Para ser sincero, quando peguei os 300 mil que restavam e jurei que ia tapar o buraco de 1 milhão, até a minha mãe achou que eu tinha enlouquecido.
Aqueles tempos foram mesmo de desespero. Tinha perdido quase 1 milhão, o meu estado de espírito já não era de colapso, era de total apatia — acordava de manhã e a primeira reação não era tristeza, era vazio. Mas foi precisamente esse vazio que me obrigou a perceber uma coisa: se continuasse a jogar assim, mais cedo ou mais tarde até os boxers ia perder.
Por isso mudei de vida: deixei de correr atrás.
Antes achava sempre que havia oportunidades todos os dias, que se não entrasse perdia, e o resultado? Cada vez que aparecia um sinal dúbio eu atirava-me com tudo, e assim que lucrava um pouco, perdia tudo na jogada seguinte. Desta vez fiz ao contrário — posso acompanhar o mercado, mas as mãos têm de ficar quietas, só mexo quando aparece uma oportunidade com “tendência clara e sinal limpo”.
Abrir posição tem de ter critérios. Se perder, nunca aumento a aposta. Só aumento quando estou a ganhar. O controlo de risco é para ser levado até ao fim.
Dei a volta de 300 mil para 660 mil com apenas 15 operações. Sim, leste bem, só 15 operações. Fiquei preso nos 400 mil durante uma semana, nos 500 mil por pouco não recuei mas aguentei, só aos 660 mil é que a curva da conta estabilizou. Não há nada de lendário neste processo, foi só resiliência — resistir à tentação de abrir operações à toa, resistir à inveja de ver os outros a ganhar dinheiro rápido.
Lembro-me do dia em que ultrapassei os 500 mil, um amigo disse-me com ironia: “Ainda a sonhar? Acorda.” Agora mostro-lhe os números: o método mais simples — esperar, seguir regras, não ser ganancioso — realmente dá para recuperar o dinheiro.
Mas quero deixar claro: esta abordagem não é para toda a gente.
Se és do tipo que não consegue passar um dia sem negociar, ou achas que “esperar = perder tempo”, então não somos do mesmo caminho. Só serve para quem já sofreu a sério, quer mudar, e está disposto a seguir o ritmo até ao fim.
Que mercados é que sigo? Quando é que entro forte? Como é que defino as zonas de lucro? — isso não vou andar por aí a contar. Coisas que dão dinheiro nunca são apregoadas em todo o lado.
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Para ser sincero, quando peguei os 300 mil que restavam e jurei que ia tapar o buraco de 1 milhão, até a minha mãe achou que eu tinha enlouquecido.
Aqueles tempos foram mesmo de desespero. Tinha perdido quase 1 milhão, o meu estado de espírito já não era de colapso, era de total apatia — acordava de manhã e a primeira reação não era tristeza, era vazio. Mas foi precisamente esse vazio que me obrigou a perceber uma coisa: se continuasse a jogar assim, mais cedo ou mais tarde até os boxers ia perder.
Por isso mudei de vida: deixei de correr atrás.
Antes achava sempre que havia oportunidades todos os dias, que se não entrasse perdia, e o resultado? Cada vez que aparecia um sinal dúbio eu atirava-me com tudo, e assim que lucrava um pouco, perdia tudo na jogada seguinte. Desta vez fiz ao contrário — posso acompanhar o mercado, mas as mãos têm de ficar quietas, só mexo quando aparece uma oportunidade com “tendência clara e sinal limpo”.
Abrir posição tem de ter critérios. Se perder, nunca aumento a aposta. Só aumento quando estou a ganhar. O controlo de risco é para ser levado até ao fim.
Dei a volta de 300 mil para 660 mil com apenas 15 operações. Sim, leste bem, só 15 operações. Fiquei preso nos 400 mil durante uma semana, nos 500 mil por pouco não recuei mas aguentei, só aos 660 mil é que a curva da conta estabilizou. Não há nada de lendário neste processo, foi só resiliência — resistir à tentação de abrir operações à toa, resistir à inveja de ver os outros a ganhar dinheiro rápido.
Lembro-me do dia em que ultrapassei os 500 mil, um amigo disse-me com ironia: “Ainda a sonhar? Acorda.” Agora mostro-lhe os números: o método mais simples — esperar, seguir regras, não ser ganancioso — realmente dá para recuperar o dinheiro.
Mas quero deixar claro: esta abordagem não é para toda a gente.
Se és do tipo que não consegue passar um dia sem negociar, ou achas que “esperar = perder tempo”, então não somos do mesmo caminho. Só serve para quem já sofreu a sério, quer mudar, e está disposto a seguir o ritmo até ao fim.
Que mercados é que sigo? Quando é que entro forte? Como é que defino as zonas de lucro? — isso não vou andar por aí a contar. Coisas que dão dinheiro nunca são apregoadas em todo o lado.