar nesse espetáculo amanhã
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Blockchainiac
· 2025-12-12 16:12
Hassit gritou e, de repente, Wall Street mudou de tom, esta atuação é realmente absurda.
Está tudo preparado, agora é só esperar pela atuação da Reserva Federal, sendo que a verdadeira atração é mesmo a divisão interna.
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HappyToBeDumped
· 2025-12-10 00:55
Votos com dinheiro real 89,6%, este número pode enganar? Está decidido, irmãos.
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LiquidityWizard
· 2025-12-10 00:54
Honestamente? 89,6% é estatisticamente significativo o suficiente para que isto já nem seja uma aposta, é simplesmente... matematicamente inevitável neste momento. A verdadeira volatilidade vai vir da escolha de palavras do Powell amanhã — literalmente pontos percentuais de movimento dependem se ele diz "pausa" ou "dependente dos dados" lol
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SatoshiNotNakamoto
· 2025-12-10 00:49
Este grito do Hasit foi realmente incrível, a cena de Wall Street a levar um balde de água fria em conjunto é verdadeiramente clássica.
A reunião de política monetária ainda não começou, mas as cartas já estão na mesa.
Para ser preciso, foi Kevin Hassett, o principal candidato a próximo presidente da Fed, que apareceu de repente no meio da noite a dizer — está na altura de baixar as taxas de juro. Este grito incendiou imediatamente o sentimento do mercado. E Wall Street? Os grandes bancos passaram a noite a rasgar os relatórios de análise que tinham publicado na semana passada, para os reescrever.
Qual é o consenso agora? Corte de taxas esta semana, praticamente garantido.
**As apostas já chegaram a este ponto**
A ferramenta "FedWatch" da Bolsa de Chicago mostra que os traders apostam numa probabilidade de 89,6% de um corte de 25 pontos base esta semana. E a hipótese de não haver corte? Fica-se por pouco mais de 10%. Mais impressionante ainda: a expectativa de pelo menos mais um corte até Janeiro do próximo ano já ultrapassa os 92%.
Isto não é um palpite — são números votados com dinheiro real.
**Instituições a "dar o dito por não dito" em massa**
Os bancos de investimento que na semana passada ainda diziam "provavelmente vão manter as taxas", mudaram de discurso mais rápido que ninguém:
JPMorgan e Morgan Stanley? De "pausa e esperar" passaram diretamente para "esperar um corte de 25 pontos base".
A Nomura foi ainda mais longe, mudando a previsão pela segunda vez: não só confirma o corte esta semana, como já agendou cortes para Junho e Setembro do próximo ano.
Até o Standard Chartered saltou do campo dos "manter" para o dos que apostam na descida.
Porquê esta mudança repentina? Porque os dados económicos de Novembro foram um balde de água fria. O emprego no setor privado caiu diretamente em 32.000 postos de trabalho, a maior retração desde Março deste ano, quando o mercado ainda esperava um ligeiro aumento. O mercado de trabalho já não aguenta, pode a Fed ficar parada?
**O verdadeiro foco não está no corte em si**
O corte nas taxas está praticamente garantido, mas os investidores estão atentos a duas outras questões:
Primeiro, se vai haver divisão interna. Fala-se que quatro membros hawkish podem votar contra, e a governadora Mester até quer um corte imediato de 50 pontos base. Estas divergências costumam ter mais impacto nas expectativas do mercado do que o próprio corte.
Segundo, o que vai acontecer em 2024. O roteiro do Goldman Sachs é: depois deste corte, talvez haja uma pausa, mas em Março e Junho continuam os cortes, até a taxa chegar ao intervalo entre 3% e 3,25%.
Hassett ainda deixou escapar — Trump vai anunciar "uma série de boas notícias" e há "muita margem para a yield das obrigações a 10 anos descer ainda mais". Parece um aviso ao mercado, ou talvez uma dica de que ainda há cartas na manga a nível de política.
**Resumindo numa frase**
O corte nas taxas já não é uma dúvida, a dúvida é quão dividida está a Fed por dentro e como Powell vai descrever o caminho daqui para a frente. O mercado já está preparado, só falta ver como se desenrola o espetáculo.