O motor físico mudou, os empiristas estão a ficar cegos coletivamente
No longo processo de evolução dos negócios e do indivíduo, enfrentamos sempre um paradoxo quase fantasmagórico: a lógica que um dia te trouxe sucesso muitas vezes é também a armadilha que te sepulta.
A maioria das pessoas considera a experiência como o ativo mais valioso, mas, na lógica subjacente, a experiência é essencialmente um mapa antigo e expirado. Quando o ambiente entra numa fase de mudança estrutural, esse mapa não só deixa de indicar o caminho, como também acelera a sua queda no abismo.
### 1. Empirismo: o benefício de baixa entropia na era da estabilidade
Primeiro, devemos dar um nome justo ao empirismo. Em ciclos de alta estabilidade, o empirismo não é uma abordagem medíocre, mas uma escolha extremamente inteligente.
Reutilizar é eficiência. Quando uma causalidade foi validada por predecessores, não é necessário reinventar a roda. Utilizar diretamente modelos de caminhos já consolidados é, na essência, reduzir custos de decisão através da dependência de trajetórias.
Por exemplo, por volta de 2010, durante o boom da internet móvel, a experiência de muitos empreendedores era: gastar dinheiro em tráfego, para obter crescimento de usuários, e depois monetizar através de publicidade. Essa lógica fazia sentido na época, pois o custo de tráfego era inferior ao valor vitalício do usuário. Nesse momento, buscar cegamente os chamados princípios de primeira causa atrasava o progresso; reutilizar modelos de sucesso de outros era a estratégia mais vantajosa.
Naquele momento, o mundo era como um trem nos trilhos. Você não precisava entender a segunda lei da termodinâmica; bastava passar na inspeção, sentar-se na sua cadeira.
### 2. Ruptura estrutural: as restrições rígidas das leis físicas
Porém, o mundo não funciona de forma linear; ele alterna entre longos períodos de plataforma e mudanças estruturais súbitas.
O que chamamos de mudança estrutural não é simplesmente um negócio que ficou difícil de fazer, mas uma alteração nos parâmetros físicos fundamentais. Como custos de energia, estrutura da cadeia de suprimentos ou composição demográfica.
Tomemos a indústria automotiva tradicional como exemplo. Os gigantes alemães do setor acumulam mais de um século de experiência em motores de combustão, que representam sua maior barreira. Mas, na fase de mudança estrutural (a onda da eletrificação), as restrições físicas mudaram: a fonte de energia passou de energia térmica-química para energia elétrica-química.
Nesse momento, experiências profundas com pistões, virabrequins e sistemas de admissão de ar tornam-se irrelevantes diante de motores elétricos e baterias. Se ainda se apegar ao empirismo, tentando transformar um carro a combustão em um elétrico com uma bateria, perderá na camada física para concorrentes que redesenham veículos ao redor de baterias e chips.
### 3. Alternância de protocolos: de dependência de caminho a princípios de primeira causa
Enquanto a maioria ainda busca na ruína antiga uma chave para o sucesso, os verdadeiros despertos desligam o protocolo de experiência e mudam para o protocolo de princípios de primeira causa.
Este exige que atravessemos todos os costumes sociais, regras não escritas da indústria e fardos históricos, para olhar diretamente para a realidade física.
Vejamos a SpaceX de Elon Musk. Na época, a experiência na aviação era: foguetes são consumíveis caros, usados uma vez e descartados, pois essa estrutura é mais simples e com menor risco. Mas Musk voltou-se para os custos físicos e de materiais: os materiais de um foguete (alumínio, titânio, combustível, etc.) representam apenas cerca de 2% do custo total.
Para onde foi o restante de 98%? A resposta está no tempo de fabricação e no desperdício de uso único. Como as leis físicas não proíbem o reuso de foguetes, a questão não é técnica, mas de cálculo. Essa é uma saída do empirismo, uma reflexão a partir da camada física.
### 4. Deslocamento cognitivo: a linha divisória entre o comum e o extraordinário
Por que a maioria não consegue enxergar oportunidades?
Porque fecham os olhos. Eles assumem que o mundo é estável, que a lógica do passado é sempre válida. Quando ocorrem mudanças, veem crise e dificuldade; quem troca de protocolo de pensamento enxerga uma reestruturação de parâmetros.
A essência do período de mudança é uma redistribuição violenta de recursos. Por exemplo, quando a cadeia de logística internacional tradicional se rompe, o empirista lamenta que o comércio exterior não possa mais prosperar; enquanto o de primeira causa pensa: já que a demanda física ainda existe, e o nó intermediário foi cortado, por que não reescrever o caminho a partir da fonte de energia, da fabricação local ou da entrega digital?
---
### Conclusão: seja aquele que pensa a partir da camada física
Neste tempo de grandes mudanças, esteja atento às suas experiências que parecem óbvias.
Enquanto a maioria ainda busca oportunidades no empirismo, não consegue enxergar nenhuma.
Quando o ambiente passa por uma mudança estrutural, só rompendo com a “dependência de caminho (experiência)” e adotando as “restrições físicas (princípios de primeira causa)” é que se consegue quebrar o impasse.
