O mercado está à espera do corte das taxas na quinta-feira às 3h da manhã, mas achas mesmo que isto vai ser uma festa?
O mercado obrigacionista já deu a resposta — os rendimentos dispararam para 4,13%, isso não parece nada uma celebração. Parece mais um voto de desconfiança na Fed. Um corte de 25 pontos base é quase certo, mas o essencial não está aí.
O que realmente importa são três pontos:
**Primeiro golpe: fala-se em cortes, mas com o pé atrás** Powell provavelmente vai manter o tom cauteloso e sublinhar a “dependência dos dados”, e o gráfico de pontos pode sugerir uma pausa nos cortes no próximo ano. O mercado sonhava com cortes consecutivos, quando esta diferença de expectativas surgir, a volatilidade de curto prazo é inevitável.
**Segundo golpe: movimentos nas sombras** Não olhes só para os cortes, o aumento do balanço é o verdadeiro trunfo escondido (atenção, não é QE clássico). A liquidez entre bancos está apertada; a Fed pode, já no início do próximo ano, recomeçar discretamente a compra de obrigações, injetando centenas de milhar de milhões de dólares por mês no mercado. Quando a torneira abrir, a dinâmica da liquidez muda toda.
**Terceiro golpe: duas bombas-relógio** Primeira: rumores de troca de presidente na Fed. Se alguém do círculo de Trump assumir, o mercado teme que a política monetária fuja do controlo — daí a reação do mercado obrigacionista. Segunda: o Japão está à espreita. Se a Fed não cortar agressivamente, o Banco do Japão pode responder com um aumento das taxas. Com os dois maiores bancos centrais mundiais a divergir, os fluxos de capital podem tornar-se caóticos.
**O que isto significa para o mundo cripto?** No curto prazo, não esperes que o corte de taxas dispare imediatamente o mercado; faz mais sentido esperar volatilidade e liquidação. Mas a médio/longo prazo, a tendência é de libertação de liquidez; com o halving do Bitcoin no próximo ano e fundos institucionais ainda à porta... Pensa bem neste conjunto de fatores.
Partilha nos comentários a tua opinião: será que é “vender no facto, depois do rumor”, ou “a última oportunidade de entrar antes do bull market”?
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O mercado está à espera do corte das taxas na quinta-feira às 3h da manhã, mas achas mesmo que isto vai ser uma festa?
O mercado obrigacionista já deu a resposta — os rendimentos dispararam para 4,13%, isso não parece nada uma celebração. Parece mais um voto de desconfiança na Fed. Um corte de 25 pontos base é quase certo, mas o essencial não está aí.
O que realmente importa são três pontos:
**Primeiro golpe: fala-se em cortes, mas com o pé atrás**
Powell provavelmente vai manter o tom cauteloso e sublinhar a “dependência dos dados”, e o gráfico de pontos pode sugerir uma pausa nos cortes no próximo ano. O mercado sonhava com cortes consecutivos, quando esta diferença de expectativas surgir, a volatilidade de curto prazo é inevitável.
**Segundo golpe: movimentos nas sombras**
Não olhes só para os cortes, o aumento do balanço é o verdadeiro trunfo escondido (atenção, não é QE clássico). A liquidez entre bancos está apertada; a Fed pode, já no início do próximo ano, recomeçar discretamente a compra de obrigações, injetando centenas de milhar de milhões de dólares por mês no mercado. Quando a torneira abrir, a dinâmica da liquidez muda toda.
**Terceiro golpe: duas bombas-relógio**
Primeira: rumores de troca de presidente na Fed. Se alguém do círculo de Trump assumir, o mercado teme que a política monetária fuja do controlo — daí a reação do mercado obrigacionista.
Segunda: o Japão está à espreita. Se a Fed não cortar agressivamente, o Banco do Japão pode responder com um aumento das taxas. Com os dois maiores bancos centrais mundiais a divergir, os fluxos de capital podem tornar-se caóticos.
**O que isto significa para o mundo cripto?**
No curto prazo, não esperes que o corte de taxas dispare imediatamente o mercado; faz mais sentido esperar volatilidade e liquidação. Mas a médio/longo prazo, a tendência é de libertação de liquidez; com o halving do Bitcoin no próximo ano e fundos institucionais ainda à porta... Pensa bem neste conjunto de fatores.
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