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O motor físico mudou, os empiristas estão a ficar cegos coletivamente
No longo processo de evolução dos negócios e do indivíduo, enfrentamos sempre um paradoxo quase fantasmagórico: a lógica que um dia te trouxe sucesso muitas vezes é também a armadilha que te sepulta.
A maioria das pessoas considera a experiência como o ativo mais valioso, mas, na lógica subjacente, a experiência é essencialmente um mapa antigo e expirado. Quando o ambiente entra numa fase de mudança estrutural, esse mapa não só deixa de indicar o caminho, como também acelera a sua queda no abismo.
### 1. Empirismo: o benefício de baixa entropia na era da estabilidade
Primeiro, devemos dar um nome justo ao empirismo. Em ciclos de alta estabilidade, o empirismo não é uma abordagem medíocre, mas uma escolha extremamente inteligente.
Reutilizar é eficiência. Quando uma causalidade foi validada por predecessores, não é necessário reinventar a roda. Utilizar diretamente modelos de caminhos já consolidados é, na essência, reduzir custos de decisão através da dependência de trajetórias.
Por exemplo, por volta de 2010, durante o boom da internet móvel, a experiência de muitos empreendedores era: gastar dinheiro em tráfego, para obter crescimento de usuários, e depois monetizar através de publicidade. Essa lógica fazia sentido na época, pois o custo de tráfego era inferior ao valor vitalício do usuário. Nesse momento, buscar cegamente os chamados princípios de primeira causa atrasava o progresso; reutilizar modelos de sucesso de outros era a estratégia mais vantajosa.
Naquele momento, o mundo era como um trem nos trilhos. Você não precisava entender a segunda lei da termodinâmica; bastava passar na inspeção, sentar-se na sua cadeira.
### 2. Ruptura estrutural: as restrições rígidas das leis físicas
Porém, o mundo não funciona de forma linear; ele alterna entre longos períodos de plataforma e mudanças estruturais súbitas.
O que chamamos de mudança estrutural não é simplesmente um negócio que ficou difícil de fazer, mas uma alteração nos parâmetros físicos fundamentais. Como custos de energia, estrutura da cadeia de suprimentos ou composição demográfica.
Tomemos a indústria automotiva tradicional como exemplo. Os gigantes alemães do setor acumulam mais de um século de experiência em motores de combustão, que representam sua maior barreira. Mas, na fase de mudança estrutural (a onda da eletrificação), as restrições físicas mudaram: a fonte de energia passou de energia térmica-química para energia elétrica-química.
Nesse momento, experiências profundas com pistões, virabrequins e sistemas de admissão de ar tornam-se irrelevantes diante de motores elétricos e baterias. Se ainda se apegar ao empirismo, tentando transformar um carro a combustão em um elétrico com uma bateria, perderá na camada física para concorrentes que redesenham veículos ao redor de baterias e chips.
### 3. Alternância de protocolos: de dependência de caminho a princípios de primeira causa
Enquanto a maioria ainda busca na ruína antiga uma chave para o sucesso, os verdadeiros despertos desligam o protocolo de experiência e mudam para o protocolo de princípios de primeira causa.
Este exige que atravessemos todos os costumes sociais, regras não escritas da indústria e fardos históricos, para olhar diretamente para a realidade física.
Vejamos a SpaceX de Elon Musk. Na época, a experiência na aviação era: foguetes são consumíveis caros, usados uma vez e descartados, pois essa estrutura é mais simples e com menor risco. Mas Musk voltou-se para os custos físicos e de materiais: os materiais de um foguete (alumínio, titânio, combustível, etc.) representam apenas cerca de 2% do custo total.
Para onde foi o restante de 98%? A resposta está no tempo de fabricação e no desperdício de uso único. Como as leis físicas não proíbem o reuso de foguetes, a questão não é técnica, mas de cálculo. Essa é uma saída do empirismo, uma reflexão a partir da camada física.
### 4. Deslocamento cognitivo: a linha divisória entre o comum e o extraordinário
Por que a maioria não consegue enxergar oportunidades?
Porque fecham os olhos. Eles assumem que o mundo é estável, que a lógica do passado é sempre válida. Quando ocorrem mudanças, veem crise e dificuldade; quem troca de protocolo de pensamento enxerga uma reestruturação de parâmetros.
A essência do período de mudança é uma redistribuição violenta de recursos. Por exemplo, quando a cadeia de logística internacional tradicional se rompe, o empirista lamenta que o comércio exterior não possa mais prosperar; enquanto o de primeira causa pensa: já que a demanda física ainda existe, e o nó intermediário foi cortado, por que não reescrever o caminho a partir da fonte de energia, da fabricação local ou da entrega digital?
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### Conclusão: seja aquele que pensa a partir da camada física
Neste tempo de grandes mudanças, esteja atento às suas experiências que parecem óbvias.
Enquanto a maioria ainda busca oportunidades no empirismo, não consegue enxergar nenhuma.
Quando o ambiente passa por uma mudança estrutural, só rompendo com a “dependência de caminho (experiência)” e adotando as “restrições físicas (princípios de primeira causa)” é que se consegue quebrar o impasse.